sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Telescópio faz imagens em alta resolução de 'jatos de gás' do Sol

O telescópio solar Dunn, que fica no Observatório Solar Nacional dos Estados Unidos, na cidade de Sunspot, registrou imagens do Sol que mostram espículas - jatos dinâmicos de gás que se projetam da superfície da estrela - em alta resolução. As imagens foram captadas em 3 de agosto deste ano e divulgadas nesta sexta-feira, 5.

Além das espículas, as imagens mostram uma gama variada de estruturas presentes na cromosfera, como manchas solares, superpenumbras, plages ("praia", em francês, ou áreas claras que ficam próximas das manchas solares) e filamentos. Uma erupção também pode ser vista na fotografia, ao lado de uma mancha solar - que possui o formato de um grande círculo escuro.

As imagens cobrem uma área de cerca de 29 bilhões de quilômetros quadrados - equivalente a menos de 1% da superfície do Sol.

As espículas estão presentes na camada do Sol que é conhecida como cromosfera. Elas funcionam como espécies de "tubos" por onde passa o gás. Os jatos, que duram entre 5 e 10 minutos, têm cerca de 500 km de diâmetro e se movimentam a uma velocidade de 20 km/s. As espículas atingem entre 3 km e 8 km de comprimento.

O Sol tem entre 60 mil e 70 mil espículas em movimento ao mesmo tempo. Ainda existem divergências sobre o que gera este fenômeno solar.

BBC Brasil
BBC Brasil - BBC BRASIL.com - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da BBC BRASIL.com.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Nasa posterga até sexta-feira lançamento da "Discovery"

A agência espacial dos Estados Unidos (Nasa) postergou o lançamento da nave "Discovery" à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) até a próxima sexta-feira, devido às más condições meteorológicas.

O relatório da Nasa divulgado na manhã desta quinta-feira mostrou 80% de possibilidades de nuvens baixas e chuva no raio de 32 quilômetros no entorno da estação de decolagem, para o horário programado para o lançamento.

A saída da missão STS-133 do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, em direção à Estação Espacial Internacional estava prevista para as 15h03 (horário local), de quinta-feira. Após adiar a operação, a equipe marcou uma reunião às 5h30 de sexta-feira para analisar novamente as condições meteorológicas e decidir se dá início ao abastecimento do tanque de combustível externo.

Inicialmente marcado para dia 1º de novembro, o lançamento foi adiado por problemas técnicos. Esta será a última missão da nave "Discovery" após 39 viagens ao espaço em 26 anos de serviço à Nasa, comandada pelo coronel Steve Lindsey e pilotada pelo coronel Eric Boe.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Nasa marca lançamento da Discovery para esta quinta-feira

Estados Unidos - 1h02  - Uma tempestade é vista se aproximando do local onde se encontra o ônibus espacial Discovery no Centro Espacial Kennedy, na .... Foto: AFP

Uma tempestade é vista se aproximando do local onde se encontra o ônibus espacial Discovery no Centro Espacial Kennedy, na Flórida

A Nasa decidiu dar o sinal verde para que a nave Discovery seja lançada nesta quinta-feira em direção à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Restando apenas uma última reunião, que irá analisar as condições climatológicas.

A partida da missão STS-133, do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, está prevista para as 15h29 da hora local (17h29 de Brasília), indicou a Nasa em seu site.

"Do ponto de vista do veículo, estamos prontos para sair", disse no comunicado o diretor da equipe de lançamento, Mike Moses, após uma reunião na qual foi analisado um problema com o controlador de um dos motores da nave.

Apesar de a Discovery estar preparada, Moses advertiu que pode haver um novo adiamento do lançamento devido às condições climatológicas, já que a previsão dá conta de 80% de possibilidade de nuvens baixas e chuva em 32 km em torno da estação na hora da decolagem.

A equipe decidiu voltar a se reunir às 7h30 (horário de Brasília) para "analisar a previsão e decidir se enche ou não o tanque de combustível externo para o lançamento", disse o comunicado.

A missão, comandada pelo coronel Steve Lindsey e pilotada pelo coronel Eric Boe, será a última da nave após 39 viagens ao espaço e 26 anos ao serviço da Nasa.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Nasa adia lançamento do Discovery por problema elétrico

A Nasa adiou nesta terça-feira o lançamento do ônibus espacial Discovery para quinta-feira devido a uma falha elétrica em um dos motores, informou a Agência Espacial americana.

O problema aconteceu durante os últimos testes, quando o motor 3 não respondeu como se esperava. Os especialistas acham que o problema pode ter sido acarretado por uma falha em um circuito ou em um dos interruptores.

O lançamento foi atrasado pelo menos 24 horas, e agora está previsto que o Discovery saia na quinta, às 17h29 (de Brasília), se o tempo permitir.

Segundo a meteorologista da Nasa, Kathy Winters, o Discovery contaria com 70% de boas condições na quarta-feira.

Kathy advertiu que caso haja maior atraso, as chances de haver problemas aumentam porque uma frente fria se aproxima da Flórida, o que poderá causar tempestades elétricas na região e levar a um novo adiamento.

A previsão era que o Discovery partisse em sua última missão na última segunda-feira, mas houve um atraso por um escape de nitrogênio e hélio na área de pressurização do sistema de manobra orbital direito da nave, que, de acordo com a Nasa, já foi reparado.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Dispositivo da Nasa permite que astronautas na ISS votem

Os três astronautas americanos que estão na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) poderão nesta terça-feira exercer seu direito ao voto graças a um dispositivo posto a seu alcance pela Nasa. O comandante Doug Wheelock, a astronauta Shannon Walker e o piloto Scott Kelly, membros da expedição 25 da ISS, expressaram seu desejo de votar eletronicamente, disseram fontes da Nasa.

Para manter a privacidade dos astronautas, a Nasa explicou que não informará sobre quando eles votarão. Segundo a Nasa, especialistas em suporte técnico junto com funcionários do Departamento de Justiça estabeleceram um sistema para que os astronautas preencham uma cédula eletrônica e a enviem a seu destino através do Centro de Controle de Missão em Houston, no estado do Texas.

Além da tripulação da Estação Espacial Internacional, outros astronautas que estão treinando na Rússia solicitaram o voto por correio. A história do voto no espaço remonta ao ano de 1997, graças a uma lei promulgada pelo estado do Texas.

A maioria dos astronautas em atividade têm residência fixa na região de Houston, onde está localizado um dos principais centros de operações da Nasa. A lei HB 841 foi assinada pelo então governador George W. Bush no dia 9 de julho de 1997, e o astronauta David Wolf foi o primeiro a votar desde o espaço, quando estava a bordo da estação espacial russa Mir, naquele mesmo ano.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Nasa planeja enviar robô humanóide para a Lua

A imagem mostra o Robonaut 2, que irá com a nave Discovery para a ISS nesta quarta-feira. Foto: Nasa/Divulgação

A imagem mostra o Robonaut 2, que irá com a nave Discovery para a ISS nesta quarta-feira

A Nasa - agência espacial americana - viu no mês de setembro seu programa de envio de astronautas para a Lua ser cancelado pelo Congresso americano. O motivo foi o alto custo, estimado em US$ 150 bilhões. Agora, por "apenas" US$ 200 milhões, mais US$ 250 milhões para a construção de um foguete, a Nasa pretende enviar um robô humanóide para o satélite da Terra. As informações são do jornal New York Times.

A ideia é chamada de Projeto M (de Moon, Lua em inglês). O projeto é liderado por Stephen Altemus, engenheiro chefe do Centro Espacial Johnson, em Houston, nos Estados Unidos. E um robô humanóide adaptado para missões da Nasa já existe: Robonaut 2 fará parte da última viagem da nave Discovery, que decolará nesta quarta para a ISS (Estação Espacial Internacional, na sigla em inglês).

O Robonaut 2 será o primeiro robô humanóide no espaço. Segundo a Nasa, ele ajudará no entendimento de como humanos e robôs podem trabalhar juntos no espaço. Quem planeja o Projeto M diz que um robô andando na Lua inspiraria diversos estudantes, assim como a nave Apolo fez há 40 anos, o que poderia causaria o surgimento de uma nova geração de cientistas.

A Nasa luta contra o governo americano, que não quer projetos desse tipo. "Já estivemos na Lua antes", disse Obama anteriormente. Portanto, o Projeto M está em segundo plano no momento.

Segundo os pesquisadores, enviar um robô para a Lua é muito mais fácil do que um humano. Um robô não precisa de ar ou comida, por exemplo, além de não precisar retornar para a Terra.

Os membros do projeto calculam que, em dois anos, conseguirão enviar o robô à Lua. Para isso, e com o projeto aprovado, deverão iniciar os trabalhos em março de 2011. A capacidade do robô deverá ser similar com a de um humano na superfície lunar. A Nasa diz que o Projeto M é uma demonstração tecnológica, não uma missão científica.

O programa já custou, até agora, US$ 9 milhões. Um primeiro protótipo já foi construído, e um segundo está em desenvolvimento. Porém, segundo os cientistas, não há dinheiro para outros pontos, como terminar as pernas do robô. Todos da agência concordam apenas em um ponto: será um grande passo para a Nasa, caso o projeto seja liberado.

Aos 10 anos de ocupação, ISS terá pelo menos mais 10

Agência espaciais afirmam que ISS ajuda a desenvolver a exploração espacial. Foto: Nasa/Divulgação

Agência espaciais afirmam que ISS ajuda a desenvolver a exploração espacial

Em 2 de novembro de 2000, atracava na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) a nave Soyuz com os cosmonautas russos Yuri Gidzenko e Serguei Krikalev e o astronauta americano William Shepherd. Começava a história tripulada da estação, que desde então não passou nenhum momento sem astronautas a bordo. Contudo, após 10 anos de ocupação ininterrupta, as agências que administram o complexo afirmam que ele tem, pelo menos, mais 10 anos de vida. Veja aqui o especial do Terra sobre a década de ocupação da ISS.

"Uma nova era para a utilização da Estação Espacial Internacional está para começar", diz Simonetta Di Pippo, diretora de voos espaciais tripulados da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês). Segundo a instituição, com a ISS, os cientistas conseguem novas ideias para sistemas, subsistemas e componentes de espaçonaves e novas tecnologias. A estação ainda permite observar o resultado à saúde dos astronautas da longas permanências no espaço - onde eles sofrem com radiação, microgravidade (que afeta ossos e músculos) e a isolação prolongada.

Até mesmo as falhas, manutenções e reparos ajudam o desenvolvimento da exploração espacial. O desenvolvimento de equipamentos e de telecomunicações aumenta a independência dos astronautas com relação do suporte na Terra.

Para Mike Suffredini, diretor desde 2005 do programa que administra a estação, a ISS servirá como teste da capacidade de resistência humana, da confiabilidade dos equipamentos e processos essenciais para a exploração espacial.

"Com mais 10 anos de operação de uma ISS madura, nós devemos esperar e perceber os retornos para a ciência, para os quais a estação foi construída. Devemos respostas ao mundo sobre questões de ciência básica e medicina, e a ISS pode entregá-las abundantemente se for utilizada com cuidado ", diz o engenheiro de voo Mike Barratt, que participou de duas missões na estação.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Nave Discovery é preparada para a sua última viagem

O ônibus espacial Discovery chegou à plataforma de lançamento pela última vez e está sendo preparado para o seu derradeiro lançamento, na quarta-feira, 3, quando começa a levar uma câmara de armazenamento para a ISS (Estação Espacial Internacional, na sigla em inglês).

Os três ônibus espaciais dos EUA - a começar pelo Discovery - serão aposentados em 2011, e a partir daí a Nasa - a agência espacial americana - vai se dedicar ao desenvolvimento de um novo tipo de nave para viagens mais longas, com a meta de um dia levar astronautas a Marte.

"Em um mundo ideal, antes de você vender o seu atual carro, você quer ter certeza de que já tem o próximo que irá comprar", disse Mike Moses, que supervisiona o programa de ônibus espaciais no Centro Espacial Kennedy. "Mas a realidade é que a Nasa tem um orçamento limitado, como a maioria das famílias norte-americanas, e sem uma grande injeção de dinheiro só dá para fazer um par de coisas ao mesmo tempo. Para que outro programa de voos espaciais humanos comece, temos de encerrar (o programa atual)", completou.

Depois dessa missão, a Nasa prevê realizar um último voo com o ônibus Endeavour, em fevereiro, para transportar um detector de partículas de 2 bilhões de dólares, o Espectrômetro Magnético Alfa, para a Estação. Mas a agência também espera conseguir encaixar um voo adicional do ônibus Atlantis em meados de 2011, para levar suas últimas cargas à Estação Espacial Internacional - um projeto de 100 bilhões de dólares, que reúne 16 países e está sendo construído desde 1998 a uma altitude de 354 quilômetros.

O Congresso já aceitou um plano de 19 bilhões de dólares por ano para que a Nasa desenvolva novos foguetes e invista em tecnologias promissoras. Mas os projetos estão parados, pois as verbas ainda não foram liberadas.

O governo Obama também convenceu o Congresso a aprovar um projeto pelo qual a Nasa terceirizaria os lançamentos de astronautas. O problema é que ainda não existe um setor privado voltado para isso. Quando os ônibus forem aposentados, só a Rússia terá capacidade de levar tripulantes à Estação - e os EUA pagarão 51 milhões de dólares por astronauta.

Em 29 anos e 132 missões com os ônibus espaciais, a Nasa teve dois acidentes fatais, com 14 mortes. "A equipe deseja preservar o legado do programa de ônibus espaciais, e terminar realmente com um tom elevado", disse John Shannon, gerente do programa de ônibus espaciais.

A decolagem do Discovery está prevista para as 17h52 de quarta-feira (hora de Brasília). A chegada à Estação deve acontecer na sexta-feira. O lançamento foi adiado em dois dias por causa de um defeito em um sistema usado nas manobras no espaço.

A nave transporta também peças de reposição e um protótipo de robô humanoide, chamado Robonaut 2, que viverá no laboratório norte-americano da Estação, ajudando os tripulantes em tarefas de manutenção. A missão deve durar 11 dias, com a possibilidade de prorrogação por um dia. A tripulação consiste em seis astronautas.

Reuters
Reuters - Reuters Limited - todos os direitos reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

domingo, 31 de outubro de 2010

Psicólogos explicam o fascínio pelas teorias do fim do mundo

De tempos em tempos, algum boato sobre o fim do mundo gera polêmica e pânico entre as pessoas. Geralmente provocadas por antigas previsões, como no caso de Nostradamus, e propaladas pela internet e outras mídias, as teorias não faltam.

"Pessoas gostam da ideia de ter um plano", diz o escocês Rob Hannah, graduado em psicologia pela Open University. "A mortalidade é algo difícil de se aceitar e o fato de que o acaso interfira nas nossas vidas é mais assustador ainda. Quando alguém dá uma data para isso acontecer, isso nos dá um falso senso de segurança".

Para ele, o ser humano precisa se sentir parte de algo maior, e, em alguns casos, dados da ciência indicando que o fim do mundo não está próximo, mas acontecerá em bilhões de anos, não satisfazem. "Isso significa que você morre e o mundo continua, e as pessoas não aceitam que não estarão aqui. É como dizer que, se temos que desaparecer, vamos desaparecer todos juntos", ponderou.

2012 e as catástrofes
A última onda foi a das previsões apocalípticas relacionadas ao ano de 2012. O burburinho em torno do fim dos tempos chegou ao seu auge com o lançamento do filme dirigido por Roland Emmerich, mostrando tragédias como a cidade de Los Angeles caindo no oceano e ondas gigantes varrendo o Himalaia.

Na obra de Emmerich, o alinhamento entre o Sol e o centro da galáxia, no dia 21 de dezembro de 2012, faz com que o astro saia do controle e lance na superfície da Terra partículas conhecidas como neutrinos, que aquecem o centro da Terra. Já outra linha de alarmistas indica que o ano de 2012 marcará a colisão de um planeta chamado Nibiru com a Terra, e que o campo magnético do nosso planeta sairá do controle.

Todas as teorias, porem, já foram refutadas por órgãos especializados, como a Nasa, que chegou a criticar a Sony Pictures por sugerir em sua campanha publicitária que o mundo acabaria nesta data. Mesmo assim, o assunto já é tema de diversos livros. Se "2012" e "fim do mundo" forem digitadas no Google, cerca de 1 milhão de páginas são encontradas.

A escolha do ano não teria surgido ao acaso: seria baseada em cálculos do calendário Maia. Porém os principais historiadores do assunto afirmam que previsões de morte iminente não são encontradas em nenhum dos clássicos códigos maia e que a ideia de que o calendário terminaria em 2012 deturpa a história de um povo que foi notável não somente pelo desenvolvimento da lingual escrita, como também pela sua arte, arquitetura, matemática e sistemas astronômicos.

Religião
O psicólogo paranaense Márcio Roberto Regis, responsável pela publicação AtlasPsico, lembra que diversas crenças prometem uma pós-vida melhor aos seus praticantes, o que justificaria a suscetibilidade de alguns indivíduos a crer em teorias apocalípticas. "Se alguém vive uma vida difícil neste momento, pode ver o fim do mundo como uma chance de mudança, o que pode gerar inclusive casos de suicídio", disse.

"O que as pessoas tem que se dar conta é que precisam viver a vida agora, e mudar o que é preciso nesta vida, ao invés de esperar por uma outra", diz o brasileiro. Já Rob Hannah coloca uma contradição na relação da religião e da morte questionando a questão da pena capital: "Se o fim da vida, como a conhecemos, dá a chance da absolvição e redenção, por que a maioria das pessoas religiosas seria contra a pena de morte? E como encarar a questão dos homens-bomba? O assunto é um poço de contradições", concluiu.

Mídia
Tanto Hannah quanto Regis concordam em um ponto: segundo eles, a mídia extrapola na importância que dá a teorias do fim do mundo. "Desastres sempre existiram, o que não existia era o acesso gigantesco à informação, como temos hoje", diz o psicólogo paranaense. De acordo com ele, veículos de massa podem ao mesmo tempo alarmar sobre o excesso de poluentes no ar e vender automóveis em seus comerciais, o que em teoria seria um conflito.

"Nos avisam que somos culpados pela poluição, mas quando vai para o comercial, tentam nos vender o carro", coloca Regis, que lembra que crianças podem ser bastante vulneráveis ao pânico gerado por notícias que anunciem catástrofes iminentes. "Sempre teremos alguém iniciando um boato ou criando uma teoria. É normal. O que os pais precisam fazer é gerar senso critico nos seus filhos. Fazer com que sempre questionem o que leem, ouvem ou assistem", completou.

sábado, 30 de outubro de 2010

Nasa adia lançamento do Discovery para quarta-feira

A Nasa adiou hoje o lançamento do Discovery para a próxima quarta-feira, já que os especialistas demorarão mais que o previsto para regular um vazamento de hélio e nitrogênio em uma peça da nave.

"Atualmente estamos em bom caminho para conseguir", disse o diretor de testes da Nasa, Jeff Spaulding.

O lançamento foi programado para quarta-feira, 3 de novembro, às 15h52 hora local (17h52 no horário de Brasília). O Discovery sairá em sua última missão do Centro Espacial John F. Kennedy, na Flórida.

A Nasa detectou um vazamento de hélio e nitrogênio na área de pressurização do sistema de manobra orbital direito da nave, que a obrigou, na sexta-feira, a adiar o lançamento que inicialmente estava previsto para 1º de novembro.

No entanto, segundo Spaulding, a Nasa tem uma margem de até domingo, 7 de novembro, para efetuar a operação.

O Discovery viajará à Estação Espacial Internacional (ISS) na missão STS-133, para levar um módulo de armazenamento e suprimentos.

Além dos seis tripulantes viajará o androide Robonaut 2, conhecido como R2, que ficará como um membro a mais da Estação Espacial.

Durante os 11 dias que durará a missão, os astronautas realizarão duas caminhadas espaciais.

O comandante Steve Lindsey, o piloto Eirc Boe e os especialistas de missão Alvin Drew, Tim Kopra, Michael Barratt e Nicole Stott, compõem a missão STS-133.

A probabilidade de que as condições meteorológicas sejam favoráveis para o lançamento é de 70%, segundo a meteorologista da Nasa, Kathy Winters.

As principais preocupações são as nuvens baixas e a possibilidade de chuva a 32 quilômetros da pista do Centro espacial, de onde partirá e aterrissará a nave.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Nasa adia lançamento do Discovery por 24 horas

O lançamento do ônibus espacial americano Discovery foi postergado por pelo menos 24 horas, devido à detecção de um vazamento no sistema de pressurização, informou nesta sexta-feira um porta-voz da Nasa - a agência espacial americana.

"Descobrimos dois vazamentos na pressurização do sistema de navegação orbital do Discovery nas últimas 12 horas", indicou à AFP Allard Beutel, porta-voz do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.

"Os técnicos podem fazer o conserto em 24 horas (...), mas não há tempo suficiente para terminar e fazer o lançamento na segunda-feira", explicou, informando que o lançamento está previsto para a próxima terça-feira, às 16h17 (18h17 de Brasília).

AFP
AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

Nasa revela existência de milhões de planetas do tamanho da Terra

Estudo encomendade pela Nasa - a agência espacial americana - aponta que pelo menos uma em cada quatro estrelas similares ao Sol na Via Láctea pode ter planetas do mesmo tamanho do que a Terra, o que indica que podem existir milhões desse tipo, alguns deles potencialmente habitáveis,

Trata-se do censo planetário mais amplo jamais realizado, explicou a agência, que encomendou à Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, esta pesquisa publicada pela revista Science em sua edição de 29 de outubro.

"Este é o resultado de anos de acompanhamento estatístico dos planetas", indicou o astrônomo Geoffrey Marcy, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, um dos principais coautores da pesquisa. "Os dados recolhidos indicam que nossa galáxia contém cerca de 200 bilhões de estrelas, tem pelo menos 46 bilhões de planetas do mesmo tamanho que a Terra, sem contar aqueles cujas órbitas estão mais longe da zona habitável", indicou, explicando que essa zona não é muito quente nem muito fria, e onde a água pode existir em seu estado líquido.

Os astrônomos autores deste trabalho utilizaram dois potentes telescópios ópticos e próximos do infravermelho WMKeck em Mauna Kea, no Havaí, durante cinco anos, para rastrear 166 estrelas em um espectro de 80 anos-luz da Terra. Um ano-luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros. Foram procurados planetas de tamanhos diferentes, que vão de três a mil vezes o tamanho da Terra.

Todos os planetas que formam parte desta pesquisa têm uma órbita próxima de sua estrela e os resultados do censo mostram as vantagens dos pequenos planetas sobre os grandes, o que indica que os planetas pequenos são mais freqüentes na Via Láctea. "Estudamos os planetas com uma grande variedade de massas, como se catalogássemos num cânion os penhascos, as rochas e as pedras e encontrássemos mais rochas que penhascos e mais pedras do que rochas", afirmou Andrew Howard, outro autor da pesquisa. "Nossa tecnologia terrestre não pode ver os grãos de areia, ou seja, planetas do tamanho da Terra, mas se pode estimar o número", explicou.

"Estes planetas em nossa galáxia são como grãos de areia espalhados pela praia, estão em todas as partes", afirmou ainda Howard. Esta pesquisa também proporciona inúmeras indicações de que os planetas potencialmente habitáveis poderiam ser uma legião. Muitos desses planetas orbitam em torno de suas estrelas a uma distância onde as temperaturas são propícias para a vida.

O telescópio espacial Kepler, da Nasa, explora os sistemas de estrelas similares à nossa em busca de planetas do tamanho da Terra e os astrônomos esperam que os encontrem nos próximos anos.

Este mais recente censo planetário indica que cerca de 6,5% das estrelas tem planetas de massa intermediária, ou seja, de 10 a 30 vezes o tamanho da Terra, como Netuno e Urano. Além disso, 11,8% dessas estrelas têm planetas chamados "super-Terra", com uma massa de três a dez vezes o tamanho da Terra.

AFP
AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Imagens do Hubble preveem 10 mil anos de movimento estelar

Ptolomeu catalogou Omega Centauro pela primeira vez há 2 mil anos. Centauro é um grupo de cerca de 10 milhões de estrelas orbitando em volta de um .... Foto: BBC Brasil

Ptolomeu catalogou Omega Centauro pela primeira vez há 2 mil anos. Centauro é um grupo de cerca de 10 milhões de estrelas orbitando em volta de um centro de gravidade comum

Astrônomos americanos usaram imagens feitas pelo telescópio espacial Hubble, da Nasa, a gência espacial americana, para prever os movimentos de um grupo de estrelas nos próximos 10 mil anos.

O telescópio fez imagens do aglomerado globular Omega Centauro, um grupo de estrelas que chama a atenção de observadores desde que foi catalogado por Ptolomeu há 2 mil anos, entre 2002 e 2006.

Ao analisar as imagens deste período de quatro anos, os cientistas conseguiram registrar as medidas mais precisas já tomadas dos movimentos das mais de 100 mil estrelas do aglomerado, a maior pesquisa já feita para estudar o movimento de estrelas em qualquer aglomerado. Os astrônomos usaram as imagens em sequencia para criar um filme mostrando os movimentos acelerados das estrelas do aglomerado. A simulação mostra o movimento projetado das estrelas nos próximos dez mil anos. "São necessários programas de computador de alta velocidade, sofisticados, para medir as mudanças minúsculas nas posições das estrelas, que ocorrem apenas em um período de quatro anos", afirmou o astrônomo Jay Anderson, do Instituto de Ciência Espacial Telescópica de Baltimore, nos Estados Unidos, um dos responsáveis pela pesquisa.

Anderson afirmou que a "visão muito precisa do Hubble foi a chave para nossa habilidade de medir movimentos estelares neste aglomerado". Omega Centauro é visível a olho nu no hemisfério sul. "Com o Hubble você pode esperar três ou quatro anos e detectar os movimentos das estrelas de forma mais acurada do que se você estivesse esperado 50 anos (usando um) telescópio na Terra", afirmou o astrônomo Roeland van der Marel, que também participou da pesquisa.

Hemisfério sul
Identificado como um aglomerado globular de estrelas em 1867, Omega Centauro é um dos cerca de 150 aglomerados deste tipo na Via Láctea. O grande grupo de estrelas é o maior e mais brilhante aglomerado da galáxia. Ele é localizado na constelação de Centauro e é um dos poucos que pode ser visto a olho nu no hemisfério sul.

O antigo astrônomo Ptolomeu catalogou Omega Centauro pela primeira vez há 2 mil anos. No entanto, ele pensou que o aglomerado era apenas uma estrela, pois não sabia que era, na verdade, um grupo de cerca de 10 milhões de estrelas orbitando em volta de um centro de gravidade comum.

As estrelas estão tão próximas umas das outras que os astrônomos tiveram que esperar pela criação e lançamento do telescópio Hubble para olhar no centro do grupo e analisar as estrelas individualmente. E a visão precisa do telescópio também permitiu aos cientistas medir o movimento de várias destas estrelas em um período relativamente curto de tempo.

BBC Brasil
BBC Brasil - BBC BRASIL.com - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da BBC BRASIL.com.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Observatório ESO capta imagens de seis galáxias espirais

Seis galáxias espirais foram registradas por telescópio do observatório ESO. A imagem é uma combinação das seis fotos. Foto: ESO/Divulgação

Seis galáxias espirais foram registradas por telescópio do observatório ESO. A imagem é uma combinação das seis fotos

Seis galáxias espirais foram observadas por telescópio do observatório ESO (Observatório Europeu do Sul, na sigla em inglês) em Paranal, no Chile. As imagens foram obtidas sob luz infravermelha com a câmera HAWK-I.

As imagens, segundos os astrônomos do ESO, ajudarão na compreensão de como se formam e evoluem as galáxias expirais. O estudo, liderado por Preben Grosbol, do ESO, tem como objetivo analisar as maneiras complexas e sutis pelas quais as estrelas nestes sistemas formam estruturas espirais perfeitas.

A primeira galáxia da imagem é a NGC 5247, que se situa entre 60 e 70 milhões de anos-luz da Terra. Ela se encontra de frente para a Terra, o que colabora na visualização de sua forma espiral. A segunda imagem mostra Messier 100, descoberta no século XVIII. Está localizada a cerca de 55 milhões de anos-luz da Terra.

A terceira galáxia é NGC 1300, considerada um protótipo das galáxias espirais, que fica a cerca de 65 milhões de anos-luz da Terra. NGC 4030 é a quarta galáxia, localizada a 75 milhões de anos-luz.

NGC 2997 é a penúltima galáxia da imagem, situada a cerca de 30 milhões de anos-luz. É a mais brilhante galáxia entre as divulgadas. Finaliza a imagem a galáxia NGC 1232, a cerca de 65 milhões de anos-luz da Terra, que está entre as primeiras imagens obtidas na história do ESO.

China inicia programa para construir sua própria estação espacial

A China iniciou hoje, em caráter oficial, o programa de construção de sua estação espacial, cuja meta é entrar em órbita em 2020, segundo divulgou a agência oficial Xinhua.

O Programa de Engenharia Espacial Tripulada da China prevê a fabricação de um laboratório espacial "relativamente grande", que possa abrigar astronautas por longos períodos de tempo. Os prognósticos da agência espacial chinesa indicam que o lançamento dos primeiros módulos poderia acontecer antes de 2016 e seria completado em 2020, com a montagem de alojamentos e instalações científicas.

A China, o terceiro país do mundo que conseguiu levar uma pessoa ao espaço, deve lançar dois módulos espaciais não tripulados no próximo ano, o Tiangong 1 e o Shenzhou 8, considerados decisivos para o futuro desenvolvimento da estação espacial, já que servirão como base para as demais missões.

O Tiangong 1 funcionará como laboratório no espaço, enquanto a nave Shenzhou 8 fará parte do sistema de aterrissagem da estação, que ainda não tem uma denominação oficial.

Os protótipos da estação espacial chinesa exibidos há meses mostram um primeiro laboratório de cerca de nove metros de longitude, com um peso aproximado de 8,5 toneladas e capacidade para abrigar três cientistas. No entanto, segundo os especialistas, o projeto completo da estação pode ter o dobro do peso e do tamanho.

Administrado pelo Exército de Libertação Popular (ELP), o programa aeroespacial chinês se iniciou em 1956 e se desenvolve principalmente em duas vertentes: uma na qual se planejam missões tripuladas com astronautas para o estabelecimento de uma estação espacial permanente, e outra para o estudo da Lua.

O orçamento oficial do programa é de US$ 500 mi, mas fontes independentes, como a empresa de consultoria aeroespacial Euroconsult, com sede em Paris, estimam a cifra em até US$ 1,3 bi.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Ônibus espacial Discovery parte para última missão em 1/11

A Nasa - a agência espacial americana - lançará o ônibus espacial Discovery rumo à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) pela última vez em 1º de novembro, confirmaram encarregados da missão esta segunda-feira.

A decisão foi tomada depois de uma reunião entre funcionários no Centro Espacial Kennedy para determinar se a nave e seus seis tripulantes estão prontos para o lançamento previsto para as 20h40 GMT (14h40 de Brasília) da Flórida (sul), segundo um comunicado publicado no site da Nasa na internet. Este será o quarto e último voo de um ônibus espacial este ano e o último do Discovery.

A Nasa tem programados oito lançamentos com destino à ISS até o fim de fevereiro. Depois, resta oficialmente a última missão do programa, antes de as três naves da frota de ônibus espaciais irem para um museu.

Mas o orçamento de 2011 da Nasa, recentemente aprovado pelo Congresso e assinado pelo presidente Barack Obama, deixa a porta aberta para um voo adicional, que poderá ocorrer em junho de 2011.

A missão da tripulação de seis astronautas americanos, entre eles uma mulher, é levar o módulo de carga multifuncional Leonardo, projetado para ser anexado permanentemente à ISS de forma a oferecer um volume adicional de armazenamento.

O Discovery também levará em seu compartimento de carga o Robonauta 2, primeiro robô humanóide enviado ao espaço e que se tornará um hóspede permanente da estação orbital.

AFP
AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

Sonda registra eclipse de lua em Saturno

Na imagem, pode-se ver a projeção da sombra da lua Mimas ao sul de Saturno. Foto: Divulgação

Na imagem, pode-se ver a projeção da sombra da lua Mimas ao sul de Saturno

A Nasa - a agência espacial americana - divulgou nesta segunda-feira uma imagem da sombra da lua Mimas, de Saturno, projetada no sul do gigantesco planeta gasoso. Segundo a agência, a imagem foi registrada em 8 de setembro com um filtro especial para comprimentos de onda próximos ao infravermelho (750 nanômetros).

A nave estava a cerca de 2,2 milhões de km de distância de Saturno no momento em que registrou a imagem. A missão Cassini-Huygens é mantida pela Nasa, pela Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) e Agência Espacial Italiana.

Progress M-05M se desprende da Estação Espacial Internacional e inicia missão

A nave de carga russa Progress M-05M se desprendeu hoje da Estação Espacial Internacional (ISS, por sua sigla em inglês) para começar uma missão científica de três semanas, informou o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia.

"A Progress M-05M se soltou do módulo russo ''Pirs'' da ISS às 18h25 no horário local (12h25 de Brasília) e seguirá em órbita de maneira autônoma até 15 de novembro, quando afundará no oceano Pacífico", afirmou o porta-voz oficial do CCVE, Valeri Lindin, citado pela agência "Interfax".

A quinta nave de carga da série Progress-M chegou à plataforma internacional em 1º de maio, quando se desprendeu após uma falha no sistema de acoplamento automático.

O lugar que ela deixará será ocupado no sábado pela Progress M-08M, cujo lançamento a partir da base de Baikonur, no Cazaquistão, está previsto para a próxima quarta-feira às 13h12 (horário de Brasília).

A nova nave levará alimentos, água potável, oxigênio, combustível e equipamentos de informática até a plataforma espacial, destacou Lindin.

Segundo o CCVE, a Progress M-05M participa do experimento geofísico russo "Otrazhenie", que tem como objetivo estudar as características refratoras da nave, assim como a transparência da atmosfera.

Outras três naves de carga já tinham sido utilizadas com fins científicos no experimento antes de seu afundamento no Pacífico.

A atual tripulação da estação espacial é integrada pelos cosmonautas russos Fiodor Yurchikhin, Aleksandr Kaleri e Oleg Skrípochka e pelos americanos da Nasa (agência espacial americana) Scott Kelly, Doug Wheelock e Shannon Walker.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Notícias » Ciência e Meio Ambiente » Ciência e Meio Ambiente Cientistas da USP realizam estudo sobre efeito quântico

Estudo realizado por cientistas da Universidade de São Paulo (USP) trouxe avanços para a compreensão do "efeito da morte súbita", intrigante propriedade do emaranhamento quântico. As informações são da Agência Fapesp.

Os cientistas investigaram as condições precisas em que a morte súbita do emaranhamento ocorre em dois feixes de laser, e descobriram que é possível gerar estados emaranhados "robustos", que não sofrem a morte súbita.

O emaranhamento permite que duas ou mais partículas compartilhem suas propriedades mesmo sem qualquer ligação física entre elas. Ele é considerado pelos cientistas como base para futuras tecnologias como computação quântica, teletransporte quântico e criptografia quântica.

A pesquisa faz parte do projeto "Teletransporte de informação quântica entre diferentes cores", coordenado por Marcelo Marinelli, um dos autores do estudo e membro do Instituto de Física da USP.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Empresa apresenta espaço-porto para suas naves espaciais

A Virgin Galactic, dirigida por Richard Branson, apresentou nesta sexta-feira no deserto do Novo México (sudoeste dos Estados Unidos) a pista de decolagem e aterrissagem da nave espacial que levará até 2011 "turistas" ao espaço.

"Hoje, vamos celebrar a abertura do primeiro espaço-porto no Novo México. Vai ser maravilhoso", declarou Branson durante uma entrevista dada ao canal americano CNN.

"A conclusão da pista do Espaço-porto America marca uma etapa decisiva na construção do primeiro aeroporto espacial idealizado expressamente com fins comerciais", explicou na quinta-feira a Virgin Galactic em um comunicado.

Richard Branson, bilionário britânico, e o governador do Novo México Bill Richardson presidem agora à tarde a inauguração da pista, de três quilômetros de extensão e mais de 60 m de largura.

A cerimônia será seguida de um sobrevoo da pequena nave Virgin Space Ship (VSS) Enterprise - e sua nave-mãe, WhiteKnightTwo. Estarão presentes também os astronautas que devem transportar os primeiros turistas do espaço no ano que vem.

O dono do grupo Virgin explicou à CNN que "vários voos de teste seriam realizados nos próximos 12 a 18 meses antes de a empresa enviar as primeiras pessoas ao espaço".

No dia 10 de outubro, a VSS realizou com sucesso seu primeiro voo de teste não conectado à nave-mãe, após um primeiro voo de teste em março. A VSS Enterprise decolou do deserto de Mojave, ao nordeste de Los Angeles, e se separou da nave-mãe a uma altura de 13,7 mil m, com dois pilotos a bordo.

No fim de setembro, Richard Branson havia informado que a nave estaria apta para oferecer seus primeiros voos no espaço em 18 meses. Ele precisou que os futuros passageiros do veículo espacial pagam cerca de 200 mil dólares pelo bilhete.

A Virgin Galactic, que ambiciona ser a primeira empresa comercial de turismo no espaço, já faturou US$ 45 milhões com seus 330 clientes que já fizeram as reservas para viajar no ônibus espacial de seis lugares.

Richard Branson informou nesta sexta-feira que "um dos privilégios de ser proprietário de uma empresa de ônibus espaciais é que eu posso levar minha família".

Com um sorriso de canto, ele acrescentou que seus pais, os dois com mais de 90 anos, estavam ansiosos com a ideia de fazer a viagem, destacando que eles não terão que se preocupar com artrites já que no espaço eles vão flutuar.

AFP
AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.