sábado, 11 de dezembro de 2010

Brasil deve lançar neste domingo foguete de médio porte

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) deve lançar neste domingo ao espaço o foguete de médio porte VSB-30, desenvolvido por técnicos brasileiros. O equipamento vai levar para testes em ambiente de microgravidade cerca de dez experimentos de universidades, de institutos de pesquisas e de alunos do ensino fundamental que fazem parte dos programas desenvolvidos pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE).

De acordo com o coronel engenheiro Eudy Carvalhaes da Costa e Silva, coordenador-geral da operação, grande parte dos experimentos é voltada às áreas de tecnologia e biologia e alguns são diretamente relacionados ao desenvolvimento de sistemas para atividades espaciais. Ele explicou que objetivo da operação é colocar os experimentos a 100 quilômetros de altitude.

"O que interessa nesse lançamento é o tempo que o foguete ficará acima de 100 quilômetros de altitude, que é caracterizado um ambiente de microgravidade", disse Carvalhaes.

Segundo o coordenador, o foguete é projetado para percorrer 250 quilômetros e carregar 400 quilos. O tempo de voo total do foguete é de 18 minutos, incluindo o seu retorno à terra, no paraquedas.

"Dividindo em fases, há o lançamento, com a propulsão dos motores, que dura entre 29 e 30 segundos. Depois, entra em fase de voo balístico, em que ele foguete vai no embalo. Com dois minutos atingirá o ambiente de microgravidade, voará seis minutos nesse ambiente e depois reentrará na atmosfera", afirmou Carvalhaes.

Os técnicos envolvidos na operação vão fazer nesta sexta-feira uma simulação da contagem regressiva para o lançamento e conferir todas as etapas do processo. A previsão é que o lançamento seja realizado neste domingo, entre 10h e 15h, no horário de Brasília.

"Não temos um horário preciso porque o lançamento depende das condições meteorológicas", disse o coordenador-geral da operação.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Nobel de Física, Química e Medicina são entregues nesta sexta

Cerimônia de entrega do Nobel na Suécia premia 5 categorias


O Prêmio Nobel 2010 foi entregue nesta sexta-feira, em Estocolmo, na Suécia, para os pesquisadores russos Andre Geim, 51 anos, e Konstantin Novoselov, 36 anos, graças ao trabalho "Grafeno - a estrutura atômica perfeita", que permite avanços decisivos na física quântica.

As experiências incluem a aplicação do grafeno na criação de novos materiais e a manufatura eletrônica para o consumo de massa. O grafeno é uma estrutura laminar plana, de um átomo de grossura, composta por átomos de carbono densamente agrupados em uma rede cristalina no formato de favos feitos pelas abelhas.

Geim, nascido em Sochi, Rússia, em 1958 e naturalizado holandês, fez doutorado em Ciências Físicas em 1987 na Academia de Ciências de Chernogolovka e atualmente atua na Universidade de Manchester (Reino Unido). Já Novoselov nasceu em 1974 em Nizhny Tagil, na Rússia, tem dupla nacionalidade britânico-russa, foi professor na Universidade de Nijmegen (Holanda) e é catedrático na Universidade de Manchester, como Geim.

Na mesma cerimônia, os químicos Richard F. Heck, americano, e os japoneses Negishi Ei-ichi e Akira Suzuki receberam o Prêmio Nobel de Química 2010 por terem desenvolvido estudo sobre sínteses orgânicas, técnicas que permitem a criação de novas moléculas de carbono, mais complexas que as existentes na natureza.

As pesquisas abrem caminho para pesquisas na farmacêutica industrial, na indústria eletrônica, na agricultura, bem como proporcionam avanços na luta contra o câncer.

O inglês Robert G. Edwards recebeu o Prêmio Nobel da Medicina pelo seu trabalho na fertilização in vitro. Suas realizações tornaram possível tratar a infertilidade, um problema de saúde que aflige grande parte da humanidade.

Edwards foi o responsável pelo nascimento do primeiro bebê de proveta, Louise J. Brown, em 1978. O Comitê Nobel disse em comunicado que "as descobertas de Edwards tornaram possível o tratamento da esterilidade que afeta uma grande parcela da humanidade e mais de 10% dos casais no mundo". Cerca de 1% a 2% dos bebês nascidos atualmente no mundo ocidental são concebidos por meio da fertilização in vitro.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Descoberto planeta que pode ter montanhas de diamante

Planeta rico em carbono pode ter montanhas formadas com diamante. Foto: BBC Brasil

Planeta rico em carbono pode ter montanhas formadas com diamante

Uma equipe de astrônomos da Grã-Bretanha descobriu o primeiro planeta com altíssimas concentrações de carbono, o que possibilitaria a existência de planetas inteiros feitos de diamantes. Os cientistas detectaram a radiação de calor de um planeta a 1.200 anos-luz da Terra, batizado de Wasp 12b, com o telescópio Spitzer da Nasa e calcularam a atmosfera do planeta.

Marek Kukula, cientista do Observatório Real de Greenwich, em Londres, afirma que existem planetas menores no universo que tem a mesma composição, rica em carbono. E pode ser que suas rochas, ao invés de serem de sílica, são feitas à base de carbono, como o grafite usado em lápis ou até diamantes.

A descoberta sugere que podem existir planetas do tamanho da Terra em nossa galáxia que seriam muito ricos em carbono, porém diferentes da Terra. Segundo as teorias, estes planetas seriam cobertos por rochas de diamantes, que poderiam formar as montanhas e o terreno em geral.

Além disso, ao invés de mares, haveria lagoas de piche. O especialista em diamantes da joalheria De Beers Robert Cheng, alerta que talvez as pedras de outro planeta não sejam o que todo mundo imagina. Ele lembra que diamantes aqui na Terra já tem formas e texturas diferentes, por isso, não se pode saber como um diamante de outro planeta iria ser.

O novo planeta Wasp 12b é o primeiro a ter mais carbono que oxigênio. Ele é um gigante de gás, como Júpiter, composto em sua maior parte de hidrogênio. O centro do planeta pode ser composto de alguma forma de diamante, grafite e outros compostos de carbono. E agora, os cientistas vão tentar descobrir se planetas como este são comuns.

BBC Brasil
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Cápsula privada Dragon completa com sucesso sua 1ª viagem espacial

A cápsula Dragon, da empresa privada SpaceX, aterrissou nesta quarta-feira no Oceano Pacífico, completando assim com sucesso sua primeira viagem espacial, após ser lançada pelo foguete Falcon 9 às 12h43 (horário de Brasília) do Cabo Canaveral, no estado americano da Flórida.

O pouso marca a conclusão da primeira viagem da Dragon, uma cápsula elaborada para transportar carga à Estação Espacial Internacional (ISS) no futuro.

A operação ocorreu com normalidade após a decolagem do Falcon 9 da SpaceX às 12h43 (de Brasília), com um ligeiro atraso, antes do fechamento da janela de lançamento previsto para 14h22 (de Brasília).

O controle da missão revelou, pelo site da Nasa, que o lançamento tinha ocorrido de forma "satisfatória" e que, minutos depois, a cápsula Dragon, que transporta o Falcon 9, se separou do módulo principal.

A Dragon completou duas órbitas completas ao redor da Terra, nas quais os controladores submeteram a aeronave a diversas manobras, informou a agência aeroespacial dos EUA.

A cápsula espacial é um protótipo que pode, no futuro, fazer o transporte de pessoas ou carga à ISS.

A SpaceX tem contrato de US$ 1,6 bilhão com a Nasa por 12 voos ao espaço. Por enquanto as cápsulas podem transportar carga, mas ainda não astronautas.

EFE
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Empresa lança com sucesso substituto dos ônibus espaciais

Foguete foi lançado com sucesso e cápsula entrou em órbita. Foto: Reprodução

Foguete foi lançado com sucesso e cápsula entrou em órbita

A empresa americana SpaceX lançou nesta quarta-feira o foguete Falcon 9 e a cápsula Dragon, a partir do Cabo Canaveral, na Flórida. Por volta das 14h, a empresa anunciava que Dragon estava em órbita.

O lançamento foi de demonstração. O Falcon 9, junto com a Dragon, são os substitutos escolhidos pela Nasa - a agência espacial americana - para abastecer a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) a partir da aposentadoria dos ônibus espaciais Discovery e Endeavour - inicialmente prevista para 2010 e adiada para 2011. Anunciado em dezembro de 2008, o contrato de US$ 1,6 bilhão com a SpaceX prevê um mínimo de 12 voos, com opção de realizar voos adicionais por um valor contratual de até US$ 3,1 bilhões.

Alimentado por oxigênio líquido e querosene, o Falcon 9, antes do lançamento, apresentou duas pequenas fissuras no segundo estágio do foguete motor. A SpaceX completou os reparos na parte rachada na terça-feira.

A SpaceX é uma empresa americana privada. O Falcon 9 e Falcon 9 Heavy são são projetados de tal forma que todas as fases são reutilizáveis, tornando-o primeiro do mundo a ter lançadores reutilizáveis.

No espaço ou na Terra: ESA cria ultrassom operado à distância

Um assistente segura o aparelho e controla a pressão contra o paciente, enquanto um especialista, que pode estar a milhares de quilômetros de .... Foto: ESA/Divulgação

Um assistente segura o aparelho e controla a pressão contra o paciente, enquanto um especialista, que pode estar a milhares de quilômetros de distância, controla o exame com um joystick

A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) um novo sistema de ultrassom robótico que pode ser operado à distância. Segundo a agência, o aparelho poderia ser utilizado em naves espaciais, mas também serviria para o uso aqui na Terra.

Segundo a agência, o exame é extremamente útil para os médicos, mas pequenas clínicas têm dificuldade em conseguir profissionais capacitados para operar o equipamento. Durante o exame, um assistente segura um aparelho e controla a pressão no corpo do paciente, enquanto o especialista, que pode estar a milhares de quilômetros de distância, controla o exame com um joystick.

Segundo Arnaud Runge, engenheiro e biomédico da ESA, o uso de equipamentos de emergência médica operados à distância é vital para missões espaciais. "Mas Artis (sigla em inglês para Serviço de Tele-Ecografia Robotizada Integrada Avançada) também pode beneficiar uma grande comunidade de usuários terrestres, melhorando o acesso ao serviço de saúde em áreas carentes ou isoladas", diz o pesquisador.

Os pesquisadores estudam a criação de outros exames à distância, mas, segundo a agência, o ultrassom é prioridade, já que fornece muitas informações ao médico e necessita de operadores experientes e bem treinados.

Descoberto 4º planeta na estrela mais próxima do Sistema Solar

Astrônomos canadenses localizaram um quarto planeta que orbita ao redor da estrela HR 8799, a mais próxima do Sistema Solar, segundo os detalhes da observação publicada no último número da revista Nature.

O planeta tem aproximadamente a mesma massa que os outros três planetas que orbitam ao redor da citada estrela, mas os astrônomos ainda não puderam explicar a formação dos quatro. Segundo o cientista Christian Marois, do Conselho Nacional de Pesquisa do Canadá, centenas de planetas fora de nosso sistema foram detectados, mas poucos são suficientemente grandes e brilhantes para que seja possível obter imagens diretas.

Há dois anos, Marois e seus colegas divulgaram imagens em infravermelho de três planetas gigantes que orbitavam em torno da estrela HR 8799, que de alguma maneira lembravam os três planetas mais afastados do nosso sistema solar, mas muito maiores, assinala a revista científica.

Marois e seus colegas obtiveram novas imagens, feitas em um período de 15 meses, que revelam a presença deste quarto planeta gigante no sistema HR 8799, mas está mais perto da estrela que os outros três. Estes quatro planetas parecem ter cinco vezes a massa de Júpiter, agregam os astrônomos.

EFE
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Sonda japonesa não consegue entrar na órbita de Vênus

A sonda espacial japonesa Akatsuki fracassou na tentativa de entrar na órbita de Vênus. Foto: AFP

A sonda espacial japonesa Akatsuki fracassou na tentativa de entrar na órbita de Vênus

A sonda espacial Akatsuki fracassou na tentativa de entrar na órbita de Vênus, informou nesta quarta-feira a Agência de Exploração Espacial Japonesa (Jaxa). "Tentamos manobrar para colocar a sonda em órbita, mas chegamos a conclusão de que não foi possível", lamentou a agência em um comunicado oficial.

Segundo a agência Jiji Press, a Jaxa planeja tentar novamente a manobra quando a sonda voltar à posição adequada, entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017.

Lançada no dia 20 de maio pelo foguete H-DA, a Akatsuki - que significa 'alvorada', em japonês - percorreu sem problemas o longo trajeto até Vênus, mas fracassou na tentativa de entrar em uma órbita elíptica, o que lhe permitiria se aproximar a 300 km do planeta.

A missão Akatsuki (ou Venus Climate Orbiter PLANET-C), preparada desde 2001, pretendia completar as informações obtidas pelo Venus Express, o satélite lançado no fim de 2005 pela Agência Espacial Europeia e que chegou ao destino no primeiro semestre de 2006. Os cientistas esperam que a observação do clima de Vênus ajude na compreensão da formação do meio ambiente da Terra.

AFP
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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Nasa: engorda de plantas com CO2 retardaria aquecimento global

Em um mundo com o dobro de CO2 na atmosfera, as plantas poderiam crescer melhor e auxiliar no esfriamento do planeta, mas não conseguiriam deter ou reverter as mudanças climáticas, anunciou a Nasa esta terça-feira.

Um dos maiores mistérios que os cientistas enfrentam no que diz respeito às mudanças climáticas é como projetá-las no tempo, particularmente em conta da reação da Terra a temperaturas mais quentes, um fenômeno conhecido como "feedback" (retroalimentação).

Sabe-se há tempos que as plantas - que usam dióxido de carbono (CO2), luz solar e água para crescer através da fotossíntese - são capazes de se adaptar a níveis maiores de dióxido de carbono (CO2), ao usar nutrientes de forma mais eficiente e gerar folhas de maior tamanho.

"Este processo é chamado ''regulação para baixo''. Este uso mais eficiente da água e dos nutrientes tem sido observado em estudos experimentais que podem conduzir a um crescimento maior das folhas", explicou a agência espacial americana em um comunicado.

Um estudo da Nasa, descrito na edição desta terça-feira da revista Geophysical Research Letters, calculou que as plantas conseguem reduzir a temperatura planetária em até 0,3º C.

No entanto, esta cifra fica muito abaixo da elevação de 2º a 4,5º C, prevista em diversos modelos sobre o aquecimento global.

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Nasa registra erupção solar de 1 milhão de km

A Nasa - a agência espacial americana - divulgou nesta terça que um filamento solar que estava "serpenteando" em volta do Sol entrou em erupção. O observatório Solar Dinâmico da Nasa registrou a ação em detalhes com luz ultravioleta.

O filamento possui quase 1 milhão de km de comprimento (a circunferência da Terra, no equador, é 40.075 km) e sua proeminência estava visível há duas semanas antes de começar a sair do campo de visão. Filamentos são nuvens de gases suspensas acima do Sol por forças magnéticas e são de movimentação instável.

Sonda japonesa "Akatsuki" se aproxima da órbita de Vênus

A sonda "Akatsuki", a primeira missão espacial japonesa a Vênus, chegou ao seu destino e prepara-se para entrar na órbita do planeta, informou nesta terça-feira a Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA).

A entrada em órbita da "Akatsuki" ("Aurora") é uma operação crucial para o êxito da missão japonesa, que tem o objetivo de estudar durante dois anos o clima e os fenômenos atmosféricos do planeta considerado "gêmeo" da Terra.

A sonda já realiza o procedimento para diminuir sua velocidade, o último passo antes de tentar entrar na órbita de Vênus, segundo fontes da JAXA citadas pela agência local "Kyodo". A previsão é a de que os especialistas confirmem no fim desta terça-feira, se a "Akatsuki", agora a cerca de 550 km da superfície de Vênus, teve sucesso na operação. Se o projeto tiver sucesso, será a primeira vez que o Japão colocará uma sonda na órbita de um planeta - excetuando a Terra -, após duas tentativas fracassadas, em 1998 e 2003, de pôr uma sonda na órbita de Marte.

A "Akatsuki" percorreu 520 milhões de km desde seu lançamento a bordo de um foguete, em 21 de maio, desde o Centro Espacial de Tanegashima, no sul do Japão. No início desta terça-feira, o centro de controle da JAXA em Sagamihara chegou a perder contato com a sonda por alguns momentos, informou a agência "Kyodo". Uma vez em órbita, a sonda ajustará sua posição e dará uma volta completa em Vênus em 30 horas, a uma altitude que irá variar entre 550 e 80 mil km sobre a superfície do planeta.

O "Akatsuki" está equipado com cinco câmeras, entre elas uma capaz de filmar além das espessas nuvens sulfúricas e observar a superfície de Vênus, normalmente imersa na escuridão. Assim, entre outros objetivos, deve examinar a possível atividade vulcânica neste planeta rochoso, similar à Terra em tamanho e massa mas com uma pressão 90 vezes maior e uma temperatura de mais de 400ºC.

A nave japonesa irá compartilhar a órbita de Vênus com a sonda Vênus Express, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), que está há mais de quatro anos explorando a atmosfera deste planeta. Para o desenvolvimento da "Akatsuki", de 500 kg, a JAXA investiu 25,2 bilhões de ienes (cerca de 230 milhões de euros).

EFE
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Empresa privada dos EUA tentará pôr em órbita cápsula espacial

A empresa americana SpaceX tentará pôr em órbita, na quinta-feira, sua primeira cápsula espacial e trazê-la de volta, em uma prova chave para o futuro dos voos comerciais espaciais. A nave Dragon, que não irá tripulada, tem assentos para sete pessoas e um amplo compartimento de carga. Na viagem, terá como objetivo alcançar a órbita terrestre, retornar e pousar no oceano Pacífico cinco horas depois, informou a companhia.

O lançamento estava oficialmente previsto para esta terça-feira, mas problemas técnicos com o foguete Falcon 9 forçaram a empresa a adiar a decolagem de teste para quinta-feira, segundo o presidente da SpaceX, Gwynne Shotwell.

"Parece que a primeira tentativa deste voo não acontecerá antes da quinta-feira", disse Shotwell em entrevista coletiva. A cápsula em forma de bala, que algum dia poderá transportar provisões para Estação Espacial Internacional (ISS), será lançada do centro espacial Kennedy, em Cabo Cañaveral (Flórida, sudeste).

A operação tem como objetivo mostrar a habilidade da cápsula de decolar e se separar do foguete Falcon 9, orbitar a Terra, transmitir sinais, receber ordens e em seguida reingressar na atmosfera do planeta para ser recuperada no oceano. Nunca antes uma nave espacial privada realizou esta façanha com sucesso e a operação traz riscos importantes.

Entre eles, a nave deve manobrar em órbita a velocidades de mais de 27 mil km/h, sobreviver a uma abrasadora volta ao planeta e manobrar um pára-quedas de segurança para o pouso no mar. A SpaceX informou em um comunicado que a Dragon, que não tem asas, diferentemente dos ônibus espaciais, controlará seu retorno através de seus "propulsores Draco a bordo, que permitem à nave aterrissar em um local muito preciso, a poucas centenas de metros de seu objetivo".

O presidente americano, Barack Obama, espera que o setor privado ajude a preencher o vácuo deixado assim que a frota de ônibus espaciais da Nasa for retirada de circulação no ano que vem, e até que seja desenvolvida a próxima geração de naves espaciais. Durante este período, os Estados Unidos dependerão das naves russas Soyuz para chegar à ISS.

AFP
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CERN dá novo passo para revelar segredos da antimatéria

O Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN) deu um novo e grande passo no desenvolvimento de técnicas que permitam comparar a matéria e a antimatéria e com isso revelar alguns dos segredos melhor guardados do universo.

Desta vez o experimento revolucionário foi o Asacusa, que desenvolveu uma inovadora técnica para estudar a antimatéria, graças a uma armadilha magnética de partículas que conseguiu produzir uma quantidade significativa de átomos de anti-hidrogênio em voo. A ideia é produzir o máximo número possível de átomos de anti-hidrogênio e mantê-los separados da matéria o maior tempo possível para poder estudá-los.

A antimatéria, ou a inexistência dela, é uma das grandes incógnitas do universo, dado que no momento do Big Bang, o início do mundo, a matéria e a antimatéria se produziram da mesma forma. No mundo atual, a antimatéria parece ter desaparecido, e um dos desafios dos cientistas é conseguir entender o que ocorreu há 14 bilhões de anos, no momento da criação do universo.

Os cientistas pretendem comparar a matéria e a antimatéria para determinar se existe alguma pequena diferença entre elas e se esta é a causadora do suposto desaparecimento da segunda. A matéria e a antimatéria são idênticas exceto que têm carga elétrica oposta e se aniquilam quando entram em contato.

O CERN tem uma longa trajetória neste tipo de estudos - a primeira produção de átomos de anti-hidrogênio remonta a 1995 - e é o único no mundo que tem um laboratório que pode recrear este tipo de experimentos.

EFE
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domingo, 5 de dezembro de 2010

Rússia perde 3 satélites do sistema GLONASS lançados no domingo

A Rússia perdeu os três satélites que lançou neste domingo a partir da base de Baikonur, no Cazaquistão, para completar seu sistema de posicionamento global GLONASS, informaram fontes da indústria espacial russa.

"Dados preliminares, o foguete ''Protón-M'' colocou o bloco acelerador com os três satélites em uma trajetória incorreta", disse um representante da indústria espacial russa à agência "Interfax". Em consequência disso, "o bloco acelerador não conseguiu situar os satélites na órbita prevista e com eles entrou na atmosfera".

Outra fonte disse à agência oficial russa "RIA Novosti", que informações preliminares indicam que o bloco acelerador e os satélites caíram em uma região do oceano Pacífico próxima ao Havaí e afastada das rotas de navegação.

"Os especialistas em balística verificaram tudo: o bloco acelerador DM-3 com os equipamentos espaciais não estão na órbita principal", indicou.

O GLONASS, semelhante ao GPS americano, entrou em operação em 1999, mas só agora teria cobertura global.

Em sua composição definitiva, o GLONASS contará com 24 satélites operacionais, oito em cada plano de órbita, além de vários equipamentos reservas em órbita.

EFE
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sábado, 4 de dezembro de 2010

Pesquisadora: nova bactéria pode ser forma primitiva da vida

Descoberta também muda a maneira de pensar sobre o que são ambientes habitáveis no universo. Na imagem, o micro-organismo que usa arsênio no lugar de .... Foto: Nasa/Reprodução

Na imagem, o micro-organismo que usa arsênio no lugar de fósforo na constituição de seu DNA

A astrobióloga do Centro Goddard, da Nasa, Pamela G. Conrad, acredita que a nova forma de vida descoberta por cientistas americanos pode ser uma espécie de vida primitiva, uma das primeiras "tentativas" para os seres vivos que se desenvolveram depois. Pamela esteve presente no anúncio oficial da descoberta, na quinta-feira, na sede da Nasa. Em entrevista ao Terra, a astrobióloga afirma que nas primeiras biomoléculas, tanto o DNA quando outras moléculas básicas dos seres vivos, podem ter "experimentado" diversos elementos químicos para sua formação básica.

"Por exemplo, o composto de arsênio não é apenas o metal arsênio, mas é arsênio com oxigênio. Chamamos de arseniato. É muito menos estável quimicamente do que o típico grupo de elementos químicos que se encontra no DNA, chamado fosfato. Portanto, é possível que tenhamos começado por fazer biomoléculas com elementos químicos instáveis como o arseniato e outros. Mas, conforme as moléculas foram aleatoriamente formadas, se degeneraram, e foram novamente formadas, aquelas com elementos mais estáveis foram as que persistiram. Assim, é possível que este micro-organismo seja uma molécula mais primitiva. Mas pode ser uma de muitas", disse a pesquisadora.

A bactéria descoberta pelos pesquisadores é considerada diferente de todos os demais seres vivos conhecidos. Carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre são os seis elementos básicos de todas as formas de vida na Terra. Fósforo é parte da estrutura do DNA e do RNA, as estruturas que transportam as instruções genéticas da vida e é considerado um elemento essencial para todas as células vivas. A bactéria encontrada tem no lugar do fósforo o arsênio, um elemento químico tóxico para os demais seres vivos.

Questionada se os pesquisadores criaram ou alteraram de alguma forma a bactéria, Pamela diz que não. "Ninguém criou nada novo. É algo que já existia neste lago incomum e foi agora observado. Nada foi alterado, foi apenas observado algo que já existia na natureza."

Segundo a Nasa, a descoberta amplia o escopo de busca por vida fora da Terra e vai mudar os livros de Ciência. "Ao procurarmos por vida, tentamos reconhecer a química e a estrutura que basicamente definem a vida. (...) Há seis elementos que normalmente vemos associados à vida: hidrogênio, carbono, oxigênio, nitrogênio, fósforo e enxofre. Estes seis elementos são universalmente constantes na vida. Mas, quando vemos um organismo com um elemento como o arsênio, pensamos que o arsênio é tóxico e, portanto, provavelmente, não pode haver vida. A partir de agora, quando vermos arsênio, teremos de pensar que pode haver um tipo de vida que use esse elemento químico", diz a astrobióloga.

Por outro lado, teorias já indicavam a possibilidade de que outros elementos químicos poderiam se combinar para formar vida. "A novidade é que agora temos algo específico que podemos observar, e podemos tentar aprender com a estratégia que esse tipo de vida usa a fim de determinar que tipo de caminhos químicos ela pode usar para processar o que está disponível no meio ambiente."

"Nunca havíamos observado algo que incorporasse um elemento químico alternativo ao DNA, a molécula que grava instruções para que os organismos se reproduzam. Se o que foi descoberto se provar estável e pudermos observar isso de forma reproduzível, veremos que esse tipo de molécula não é tão exclusiva, e que talvez possa incorporar outros elementos químicos. Portanto, ao estudarmos poderemos ver os métodos pelos quais as biomoléculas usam outros elementos, o que pode nos proporcionar ideias para maneiras diferentes de procurar por vida", diz a pesquisadora.

Pamela descarta a possibilidade de que a bactéria tenha origem extraterrestre, já que tem várias semelhanças com outros seres na Terra. "Não é um organismo que é feito de algo diferente, mas que incorpora algo que é geralmente tóxico. (...) A diferença é que ele é capaz de sobreviver à presença deste metal tóxico (o arsênio)".

Sobre a possibilidade de o organismo ter uma origem diferente das demais formas de vida da Terra, ela também acha improvável, "mas é difícil saber com certeza". "A maneira pela qual sabemos isso é estudando a composição química hereditária, o DNA, e daí vemos o quão parecido o organismo é com outros micróbios. O organismo descoberto é suficientemente semelhante a outros micróbios, portanto temos bastante certeza de que a sua origem é terrestre", diz.

Por que estudar um lugar onde quase não há vida?
Com uma grande quantidade de arsênio em suas águas, o lago Mono, na Califórnia - onde foi descoberta a bactéria-, tem pouca vida. Apenas algumas plantas sobrevivem presas às suas rochas. Então, por que os pesquisadores foram a esse lugar morto? Segundo Pamela, os poucos seres que vivem lá podem dar pistas de como pode ter sido a vida em outro local do Sistema Solar.

"Este lago é interessante por que é uma bacia que evapora água. Sabemos que Marte costumava ter água estagnada. Portanto, conforme a água foi desaparecendo de Marte, a última porção de água ficava em uma bacia que evaporava. Tentamos entender a química e a mineralogia associadas a uma bacia que está evaporando e procuramos compreender a estratégia de sobrevivência que os organismos encontrados em tal bacia podem usar."

Pamela ainda acredita que a descoberta indica que sabemos muito pouco sobre o nosso próprio planeta. "Muitas pessoas especulam que pode haver metabolismos ou estratégias de vida estranhos ou alternativos que ainda não foram observados. Acho que seria muito pretensioso se algum cientista acreditasse que já observamos tudo que a natureza tem a oferecer. Prevejo que ainda observaremos muitas coisas incomuns com relação à vida."

Pesquisadora: vida extraterrestre pode ser irreconhecível

Um time de quatro pesquisadores, liderados por Felisa Wolfe-Simon (à esq.), que descobriu o micro-organismo, liderou a coletiva de impresa da Nasa .... Foto: Divulgação

Pamela (dir.) participa de anúncio de descoberta na sede da Nasa, na quinta-feira

Pamela G. Conrad, astrobióloga do Centro Goddard, da Nasa, disse em entrevista ao Terra que acredita que a descoberta de uma nova forma de vida, baseada em arsênio, indica que os seres vivos fora da Terra podem ser tão diferentes que poderemos nem reconhecê-los quando estudamos outros astros. Pamela esteve presente no anúncio oficial da descoberta, na quinta-feira, na sede da Nasa. Questionada se conseguiria reconhecer um ser extraterrestre, Pamela afirma:

"Acho que seremos capazes de reconhecer algo que não é material terrestre. Se a vida for tão diferente da encontrada na Terra ao ponto de não sabermos quais são as pistas que devemos procurar, podemos não reconhecê-la. Se pensarmos da maneira mais ampla possível sobre como a vida pode parecer e desconsiderarmos as observações de tudo que temos certeza de que não é vida, é possível que encontremos vida extraterrestre. Mas grande parte da Ciência é sorte, e temos que contar com isso também."

Para a astrobióloga, a Nasa tem um alvo, bem próximo da Terra (em escala astronômica), para procurar vida. "Estamos, é claro, muito interessados em Marte, pois é nosso vizinho mais próximo. Foi 'feito' na mesma época que a Terra. Como tem um ambiente muito diferente do ambiente terrestre atual, gostaríamos de saber se já houve vida lá. Estudaremos isso com a Missão do Laboratório de Ciência de Marte, que será lançada em março de 2011", diz.

Pamela, além de astrobióloga, é mineralogista e estuda as moléculas e minerais estáveis da superfície de Marte para comparar a evolução primitiva do planeta vermelho com o nosso. Ela já participou de sete expedições às zonas polares, duas a águas profundas do oceano Atlântico e uma ao Pacífico para estudar os seres que sobrevivem nos extremos da Terra. Sobre as pesquisas desses seres encontrados em locais inóspitos, como desertos, gelo e lagos tóxicos, ela explica:

"Queremos entender ambientes extremos por que na Terra temos uma variação de temperatura relativamente moderada, mas em Marte a variação é bem maior. O mesmo acontece em Titã (uma das luas de Saturno), onde é bem mais frio; cerca de -140° C. Logo, ao estudarmos outros lugares do Sistema Solar que apresentem condições bem mais extremas em temperatura, pressão ou composição química do que a Terra, precisamos entender como aquele lugar se desenvolveu de modo diferente e o que isso significa para uma possibilidade de existir vida em tal lugar."

Outra forma de procurar vida fora da Terra é pesquisar ondas de rádio. Nesse caso, os pesquisadores estão procurando inteligência extraterrestre e esperam captar alguma comunicação entre esses seres. "A maneira pela qual eles examinam o espectro é ampla. Eles sabem que alguns dos comprimentos de ondas são parecidos com raios cósmicos galácticos de plano de fundo e de outros fenômenos astronômicos e tentam localizar sinais que não pareçam ser estas radiações de plano de fundo", diz Pamela.

Sobre os relatos de objetos voadores não identificados (ovnis), abduções e outros casos que envolveriam a presença de vida alienígena na Terra, a pesquisadora disse que não há provas, mas nada pode ser desconsiderado. "Ainda não temos nenhuma prova concreta. Um bom cientista nunca desconsidera nada, mas avalia e verifica se há prova que suporte uma alegação. Até agora, na literatura científica, não há prova de que ETs tenham visitado a Terra. Mas acredito que todos os cientistas estão abertos para encontrar evidências disso."

Por fim, a pesquisadora, ao ser questionada qual seria sua maior realização como astrobióloga, afirma: "gostaria de encontrar um tipo de vida que não exista na Terra."

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Lançamento do Discovery é adiado para o ano que vem

A Nasa alterou a data do lançamento da nave Discovery nesta sexta-feira para 3 de fevereiro de 2011, após sete adiamentos devido a diferentes erros técnicos, o último por conta de fendas detectadas no tanque de combustível externo.

O administrador adjunto para Operações Espaciais da Nasa, Bill Gerstenmaier, anunciou nesta sexta-feira que a equipe de técnicos trabalhou contra o tempo nas últimas semanas, mas não poderá cumprir os prazos para que o Discovery parta em 17 de dezembro, como estava previsto.

As fendas foram detectadas no dia 5 de novembro durante o processo de abastecimento do tanque de combustível, quando a nave já estava na plataforma de saída.

Desde então, o tanque foi submetido a inúmeras revisões, mas não foi possível determinar a causa das fendas.

Os especialistas temem que a espuma que protege o tanque, construído com uma liga de metais de alumínio e lítio, saia por alguma dessas fendas e danifique a parte exterior da nave quando estiver no espaço.

Segundo Mike Suffredini, diretor do programa da Estação Espacial Internacional (ISS) no Centro Johnson de Voos Espaciais da Nasa em Houston (Texas), foram especuladas outras datas em janeiro mas se optou por fevereiro porque é necessário ajustar o calendário com outras missões.

Inicialmente estava previsto que o Discovery partiria para a ISS no dia 1º de novembro, o que seria sua última missão antes de ser retirado de circulação pela Nasa.

EFE
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Colisões a 10 trilhões de °C no LHC devem ser estendidas

Novos dados sobre as origens do universo estão sendo lançados com tanta rapidez que os físicos talvez estendam a fase inicial atual do projeto "Big Bang" até o fim de 2012, afirmaram os diretores do centro de pesquisas Cern. O experimento, que ocorre no Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), tem alcançado temperaturas recordes de 10 trilhões de °C.

A extensão, a ser decidida no final de janeiro, poderá levar a uma descoberta precoce sobre o mistorioso bóson de Higgs, que se acredita tenha transformado a massa amorfa de partículas em matéria sólida no nascimento do cosmos.

"Há uma grande janela para novas descobertas se abrindo e queremos garantir que a oportunidade desses últimos meses seja mantida," disse o diretor-geral do Cern, Rolf Heuer, supervisor dos experimentos no Grande Colisor de Hádrons (LHC).

"Este ano confirmamos tudo o que pensávamos que sabíamos sobre o universo físico e agora estamos nos movendo para um território novo," acrescentou o diretor de pesquisas do centro, Sergio Bertolucci. "Estamos nos voltando para os desconhecidos sabidos e também para coisas sobre as quais talvez nem tenhamos pensado."

Heuer e Bertolucci falaram enquanto os engenheiros do Cern começavam a desligar o LHC e seu enorme detector de magnetos - que fazem as partículas colidirem à velocidade da luz e formam o maior projeto científico do mundo. A máquina gigante e subterrânea ficará desligada até fevereiro para ajustes finos durante o inverno.

Os especialistas do Cern relataram na quinta-feira a um auditório lotado de pesquisadores - jovens, em sua maioria - a recriação de um "plasma quark-glúon" que se acredita ter sido a totalidade do cosmos uma fração de segundo depois do Big Bang, há 13,7 bilhões de anos.

Pela primeira vez, a atividade das duas partículas elementares dentro do plasma foi rastreada e um fenômeno chamado "atenuação de jatos," observado, dando pistas sobre como a matéria se transformou nas estrelas, nos planetas e, por fim, na vida na Terra.

Os resultados foram obtidos após apenas alguns dias de colisão de íons no LHC a energias ultra-elevadas produzindo temperaturas por vezes 500 mil vezes mais altas do que o núcleo do sol.

Reuters
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Arma que mata sem destruir: morre inventor da bomba de nêutrons

Samuel T. Cohen, inventor da bomba de nêutrons, transformada em uma arma capaz de matar pessoas e deixar edifícios intactos, faleceu aos 89 anos de idade, informou seu filho, Paul. Cohen morreu no último domingo enquanto dormia.

Samuel Cohen defendeu sua bomba - fabricada depois de receber o aval do presidente americano Ronald Reagan durante a Guerra Fria e em seguida desmontada - até o fim. A bomba de nêutrons "é a arma mais sã e moral" que há, costumava afirmar.

"É a única arma nuclear da história que faz sentido", já que "quando a guerra termina, o mundo continua intacto", disse Cohen ao jornal The New York Times pouco antes de sua morte. A bomba emite partículas diminutas que atravessam muros, blindagens e outras barreiras físicas e destróem as células, matando rapidamente os seres vivos.

AFP
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CORREÇÃO: pesquisadora: nova forma de vida tem origem comum

Diferentemente do que foi publicado anteriormente pelo Terra na notícia Pesquisadora: nova forma de vida tem origem comum à humana, no dia 3 de dezembro, às 8h34, as "Hortas" são criaturas fictícias do seriado Star Tek que têm vida com base em silício, e não silicone. A informação foi corrigida no mesmo dia, às 9h40.