quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Sonda encontra nova cratera de gelo em Marte

Imagem mostra cratera com gelo exposto. A fotografia foi colorida artificialmente Foto: Nasa/JPL/University of Arizona/Divulgação

Imagem mostra cratera com gelo exposto. A fotografia foi colorida artificialmente

A administração do projeto HiRISE - da Universidade do Arizona e da Nasa - divulgou nesta quinta-feira uma imagem de uma nova cratera com água na forma de gelo em Marte. Segundo os cientistas, a cratera tem aproximadamente 6 m de diâmetro e se formou entre abril de 2004 e janeiro de 2010.

Ela fica localizada na latitude 44° Norte do planeta vizinho. Segundo os pesquisadores, a cratera foi encontrada na época em que era verão naquela região marciana e quando não é esperado encontrar gelo. Acredita-se que o gelo só aparece porque foi exposto pelo impacto de algum meteoro.

A origem do gelo seria similar ao encontrado por uma escavação da sonda Phoenix em 2008. A imagem foi colorida artificialmente.

Projeto com voluntários descobre estrela de nêutrons

Cientistas voluntários que participam do projeto Einstein@Home, que se apóia em uma rede mundial de 500 mil computadores pessoais e de escritório, descobriram um pulsar ou estrela de nêutrons, segundo comunicado publicado na quinta-feira.

Esta é a primeira descoberta sobre o espaço exterior realizada no âmbito do projeto Einstein@Home. Este projeto aproveita os períodos de pausa dos computadores de 250 mil voluntários em 192 países para analisar dados, em particular os recolhidos pelo Observatório Arecibo, o maior radiotelescópio do mundo, situado em Porto Rico e operado pela Universidade Cornell (Estado de Nova York, leste dos Estados Unidos).

O novo pulsar, batizado PSR J2007+2722, é uma estrela de nêutrons que faz 41 rotações por segundo. Encontra-se na galáxia à qual pertence o Sistema Solar, a Via Láctea, a cerca de 17 mil anos-luz da Terra (um ano-luz equivale a 9,46 bilhões de km), na constelação da Pequena Raposa, destaca o trabalho que será publicado na edição de 13 de agosto da revista Science.

Ao contrário da maioria dos pulsares que giram tão rápido e regularmente como este, o pulsar recém-descoberto está só e não tem companheiro de órbita. "Trata-se de um acontecimento emocionante para Einstein@Home e nossos voluntários, porque esta descoberta prova que a participação do público pode permitir fazer descobertas no Universo", disse Bruce Allen, chefe do projeto Einstein@Home, diretor do instituto Max-Planck de física gravitacional, na Alemanha.

Os "astrônomos cidadãos", autores da descoberta, são os americanos Chris e Helen Colgin e o alemão Daniel Gebhardt. O projeto Einstein@Home, criado em 2005, tem como principal objetivo detectar ondas gravitacionais e analisar os dados. Os pulsares são estrelas de nêutrons descobertas em 1967.

AFP
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Júpiter pode ter "devorado" planeta gigantesco, diz estudo

Eclipse solar é registrado em Júpiter e causado pela lua Io (à direita na imagem), em 2004 Foto: Cassini Imaging Team/Cassini Project/Nasa/Divulgação

Eclipse solar é registrado em Júpiter e causado pela lua Io (à direita na imagem), em 2004

Júpiter pode ter se tornado o maior planeta do Sistema Solar após "matar" e absorver um rival, segundo sugerem novas simulações. O estudo explicaria porque Júpiter tem um núcleo relativamente pequeno e com pouca massa. As informações são do site da revista New Scientist.

Tanto Júpiter quanto Saturno - que hoje são gigantes gasosos - eram, no princípio, planetas rochosos com a massa de algumas Terras. Suas gravidades atraíram gás e criaram densas atmosferas. Neste momento, eles deveriam ter núcleos com aproximadamente a mesma massa. Contudo, estudos indicam que a massa do núcleo de Júpiter equivale a entre duas e 10 vezes a da Terra, enquanto que em Saturno o número fica entre 15 e 30 vezes maior que o da Terra.

Simulações conduzidas por Shu Lin Li, da Universidade de Pequim, na China, e colegas, explicariam a diferença. Eles calcularam o que aconteceria quando uma "superterra" com 10 vezes a massa do nosso planeta colidisse contra um gigante gasoso. O planeta rochoso acabaria achatado ao atingir a atmosfera do gigante e chegaria ao núcleo em um período entre meia e uma hora depois da colisão. A energia gerada pelo impacto poderia ter vaporizado boa parte do núcleo.

Os elementos pesados, agora vaporizados, poderiam ter se misturado com o hidrogênio e o hélio da atmosfera do gigante, deixando apenas uma parcela do núcleo original. Além de explicar o porquê de o coração de Júpiter ser tão pequeno, a teoria também explica porque sua atmosfera é tão rica em elementos pesados comparada com o Sol, cuja composição é um espelho para a nebulosa da qual nasceram os planetas do nosso sistema.

A superterra poderia ter crescido como um gigante gasoso, caso não encontrasse Júpiter em seu caminho, diz Douglas Lin, pesquisador da Universidade da Califórnia-Santa Cruz, coautor da pesquisa, à reportagem.

Por outro lado, Saturno também tem uma grande abundância de elementos pesados em sua atmosfera e um núcleo com massa bem maior que o de Júpiter. Segundo os pesquisadores, simulações indicam que ele pode ter sido atingido por corpos rochosos menores que a Terra, o que teria deixado o núcleo intacto, ou até aumentado sua massa com fragmentos que chegaram até ele.

Segundo a reportagem, a pesquisa adiciona evidências a teorias que indicam que os primórdios do Sistema Solar foram "violentos" e caóticos, com pelo menos cinco dos seus oito planetas sendo atingidos por objetos do tamanho de planetas e os demais atingidos por corpos não muito menores. De acordo com algumas teorias, grandes colisões seriam responsáveis, por exemplo, pelo surgimento da Lua, pela mudança do formato do hemisfério norte de Marte, pelo aparecimento de uma lua em Netuno e pela diminuição da velocidade de rotação de Vênus.

Chuva de meteoros nesta quinta será espetacular, diz Nasa

A passagem da Terra por uma zona repleta de detritos deixados por um cometa oferecerá a observadores um verdadeiro espetáculo no céu nesta quinta-feira, disse a agência espacial americana, Nasa.

No hemisfério norte, o show tem seu auge entre as 22h de quinta e a madrugada do dia 13, quando a frequência de meteoros poderá alcançar dezenas por hora.

No Brasil, tomando-se como referência a cidade do Rio de Janeiro, o melhor horário para se assistir ao show no céu será entre a 0h30 e as 2h30 da madrugada do dia 13, disse à BBC Brasil a astrônoma Olivia Johnson, do Royal Observatory de Greenwich, em Londres, Inglaterra.

Johnson explicou, no entanto, que neste ano o show estará mais bonito no hemisfério norte, onde o clímax do espetáculo acontece no período em que a noite está mais escura.

A chuva de meteoros Perseidas (assim chamados porque os meteoros vêm da direção da constelação de Perseus) é causada por detritos deixados pelo cometa Swift-Tuttle.

A cada 133 anos, o enorme cometa cruza o Sistema Solar e deixa para trás um rastro de poeira e detritos. Quando a Terra passa pela região, os fragmentos se chocam com a atmosfera a 140.000 mph (aproximadamente 225.000 kilômetros por hora) e se desintegram em explosões de luz.

A zona de detritos deixada pelo cometa é tão larga que a Terra passa semanas dentro dela. Observadores já estão avistando Perseidas ocasionais há alguns dias. Segundo a Nasa, essa "garoa" de meteoros pode virar um verdadeiro temporal entre os dias 11 e 13 de agosto, quando a Terra passa pela zona de maior concentração de detritos. O espetáculo anual de meteoros Perseidas estará particularmente bonito em 2010 porque a Lua, em fase crescente, não vai estar muito visível no período de maior atividade.

O brilho lunar pode apagar uma boa chuva de meteoros, mas a equipe da Nasa diz que não será o caso dessa vez. O melhor período para observação são as horas mais escuras da noite, quando a maioria dos observadores no hemisfério norte poderá ver dezenas de Perseidas por hora.

Para ver melhor, é bom evitar as luzes da cidade, sugere a Nasa. A escuridão do campo, por exemplo, aumenta entre três e dez vezes o número de meteoros que podem ser avistados.

BBC Brasil
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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Lago argentino pode ter pistas sobre vida fora da Terra

Um lago no árido noroeste da Argentina pode conter pistas de como a vida começou na Terra e como poderia ter sobrevivido em outros planetas, segundo os cientistas.

Pesquisadores descobriram milhões de "superbactérias" proliferando apesar da escassez de oxigênio do lago Diamante, que fica no centro de uma enorme cratera vulcânica, 4,7 mil m acima do nível do mar. O habitat dessas bactérias é semelhante ao ambiente primitivo da Terra, muito alcalino, com altos níveis de arsênico.

"Isso é de grande interesse científico, como uma janela para olhar o nosso passado e também uma ciência chamada astrobiologia, o estudo da vida em outros planetas", disse Maria Eugenia Farias, parte da equipe que descobriu vida neste ano no lago Diamante.

Teoricamente, se bactérias são capazes de sobreviver aqui, seriam capazes de sobreviver também em Marte. As chamadas "extremófilas" já foram achadas em outras partes do mundo, e podem ter um valor comercial significativo. Bactérias que dissolvem lipídios, por exemplo, são usadas em detergentes.

Mas Farias disse que essas bactérias, chamadas de "poliextremófilas", são excepcionais porque florescem nas mais difíceis circunstâncias. "O que temos aqui é uma série de condições extremas todas em um só lugar. E isso é o que torna este lugar único no mundo", disse Farias, microbióloga do Conselho Nacional de Pesquisa Tecno-Científica na província de Tucumán.

A água do lago tem níveis de arsênico 20 mil vezes superiores ao que é considerado seguro na água potável, e a temperatura várias vezes fica abaixo de zero. Mas, como a água é salgada demais - tem cinco vezes mais sal que o mar - o gelo nunca se forma.

O DNA da bactéria sofre mutações para que ela sobreviva à radiação ultravioleta ao baixo nível de oxigênio nesta altitude, o que pode despertar o interesse do setor farmacêutico, segundo Farias. Protetores solares são outra possível aplicação comercial, segundo ela.

A cientista e sua equipe estão buscando verbas argentinas para produzir um metagenoma das bactérias - um estudo avançado, com o sequenciamento do DNA de toda a colônia de micróbios.

Dessa forma, disse ela, o país poderia manter patentes potencialmente lucrativas para os novos antioxidantes e enzimas que possam derivar da bactéria.

Reuters
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Astronautas terminam arriscada missão para arrumar refrigeração

Os astronautas americanos Doug Wheelock e Tracy Caldwell Dyson conseguiram desativar nesta quarta-feira uma das duas bombas danificadas do sistema de refrigeração da Estação Espacial Internacional (ISS), tal como informou a Nasa.

Em uma complexa operação, Wheelock e Caldwell tiveram de recorrer à força para desligar uma tubulação que perdia amoníaco desde a última caminhada no espaço, feita no sábado passado.

Os astronautas, então, desligaram cinco cabos elétricos e retiraram os quatro dispositivos de desligamento rápido que ligavam a bomba ao módulo da estação.

Agora, o módulo terá de ser levado à plataforma para urgente reparação, já que há 11 dias a Estação conta com apenas um módulo de refrigeração, crucial para o funcionamento dos equipamentos eletrônicos.

Uma vez reparado, o módulo deve ser instalado novamente, para o que será necessário que os astronautas se aventurem em uma nova caminhada no espaço.

Após ordenar todas as tentativas de reparar, de dentro da plataforma, o módulo danificado, a agência espacial americana tomou a decisão de fazer uma caminhada no espaço para corrigir o problema.

A Nasa reconheceu que a operação de hoje era uma das mais complicadas da história da ISS, mas negou que a vida dos tripulantes da plataforma corra perigo por estar com apenas um módulo de refrigeração.

EFE
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Astronautas tentam consertar refrigeração da ISS pela 2ª vez

Imagens de TV da Nasa mostram um dos dois astronautas que realizam a segunda caminhada espacial para reparos fora da ISS Foto: AFP

Imagens de TV da Nasa mostram um dos dois astronautas que realizam a segunda caminhada espacial para reparos fora da ISS

Os astronautas americanos Doug Wheelock e Tracy Caldwell Dyson iniciaram nesta quarta uma nova caminhada para reparar o sistema de refrigeração da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

Eles retomarão a tarefa que não conseguiram concluir no sábado passado, de substituir a bomba que distribui amoníaco líquido ao sistema de refrigeração de um dos módulos da plataforma orbital, informou a Nasa (agência espacial americana).

Por enquanto não se sabe a hora de finalização da caminhada fora da estrutura, já que, no sábado, a operação durou sete horas e foi uma das mais longas da história.

Hoje, os astronautas terão que isolar os canos de amoníaco de um circuito da ISS e conectá-los, já que, no sábado, eles descobriam que um dos quatro encanamentos estava com defeito.

Antes da caminhada, os controladores de terra ativaram a válvula reguladora de pressão gasosa do circuito de nitrogênio, para reduzir a pressão geral no encanamento de refrigeração que ficou inativo.

A redução da pressão ajudará no fechamento das válvulas de desligamento rápido na conexão dos módulos S0 e S1. A pressão mais baixa facilitará a conexão de todos os encanamentos de fluidos uma vez que a nova bomba esteja instalada, para o qual será necessária uma terceira caminhada, que a Nasa ainda não programou, mas que, segundo a agência espacial, "não será antes de domingo".

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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Nasa exibirá espectrômetro que ajudará a entender origem do Universo

A Nasa informou hoje que apresentará no próximo dia 26, em Cabo Canaveral (Estados Unidos), o espectrômetro magnético Alpha (AMS-02), o qual será instalado em 2011 na Estação Espacial Internacional (ISS) e servirá para ajudar a entender melhor as origens do universo.

O AMS-02 é um detector de partículas físicas construído, testado e operado por uma equipe de 16 países e 500 cientistas de 60 instituições, todos coordenados pelo Departamento de Energia americano.

Com um peso de 6,7 toneladas e um consumo elétrico de entre 2000 e 2500 quilowatts, o AMS-02 será instalado no módulo S3 Truss para tentar captar a antimatéria.

Uma primeira versão do espectrômetro, o AMS-01, foi enviada ao espaço a bordo do ônibus espacial "Discovery" em 1998 para efetuar explorações similares.

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FAB cria normas para pilotos em caso de contato com ovnis

A Força Aérea Brasileira (FAB) decidiu regulamentar a forma como seus integrantes devem proceder caso avistem ou saibam da aparição de objetos voadores não identificados (ovnis), informou nesta terça o Diário Oficial.

De acordo com as normas, diante da aparição ou da notícia de que alguém tenha visto um ovni, os oficiais devem registrá-la nos livros do Comando da Aeronáutica, que, por sua vez, deverá elaborar um documento que será enviado ao Arquivo Nacional.

Não existem registros oficiais sobre a aparição de naves de outros planetas no Brasil, mas durante a ditadura militar os serviços de inteligência do Estado investigaram a suposta presença de ovnis no céu da cidade de Colares, no Pará.

Conhecida como "Operação Prato", a investigação aconteceu entre 1977 e 1978, mas a ocorrência de estranhos fenômenos na cidade nunca foi comprovada.

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Nasa divulga imagem de galáxia a 320 mi de anos-luz da Terra

A galáxia NGC 4911 contém círculos de poeira e gás perto de seu centro. As nuvens de hidrogênio na cor rosa que aparecem no centro indicam que a ... Foto: Nasa/Reprodução

A galáxia NGC 4911 contém círculos de poeira e gás perto de seu centro. As nuvens de hidrogênio na cor rosa que aparecem no centro indicam que a formação de estrelas está em curso no local

O telescópio espacial Hubble, da Agência Espacial Americana, Nasa, divulgou nesta terça-feira a imagem majestosa de uma galáxia espiral localizada dentro do aglomerado de galáxias Coma, que está a 320 milhões de anos-luz de distância da Terra, ao norte da constelação Coma Berenices. As informações são da Nasa.

A galáxia, conhecida como NGC 4911, contém círculos de poeira e gás perto de seu centro. Os círculos aparecem recortados contra brilhantes aglomerados de estrelas recém-nascidas e nuvens de hidrogênio na cor rosa que, segundo astrônomos, indica a que a formação de estrelas está em curso no local.

O Hubble também conseguiu captar os braços espirais exteriores da NGC 4911, e milhares de outras galáxias de tamanhos variados. A alta resolução das câmeras do Hubble, combinada à uma exposição consideravelmente longa, tornou possível observar todos esses detalhes.

China coloca novo satélite em órbita

A China colocou em órbita o Yaogan X, um novo satélite de detecção remota. O lançamento foi feito no Centro de Lançamento de Satélites de Taiyuan, na província de Shanxi, norte do país, informou nesta terça-feira a agência oficial de notícias Xinhua.

O satélite foi lançado às 6h49 locais (18h49 de segunda-feira em Brasília) a bordo do transportador 4C. O satélite será usado para realizar experimentos científicos, estudar os recursos da terra, ver o rendimento de cultivos, reduzir e prever desastres naturais.

O Yaogan IX, seu antecessor, foi lançado ao espaço do mesmo centro espacial em março.

EFE
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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Stephen Hawking: única chance do ser humano será deixar a Terra

O astrofísico Stephen Hawking afirma que, ao menos que a raça humana colonize o espaço nos próximos dois séculos, vai desaparecer para sempre. Em entrevista ao site Big Think, o cientista diz que a única chance de sobrevivência do ser humano é sair da Terra e habitar novos planetas. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail.

"Eu vejo um grande perigo para a raça humana. Houve vezes no passado em que a sobrevivência (do ser humano) foi incerta. A crise dos mísseis de Cuba em 1963 foi uma delas", disse Hawking. "É provável que a frequência dessas ocasiões aumente no futuro. Precisamos de muito cuidado e discernimento para negociar tudo isso com sucesso". Apesar do aviso, Hawking se diz otimista com a possibilidade de colonizarmos novos mundos.

No início deste ano, o cientista havia dito que o ser humano deveria evitar contato com formas de vida alienígenas, já que não temos certeza se elas seriam amigáveis. Desta vez, o astrofísico afirma que o próprio modo de vida da humanidade pode fazê-la desaparecer.

"Nossa população e o uso de recursos finitos do planeta Terra estão crescendo exponencialmente, assim como nossa capacidade técnica para mudar o ambiente para o bem e para o mal", diz Hawking. "Contudo, nosso código genético carrega instintos egoístas e agressivos que foram vantagens necessárias para a sobrevivência no passado. Será difícil evitar o desastre nos próximos 100 anos, ainda mais nos próximos mil ou 1 milhão".

Hawking já havia falado sobre a possibilidade de ser criada uma espaçonave capaz de viajar para o futuro. Ou seja, o equipamento utilizaria a viagem no tempo (apenas para o futuro) para atravessar grandes distâncias. Segundo a previsão de Hawking, a nave levaria seis anos para atingir sua capacidade máxima - 98% da velocidade da luz -, enquanto que um dia nela seria equivalente a um ano na Terra. Assim, após 80 anos, ela seria capaz de chegar aos limites de nossa galáxia.

sábado, 7 de agosto de 2010

Astronautas encerram caminhada sem regular refrigeração da ISS

Imagem divulgada pela Nasa mostra os astronautas Douglas Wheelock (em cima) e Tracy Caldwell Dyson trabalhando na restauração de um importante sistema ... Foto: AP

Astronautas não conseguiram resolver o problema de refrigeração da ISS

Os astronautas americanos Doug Wheelock e Tracy Caldwell Dyson concluíram neste sábado a primeira de duas caminhadas programadas pela Nasa para reparar o sistema de refrigeração da Estação Espacial Internacional (ISS), sem poder substituir uma das bombas de amoníaco danificadas.

Quase quatro horas após começar a caminhada, os astronautas enfrentaram um grande revés, já que uma das quatro bombas que deveriam ser substituídas estava completamente obstruída. Durante a jornada, Wheelock e Dyson conseguiram desligar os outros três módulos, mas as demoras impediram que pudessem desemperrar a quarta instalação.

Sem tempo para continuarem a caminhada, os astronautas decidiram reconectar a tubulação à bomba estragada. Isso os obrigou a suspender alguns experimentos científicos e a apagar vários sistemas para impedir um superaquecimento da ISS, que depende do amoníaco líquido para esfriar seus sistemas.

Segundo as autoridades da Nasa, o problema com a bomba é uma falha considerável desde que o laboratório foi colocado em órbita, há doze anos. A Nasa previu outra caminhada para a próxima quarta-feira a fim de que os astronautas tenham tempo suficiente para descansar e preparar uma segunda tentativa.

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Astronautas realizam caminhada para reparar sistema da ISS

Imagem divulgada pela Nasa mostra os astronautas Douglas Wheelock (em cima) e Tracy Caldwell Dyson trabalhando na restauração de um importante sistema ... Foto: AP

Imagem divulgada pela Nasa mostra os astronautas Douglas Wheelock (em cima) e Tracy Caldwell Dyson trabalhando na restauração de um importante sistema de resfriamento na Estação ISS

Os astronautas Doug Wheelock e Tracy Caldwell Dyson iniciaram neste sábado a primeira das duas caminhadas programadas pela Nasa para reparar o sistema de refrigeração da Estação Espacial Internacional (ISS).

A caminhada estava prevista para a sexta-feira, mas começou às 8h19 de hoje Brasília com 24 minutos de atraso e deve durar sete horas, informou o escritório da Nasa em Moscou.

Nas duas caminhadas, os astronautas farão trabalhos para substituir uma bomba do sistema de refrigeração que deixou de funcionar no sábado passado.

Esta é a 15ª caminhada espacial de tripulantes da ISS utilizando trajes espaciais americanos e executada sem a presença de uma nave espacial.

EFE
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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Nasa atrasa caminhada para consertar ar condicionado da ISS

A Nasa (agência espacial americana), decidiu, esta quinta-feira, adiar por 24 horas uma saída espacial prevista para a sexta-feira, na qual os astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS) deveriam substituir a bomba de um sistema de ar condicionado avariado na semana passada.

A primeira saída, para suprimir a parte defeituosa - com elementos pressurizados mediante amoníaco - foi finalmente marcada para as 10h55 GMT (07h55 de Brasília) de sábado, e não para a sexta-feira, informou a agência.

Outra saída espacial a seguirá. Dois astronautas, Doug Wheelock e Tracy Caldwell Dyson, vão inserir um módulo de reposição de 355 kg, que deverão deslocar por uma dezena de metros.

O prazo de 24 horas adicional foi necessário para permitir aos controladores aéreos, engenheiros e astronautas em terra terminar os preparativos e os testes para a saída no laboratório NBL (Neutral Buoyancy Laboratory), em Houston, explicou a Nasa.

"É uma avaria que supunhamos que podia ocorrer", declarou na segunda-feira Mike Suffredini, diretor do programa da ISS na Nasa. No entanto, "é uma avaria importante no que diz respeito aos sistemas de bordo da ISS, e por isso temos que nos ocupar dela".

Se a segunda unidade de ar condicionado chegar a falhar, o que Suffredini considerou improvável, os astronautas americanos não correrão riscos porque poderão se abrigar com os colegas russos, que ocupam outro setor da ISS, equipado com sistema de ar condicionado independente.

AFP
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Telescópio faz novos registros de colisão de galáxias

A administração do telescópio Chandra divulgou novos registros (veja a aba "fotos" acima para mais imagens) da colisão das galáxias Antena, que teria começado há mais de 100 milhões de anos e continua ocorrendo. O choque causou a formação de milhões de estrelas em nuvens de gás e poeira de ambas as galáxias. Dentre estas jovens estrelas, as com maior massa se desenvolveram e, em alguns milhões de anos, explodiram como supernovas.

A imagem em raio-X do Chandra mostra grandes nuvens de gás interestelar quente que foram ejetadas pelas supernovas. Essas nuvens incluem elementos ricos como oxigênio, ferro, magnésio e silicone, que irão ser incorporados em planetas e estrelas que se formarem nessas nuvens.

Os pontos mais brilhantes da imagem em raio-X são produzidos por material caindo em buracos negros e por estrelas de nêutrons, que são remanescentes de estrelas massivas após essas explodirem como supernovas.

A imagem acima combina o raio-X com o registro em infravermelho do telescópio Spitzer, que mostra nuvens quentes de poeira que foram aquecidas por jovens estrelas, sendo que as nuvens mais brilhantes ficam na região onde as duas galáxias se sobrepõem. A imagem também contem o registro óptico do Hubble, que mostra velhas estrelas e regiões de formação de novas em dourado e branco, sendo que os filamentos de poeira aparecem em marrom. Muitos dos objetos de brilho mais fraco do registro óptico são agrupamentos que contêm milhares de estrelas.

Irã antecipa plano de lançar espaçonave tripulada

O Irã planeja lançar uma espaçonave tripulada dentro de sete anos, dois anos antes do previsto, disse nesta quinta-feira o presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad. "Num futuro próximo vamos enviar ao espaço uma sonda de comunicações, com vida útil de cerca de um ano", declarou Ahmadinejad durante uma conversa ao vivo na televisão em Hamadan, oeste do Irã, segundo a agência semioficial de notícias Mehr.

"O governo iniciou planos que nos permitiriam mandar uma espaçonave tripulada para o espaço dentro de sete anos", afirmou. Ahmadinejad havia dito em julho que o Irã iria enviar sua primeira nave tripulada para o espaço em 2019. Em fevereiro, o Irã realizou o lançamento-teste de um satélite produzido no país, com o foguete Kavoshgar-3.

Países ocidentais suspeitam que o Irã esteja tentando construir bombas nucleares e temem que a tecnologia de mísseis de longo alcance, usada para colocar satélites em órbita, possa ser usada para o lançamento de ogivas. O país é o quinto maior exportador mundial de petróleo e insiste que seu programa nuclear tem como objetivo gerar eletricidade.

Em 2009, o Irã lançou um satélite de fabricação própria e colocou-o em órbita pela primeira vez, informando que sua finalidade era de uso pacífico, para telecomunicações e pesquisas.

Reuters
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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

ESO: 1ª imagem 3D mostra restos de estrela a 100 mi de km/h

Observações da supernova são as primeiras em 3D e confirmam modelos de computador. As observações mostraram novos detalhes sobre esses fenômenos, ... Foto: ESO/L. Calçada/Divulgação

Observações da supernova são as primeiras em 3D e confirmam modelos de computador

Astrônomos utilizaram o Telescópio Muito Grande (VLT, na sigla em inglês), do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), para capturar a primeira imagem tridimensional de uma explosão estelar, também conhecida como supernova. A escolhida foi a SN 1987A, na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia vizinha à nossa. Essa supernova foi descoberta em 1987 e foi a primeira a ser vista a olho nu em 383 anos. As observações mostraram novos detalhes sobre esses fenômenos, como, por exemplo, a ejeção de material a 100 milhões de km/h, cerca de 10% da velocidade da luz.

As estrelas de grande massa morrem de uma maneira particular, através de uma gigantesca explosão, arremessando uma grande quantidade de material no espaço. A descoberta de SN 1987A permitiu aos astrônomos estudarem melhor esse fenômeno com detalhes nunca antes vistos.

O estudo dessa supernova permitiu, por exemplo, a primeira detecção de neutrinos do núcleo interno da estrela, de elementos radioativos produzidos durante a explosão, a formação de poeira após o fenômeno, entre muitas outras descobertas sobre a morte das grandes estrelas.

Com as novas observações do VLT, o ESO afirma que os astrônomos serão capazes de reconstruir em 3D as partes centrais da explosão. Os cientistas já descobriram que a explosão foi mais forte e rápida em determinadas direções do que em outras, o que levou a um formato irregular, com algumas partes se alongando mais.

O primeiro material ejetado da supernova viajou a 100 milhões de km/h, cerca de 10% da velocidade da luz e 100 mil vezes mais rápido que um jato de passageiros. Apesar da velocidade, esse material demorou 10 anos para atingir o anel de gás e poeira que é formado na fase final da vida da estrela. As imagens indicam que outra onda de material emitido pela explosão viaja cerca de 10 vezes mais lentamente e é aquecido pelos elementos radioativos criados pelo fenômeno.

"Calculamos a distribuição de velocidades do material ejetado pela Supernova 1987A", diz a autora principal do estudo Karina Kjær em comunicado. "Ainda não compreendemos bem como explode uma supernova, mas o modo como a estrela explodiu encontra-se imprimido no material mais interior. Podemos ver que este material não foi ejetado simetricamente em todas as direções, mas parece ter uma direção privilegiada. Além disso, essa direção é diferente daquela que esperávamos, baseados na posição do anel."

As observações comprovariam modelos feitos em computador de como explodem essas estrelas. Esses modelos já mostravam o comportamento assimétrico e também indicavam instabilidades de larga escala na supernova.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Nasa adia para sexta-feira a reparação de danos na ISS

A Nasa decidiu esperar até sexta-feira para realizar uma caminhada espacial com o objetivo de substituir uma das bombas do sistema de refrigeração da Estação Espacial Internacional (ISS) que deixou de funcionar no ultimo fim de semana.

A agência espacial americana informou que os diretores responsáveis pela missão, pelo programa na ISS, controladores, engenheiros, astronautas e especialistas em caminhadas espaciais tomaram na segunda-feira, de última hora, a decisão de esperar, após terem analisado os procedimentos e revisado os resultados de uma sessão de treinos subaquáticos.

Com isso, está previsto que os astronautas da Expedição 24, Doug Wheelock e Tracy Caldwell Dyson, comecem as tarefas de reparação no exterior da ISS na sexta-feira. Seus companheiros Cady Coleman e Suni Williams passaram a tarde em um laboratório do Centro Espacial Johnson para praticar sob a água os trabalhos que os astronautas terão que fazer para recuperar o circuito de refrigeração em um total de duas caminhadas.

Especialistas em robótica estão definindo os procedimentos que a engenheira de voos da Expedição 24, Shannon Walker, terá que aplicar para guiar o braço mecânico Canadarm2, que colocará a Wheelock na posição adequada para substituir o módulo danificado com uma reposição que está armazenada em uma unidade da plataforma 2 e que está instalada no compartimento Quest.

A ISS segue "estável", indicou a Nasa. Os sistemas de refrigeração são fundamentais, pois mantêm a uma temperatura adequada os equipamentos, aparelhos e controles. Cada módulo com bomba pesa 354 quilos, e os astronautas terão que desligar e reativar cinco conexões elétricas e quatro dispositivos de desconexão rápida, entre outras tarefas.

A reposição da bomba foi levada à ISS na missão STS-121 em julho de 2006. Um dos módulos que bombeia amoníaco a um dos dois sistemas de refrigeração da ISS deixou de funcionar no sábado à noite depois que uma sobrecarga provocou a avaria. Os astronautas, então, foram obrigados a desligar vários equipamentos e instrumentos.

Uma primeira tentativa de reativar o módulo fracassou, mas a maioria dos sistemas está sendo resfriados, e muitos outros estão funcionando depois da instalação de cabos ponte do laboratório "Destiny".

EFE
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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

vc repórter: meteorito ilumina céu de

Possível meteorito ilumina o céu de São Paulo no início da noite de sábado Foto: Henrique Moreira/vc repórter

Meteorito chama a atenção no início da noite de sábado

No início da noite de sábado, por volta das 17h50, um possível meteorito iluminou, rapidamente, o céu de São Paulo. A luz dourada chamou a atenção de Henrique Moreira, que estava no bairro da Freguesia do Ó, e fotografou o fenômeno.

O professor de astronomia da USP, Eduardo Cypriano, explica que este meteorito seria um pouco maior do que os que são, comumente, vistos à noite e denominados "estrelas cadentes", já que pôde ser observado ao entardecer, quando ainda não se via nenhuma estrela no céu.

O fenômeno também foi observado em São Bernardo do Campo, onde foi gravado um vídeo de 46 segundos, que, de acordo com o astrônomo, fortalece a possibilidade de que o objeto seja, de fato, um meteorito. Segundo Cypriano, parece até que dá para perceber que parte de objeto fica para trás durante sua passagem.

O meteorito foi visto também em Monte Verde (MG) e em Criciúma (SC). Segundo o morador do sul do país Silvio Ruy, por volta das 18h de sábado, ele e o filho voltavam para casa quando viram uma luz forte cortar o céu da cidade.

Os internautas Henrique Moreira, de São Paulo (SP),Gerson Altapini, de Guarulhos (SP) e Silvio Ruy, de Cricíúma (SC), participaram do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.

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