quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Telescópio registra nebulosa que passa por "baby boom"

Nebulosa da Lagoa, também chamada de Messier 8, está passando por um  baby-boom , com diversas estrelas nascendo nos últimos anos. Foto: ESO/Divulgação

Nebulosa da Lagoa, também chamada de Messier 8, está passando por um "baby-boom", com diversas estrelas nascendo nos últimos anos

O telescópio Vista ((sigla em inglês para Telescópio de Pesquisa do Visível e Infravermelho para a Astronomia) do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) registrou nova imagem da Nebulosa da Lagoa, também chamada de Messier 8, situada a cerca de 5 mil anos-luz de distância da Terra, na constelação de Sagitário. Nebulosas são áreas de formação de estrelas e a Nebulosa da Lagoa está passando por um momento de "baby boom"

A imagem foi obtida durante estudo da Via Láctea que durará cinco anos e que está sendo realizado com o telescópio, instalado no Observatório do Paranal, em La Silla, no Chile. A imagem mostra pequena parte da região que rodeia a nebulosa.

Este estudo tem como objetivo observar detalhadamente as regiões centrais da Via Láctea procurando objetos e mapeando sua estrutura de maneira nunca antes realizada. O telescópio Vista, por utilizar luzes infravermelhas, permite aos cientistas a observação por trás da poeira que impede a visualização de objetos no universo.

A característica mais famosa da Nebulosa da Lagoa é a região de poeira em forma de lagoa que se entrelaça por entre nuvem de gás brilhante dentro da nebulosa. Ela é habitada por estrelas muito mais jovens do que as encontradas na maioria das nebulosas existentes.

Essas estrelas soltam jatos de matéria de seus pólos, e quando este material atinge o gás que circunda a nebulosa são formados objetos conhecidos como Herbig-Haro (homenagem a George Herbig e Guillermo Haro, que foram os primeiros astrônomos a estudar estes objetos de forma detalhada), rastros brilhantes de curta duração, que torna as estrelas recém-nascidas facilmente detectáveis. Nos últimos cinco anos, diversas vezes foram detectados estes rastros, o que prova, segundo os cientistas, o "baby boom".

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Nasa classifica '2012' como filme mais absurdo da história

Especialistas da Nasa - a agência espacial americana - criaram uma lista dos filmes mais absurdos de ficção científica já produzidos, e o sucesso de bilheterias 2012 encabeçou a lista.

"Os produtores se aproveitaram de uma preocupação popular sobre o então chamado de fim do mundo, como teria sido previsto pelo calendário Maia, que acaba em 21 de dezembro de 2012", diz Donald Yeoamans ao site do jornal Toronto Sun.

Os cientistas afirmam que, com os continentes desmanchando, ondas gigantes passando por cima do Everest e asteroides por todos os lados, o filme pode ser ótimo de assistir, mas não possui nada de Ciência, conta o site do TG Daily. E. C. Krupp, diretor do Observatório Griffith, em Los Angeles, foi mais duro e afirmou que o que acontece no filme é baseado em "loucura pseudocientífica, ignorância em Astronomia e um alto nível de paranoia".

Outros sucessos de bilheteria que estão presentes na lista da agência são O núcleo: Viagem ao centro da Terra, de 2003, e Armageddon, de 1998. A NASA, porém, fez também uma lista dos filmes mais realistas, cujo vencedor foi Gattaca, de 1997, mas também contém sucessos como Jurassic Park e Contato.

O fim do mundo tem gerado tanto assunto para a agência espacial que, já em junho de 2009, ela havia respondido uma série de perguntas sobre o possível armageddon de 2012.

A Nasa garante que o mundo não irá acabar no dia 21 de dezembro de 2012, dia que será apenas mais um solstício de verão (no hemisfério sul).

Geek
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Menina de 10 anos se torna a mais jovem a descobrir uma supernova

Kathryn Gray estava estudando imagens obtidas em um observatório amador, no último domingo, quando notou uma supernova. Foto: AP

Kathryn Gray estava estudando imagens obtidas em um observatório amador quando notou uma supernova

Uma menina canadense de dez anos se tornou a pessoa mais jovem até hoje a identificar uma supernova - explosão que ocorre no fim da vida de uma estrela de grande massa.

Kathryn Gray estava estudando imagens obtidas em um observatório amador, no último domingo, quando notou uma supernova. As fotos haviam sido mandadas para seu pai, Paul Gray, um astrônomo amador, que ajudou Kathryn a fazer a descoberta, descartando que se tratasse de um asteroide e verificando a lista de supernovas já conhecidas.

A descoberta foi averiguada e registrada pela Sociedade Real de Astronomia do Canadá (RASC, na sigla em inglês), que considerou Kathryn a pessoa mais jovem que se tem conhecimento a conduzir tal feito.

"Estou muito empolgada. É uma ótima sensação", disse à menina ao jornal canadense Star. "É fantástico que alguém tão jovem demonstre paixão pela Astronomia. Que descoberta incrível", disse Deborah Thompson, da RASC.

Eventos raros
A supernova - batizada de 2010lt - foi descoberta na galáxia UGC 3378, a cerca de 240 milhões de anos-luz de distância, na constelação de Camelopardalis. Eventos raros, as supernovas consistem em explosões que marcam a morte violenta de estrelas maiores que o Sol.

Para identificar esses eventos é preciso observar imagens antigas de campos estelares e compará-las com imagens novas. A supernova se revela como um ponto mais brilhante que estrelas comuns, por isso, pode ser vista por meio de um telescópio simples.

Os eventos interessam aos astrônomos "porque produzem a maioria dos elementos químicos que fizeram a Terra e outros planetas e porque supernovas distantes podem ser usadas para estimar o tamanho e a idade do Universo", disse a RASC em comunicado.

Nuvens impedem europeus de ver o 1° eclipse parcial do ano

O eclipse foi observado de diversos pontos da Europa, Ásia e África. Foto: Reuters

Em alguns locais da Europa não foi possível observar o eclipse

Europa, Ásia e África assistiram nesta terça-feira ao primeiro eclipse solar parcial do ano de 2011, mas em Paris, Londres e Roma, uma espessa camada de nuvens encobriu o espetáculo.

"Aahhhh, tanto estardalhaço por causa de um eclipse... Tudo que vi foram as nuvens eternas inglesas", comentou no Twitter Romana Alli, do Reino Unido. Já Henning Krause, que analisava o céu do Vale do Rurh na Alemanha, escreveu: "Finalmente, eu vi o eclipse, por uma pequena brecha entre as nuvens acima de Colônia". "Mas não foi o suficiente para tirar uma foto".

Em Paris, o eclipse parcial chegou ao auge perto das 08h (06h, horário de Brasília), cobrindo dois terços do disco solar. Mas lá também, espessas nuvens acabaram com a festa, e era difícil dizer quem era o responsável pela escuridão, se era o mau tempo ou o eclipse.

No sudoeste da França, no sul da Espanha e em Israel, o céu limpo possibilitou um ótimo espetáculo, e muitos observatórios enviaram imagens ao vivo via internet, transmitidas graças aos telescópios equipados com filtros especiais.

Foram os moradores do nordeste da Suécia, no entanto, que tiveram a melhor oportunidade de visualizar ao máximo o fenômeno por volta das 08h50 (06h50, horário de Brasília), perto da cidade de Skelleftea, a cerca de 200 km ao sul do círculo polar ártico. Neste ponto, a Lua encobria quase 90% do Sol.

"Quanto mais alto caminharmos para o norte da Suécia, mais visível é o eclipse", mas nesta época do ano, o sol ainda não nasceu no extremo norte do país, explicou G¶ran Olofsson, professor de astronomia do observatório de Estocolmo. Na Suécia, será preciso esperar até 2126 para poder ver um eclipse total do Sol, precisou.

O eclipse parcial começou quando o cone de sombra criado pela Lua tocou a superfície da Terra na Argélia, por volta das 06h40 (04h40, horário de Brasília), depois se deslocou rapidamente para o leste, em direção à Rússia Central, ao Cazaquistão, à Mongólia e ao nordeste da China - regiões do mundo onde sua aparição correspondeu ao pôr do sol e onde o obscurecimento foi menor. O fenômeno terminou quando a sombra da Lua deixou a Terra, às 11h (09h, horário de Brasília).

Os eclipses solares se produzem durante a fase da Lua Nova, quando a Terra passa pelo cone de sombra do satélite natural que impede a passagem dos raios solares, cobrindo totalmente ou parcialmente a superfície do Sol. Quando a Terra passa apenas pela sombra da Lua, cria-se um eclipse parcial.

Quatro eclipses solares parciais e dois eclipses lunares totais são esperados para o ano de 2011, uma combinação rara que só ocorrerá seis vezes ao longo do século XXI. O próximo eclipse solar parcial acontece no dia 1º de junho e poderá ser visto do leste da Sibéria, norte da China, Alasca e norte do Canadá.

O último eclipse total do Sol ocorreu em 11 de julho de 2010, acima do Pacífico Sul. O próximo será no dia 13 de novembro de 2012, visível na Austrália, Nova Zelândia, Pacífico Sul e América do Sul.

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Eclipse parcial do Sol é registrado na Europa e na África

Veja o primeiro eclipse parcial do sol de 2011

O primeiro eclipse solar de 2011, que só será parcial, começou nesta terça-feira, pouco depois do amanhecer, no norte da África e na Europa.

O cone da sombra que a Lua criará ao passar ante o Sol tocou a superfície da Terra primeiro no norte da Argélia, às 04h40 de Brasília, antes de se deslocar para o leste e permitir que a maior parte da Europa observe o fenômeno.

Os habitantes do Cairo, Jerusalém, Istambul e Teerã também terão a possibilidade de ver o eclipse.

O fenômeno será visto depois na Rússia Central, Cazaquistão, Mongólia e noroeste da China, regiões do mundo onde acontecerá na hora do pôr do sol.

O eclipse terminará quando o cone de sombras abandonar a Terra, às 09h GMT.

Os eclipses solares são fenômenos que acontecem quando a Lua transita entre a Terra e o Sol.

São totais quando os três astros ficam perfeitamente alinhados e a Lua oculta completamente o sol; anulares quando a Lua ocupa o centro do Sol e deixa ver suas bordas; e parciais quando parte do disco solar permanece visível, como se tivesse sido mordido.

Quatro eclipses solares parciais e dois lunares totais estão previstos para 2011, uma rara combinação que acontecerá apenas seis vezes ao longo do século XXI.

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domingo, 2 de janeiro de 2011

Semana começa com o primeiro eclipse solar do ano

O primeiro eclipse solar de 2011, que será apenas parcial, poderá ser visto na próxima terça-feira, 4 de janeiro, na Europa, norte da África, Oriente Médio e Ásia Central.

O eclipse será visto pela primeira vez com o nascer-do-sol no norte da Argélia, por volta das 6h40 GMT (4h40 de Brasília), antes de deslocar-se para o leste, permitindo que a maior parte da Europa o observe durante a manhã.

Na França, mais da metade e até dois terços do disco solar estarão ocultos pela lua por volta das 8h00 GMT (6h00 de Brasília). O fenômeno também será visível na cidade do Cairo, em Jerusalém, Istambul e Teerã, antes de desaparecer às 11h00 GMT (9h00 de Brasília).

Em seguida, será visto na Rússia central, no Cazaquistão, na Mongólia e no noroeste da China, onde poderá ser observado no pôr-do-sol. Os eclipses solares ocorrem quando a Lua se alinha entre a Terra e o Sol, o que significa que o astro fica oculto para as pessoas que vivem em países que se encontram na sombra do satélite natural.

O sol é cerca de 400 vezes maior que a lua, mas também está 400 vezes mais distante. Por isso, nosso satélite natural é capaz de ocultar totalmente o sol quando o observador está na sombra projetada sobre a superfície terrestre.

Os eclipses totais ocorrem quando a lua passa entre a Terra e o sol e os três astros ficam perfeitamente alinhados, enquanto os parciais ocorrem quando uma pequena parte do disco solar fica visível, como se o astro rei tivesse levado uma mordida.

Finalmente, são anulares quando o sol está mais perto da Terra, em janeiro, e a lua longe demais para conseguir ocultá-lo completamente, permitindo que um anel de luz fique visível.

Quatro eclipses solares parciais e dois eclipses lunares totais estão previstos para 2011, uma rara combinação que ocorrerá apenas seis vezes em todo o século XXI. O último eclipse total ocorreu em 11 de julho de 2010 e foi visto por milhares de pessoas na Polinésia francesa, na Ilha de Páscoa e no Cone sul do continente americano.

O próximo eclipse solar ocorrerá em 13 de novembro de 2012 e poderá ser visto na Austrália, na Nova Zelândia, no Oceano Pacífico e na América do Sul.

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China lançará com a Rússia sonda para Marte

A primeira sonda chinesa com destino a Marte será lançada em outubro, em colaboração com a Rússia, após um atraso de dois anos, noticiou este domingo a agência oficial Nova China.

A princípio, a sonda chinesa Yinghuo-1 devia ter sido lançada em outubro de 2009, juntamente com a sonda russa "Phobos Explorer", do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, mas o lançamento foi atrasado, acrescentou a agência. Segundo um especialista da academia chinesa de tecnologias espaciais, citado pela Nova China, o lançamento foi marcado para outubro deste ano. O gigante asiático prevê, ainda, lançar sozinho uma sonda para Marte em 2013.

A sonda analisará o entorno espacial, situado ao redor de Marte e se interesserá no ocorrido com a água antes abundante no Planeta Vermelho. A China se tornou, em 2003, o terceiro país a enviar um homem ao espaço, depois de Rússia e Estados Unidos. Peequim afirmou as ambições espaciais em setembro de 2008, quando três "taikonautas", como são chamados os astronautas chineses, fizeram uma caminhada espacial durante a missão Shenzhou VII.

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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Nasa encontra mais fissuras no tanque de nave Discovery

A agência espacial americana Nasa anunciou nesta quinta-feira ter encontrado novas fissuras no tanque externo de combustível do ônibus espacial Discovery, após um teste com raios x, como parte da preparação para o voo final, em 2011.

As anteriores foram descobertas antes de uma tentativa de decolagem, no dia 5 de novembro passado, explicou a Nasa, através de um comunicado.

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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Por R$ 555 mi, Brasil passa a fazer parte do observatório ESO

94 - O céu sobre Paranal. Na imagem, podem ser vistos três telescópios auxiliares ao VLT. Foto: ESO/Y. Beletsky/Divulgação

O ESO é um dos principais observatórios astronômicos do planet

O Ministério da Ciência e Tecnologia assinou um acordo para pesquisa astronômica no hemisfério sul com o ESO - Observatório Europeu do Sul -, na quinta-feira, dia 29, em Brasília. O convênio, que custará cerca de R$ 555 milhões em 11 anos, permite que o País participe da construção do futuro superobservatório E-ELT de 42 m de altura, que deve ser inaugurado em 2021, no Chile.

Na cerimônia de assinatura, o ministro Sergio Rezende afirmou que o acesso a ferramentas mais modernas será benéfico para a evolução das pesquisas brasileiras. "A ESO é uma organização multilateral que até agora só tinha como membros os países europeus. A entidade é proprietária das melhores instalações de astronomia do mundo", falou.

De acordo com o site do Ministério da Ciência e Tecnologia, além da construção do E-ELT - European Extremely Large Telescope - , o Brasil deve participar dos outros dois principais projetos do ESO: Giant Magellan Telescope - GMT; Thirty Meter Telescope.

O Brasil é o primeiro país não-europeu a participar do ESO, que conta com 14 países da Europa e tem orçamento anual de 135 milhões de euros. Embora as instalações para a construção do telescópio estejam no Chile, o país serve apenas de abrigo devido às melhores condições climáticas e geográficas para o estudo da astronomia.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Argentina cria comissão para registro e observação de ovnis

A Força Aérea Argentina (FAA) decidiu criar uma comissão para registrar e investigar denúncias de aparecimento de objetos voadores não identificados (ovnis) no espaço aéreo do país, disse esta quarta-feira um porta-voz da instituição.

"A Comissão de Investigação de Fenômenos Aeroespaciais está em processo de formação", disse o capitão Mariano Mohaupt, assessor de imprensa da FAA.

O militar revelou que a Força já tem registro de experiências vividas por alguns de seus pilotos e que não puderam ser explicados, mas "agora dá as cartas no assunto de um ponto de vista formal, profissional, que contribui para a sua própria missão, que é o controle do espaço aéreo".

A equipe será interdisciplinar, com meteorologistas, controladores de voo, pilotos e especialistas em radares, e será a receptora das denúncias feitas pelos cidadãos sobre fenômenos observados no espaço.

"Há muitíssimas denúncias que depois acabam se esclarecendo e ocorre que não se trata de fatos não convencionais", explicou Mohaupt.

Organizações deste tipo já existem em outros países do Cone Sul, como o Uruguai, onde funciona desde 1979 a Comissão Receptora e Investigadora de Denúncias de Objetos Voadores Não identificados, subordinada à Força Aérea.

Em agosto, o Brasil anunciou que o aparecimento de ovnis no espaço aéreo do país será oficialmente registrado pelo Comando da Aeronáutica.

As autoridades instaram aos pilotos de aviões civis e militares, bem como os controladores do tráfego aéreo nacional, que relatem suas experiências ao organismo e também enviem provas documentais sobre objetos voadores não identificados.

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Sol deve entrar em período turbulento em 2011

Sol entrou em um estranho processo de calmaria, com ausência de manchas em sua superfície e de intensidade nas labaredas e nas tempestades. Foto: Nasa/Divulgação

Sol entrou em um estranho processo de calmaria, com ausência de manchas em sua superfície e de intensidade nas labaredas e nas tempestades

O próximo ano será marcante para o clima no Espaço, pois o Sol despertará de uma fase de baixa atividade, dando início a um anunciado período de turbulência, possivelmente destrutivo. Muitas pessoas podem se surpreender ao saber que o Sol, ao invés de queimar com uma consistência ininterrupta, oscila em momentos de calmaria e agitação.

Mas após dois séculos de observação das manchas solares - marcas escuras, relativamente frias na superfície do Sol, vinculadas com poderosas forças magnéticas - revelaram que a nossa estrela obedece a ciclos de comportamento de cerca de 11 anos.

O último começou em 1996 e por motivos que ainda permanecem obscuros, levou mais tempo que o previsto para terminar. Agora, no entanto, há cada vez mais indícios de que o Sol está deixando o seu torpor e intensificando sua atividade enquanto avança para aquilo que os cientistas convencionaram chamar de "Solar Max" ou clímax cíclico, afirmaram especialistas.

"A última previsão indica meados de 2013 como a fase pico do ciclo solar", antecipou Joe Kunches, do Centro de Previsões do Clima Espacial da Nasa. Mas há um período prolongado de alta atividade, "mais como uma estação, com duração de cerca de dois anos e meio" para cada fase do pico, alertou.

Em seu período mais intenso, o Sol pode lançar ondas de radiação eletromagnética e matéria carregada conhecida como ejeções de massas coronais (CMEs). Esta onda de choque pode levar alguns dias para alcançar a Terra. Quando chega ao nosso planeta, condensa seu campo protetor magnético, liberando energia visível em altas latitudes na forma de auroras boreal e austral - as famosas Luzes do Norte e do Sul.

Mas as CMEs não são apenas belos eventos. Elas podem desencadear descargas estáticas e tempestades geomagnéticas capazes de romper ou até mesmo causar pane na infraestrutura eletrônica da qual depende nossa sociedade urbanizada e obsecada por se manter conectada.

Menos temidos, porém igualmente problemáticos, são os flares solares ou erupções de prótons supercarregados que alcançam a Terra em questão de minutos. Na linha de frente estão os satélites de telecomunicações em órbita geoestacionária, a uma altitude de 36 mil km, e os satélites do Sistema de Posicionamento Global (GPS), dos quais dependem os aviões e os navios modernos para navegação e que orbitam a 20 mil km.

Em janeiro de 1994, descargas de eletricidade estática provocaram uma pane de 5 meses no satélite de telecomunicações canadense Anik-E2, uma falha que custou 50 milhões de dólares. Em abril de 2010, a Intelsat perdeu o Galaxy 15, usado no serviço de comunicações na América do Norte, depois que o link com o controle de solo foi cortado, aparentemente devido à atividade solar.

"Estas são falhas totais nas quais todos nós pensamos", disse Philippe Calvel, engenheiro da empresa francesa Thales. "Ambas foram causadas por CMEs", emendou. Em 2005, raios-X de uma tempestade solar cortaram a comunicação entre o satélite e o solo e os sinais de GPS por cerca de 10 minutos.

Para dar conta da fúria solar, projetistas de satélites escolhem componentes robustos, testados e experimentados, bem como proteção para o equipamento, mesmo que isto o deixe mais pesado e volumoso, e portanto mais caro de se lançar, disse Thierry Duhamel, da fabricante de satélites Astrium.

Outra precaução é a redundância, isto é, ter sistemas de backup para casos de mau funcionamento. Na Terra, linhas de transmissão, conexões de dados e até mesmo oleodutos e gasodutos são potencialmente vulneráveis.

Um alerta remoto de risco remonta a 1859, quando a maior CME já observada ocasionou auroras avermelhadas, roxas e verdes mesmo em latitudes tropicais. A então recém-desenvolvida tecnologia do telégrafo enlouqueceu. Correntes induzidas geomagneticamente nos cabos deram choques em operações de telégrafos chegaram a incendiar os telegramas.

Em 1989, um fenômeno bem mais sutil cortou a energia do gerador da canadense Hydro Quebec, provocando um blecaute de nove horas que afetou seis milhões de pessoas. "Há muito o que desconhecemos sobre o Sol. Mesmo no suposto declínio ou fase de calmaria, podemos ter campos magnéticos no Sol que são muito concentrados e energizados por um tempo, e podemos ter atividade eruptiva atípica. Para resumir, temos uma estrela variável", concluiu Kunches.

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Medvedev demite diretores por lançamento fracassado de satélites

O presidente russo, Dmitri Medvedev, demitiu nesta quarta-feira dois dirigentes do programa espacial, após o fracassado lançamento de três vitais satélites de comunicações, informou o Kremlin.

Medvedev demitiu Vyacheslav Filin, vice-presidente da Energia Rocket and Space Corporation, e Viktor Remishevsky, vice-diretor da Roskosmos, a agência espacial russa, indicaram as agências de notícias locais.

O presidente russo também emitiu uma advertência ao diretor da Roskosmos, Anatoly Perminov. "Sob instruções do presidente, a Roskosmos tomará medidas adicionais para fortalecer sua performance e disciplina", afirma um comunicado do Kremlin.

O foguete russo Proton-M não conseguiu alcançar sua órbita inicial durante o lançamento, no dia 5 de dezembro, e caiu no mar, perto do Havaí, com os três satélites Glonass-M de última geração que deveria levar ao espaço.

O incidente foi um constrangedor revés para a intenção russa de lançar um sistema para concorrer com o Global Positioning System (GPS) americano, projeto que na verdade foi idealizado pela União Soviética em 1976.

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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Sonda Cassini captura imagem de tempestade em Saturno

Espaço - 21h45 -  A Sonda espacial Cassini capturou a imagem de uma gigantesca tempestade em Saturno, no hemisfério norte do planeta. Foto: AFP

Imagem captada pela sonda Cassini, da Nasa, mostra em branco a tormenta no hemisfério norte de Saturno

A sonda espacial Cassini capturou a imagem de uma gigantesca tempestade em Saturno. A foto obtida no dia 24 de dezembro mostra em branco a tormenta no hemisfério norte do planeta. As informações são da agência AFP.

As tormentas em Saturno são comuns, mas segundo o site Space.com, a tempestade captada pela sonda Cassini, da Nasa, é maior que o normal e bilha mais que os próprios anéis do planeta.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Sonda registra pôr do Sol azul em Marte

Nasa divulga vídeo do pôr do Sol em Marte

Este belíssimo vídeo de um pôr do Sol marciano foi capturado pela sonda Opportunity, da Nasa. Apesar da maioria dos vídeos codificar as cores de Marte como vermelhas, ele brilha na cor azul. Descubra o porquê.

Clique aqui para ler o texto completo no Gizmodo.

Gizmodo
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domingo, 26 de dezembro de 2010

Cientistas vão simular condições de Marte no Deserto do Atacama

Cientistas chilenos e de outros países construirão uma base espacial no Deserto do Atacama, local mais árido do mundo, onde pretendem simular, com estufas, as condições físicas do planeta Marte.

A informação divulgada neste domingo pelo diário "El Mercurio" destaca que o plano é do Centro de Pesquisa Lua-Marte, um complexo científico, tecnológico e turístico localizado em uma área reconhecida pela comunidade científica internacional como uma das mais parecidas a Marte na Terra, com radiação solar e temperaturas extremas, baixa umidade e fortes ventos.

A base será construída em Chajnantor, situado a 5.150 metros de altura e cerca de 1.650 quilômetros ao nordeste de Santiago.

No local, o Observatório Europeu Austral (ISSO, na sigla em inglês) constrói junto a seus parceiros internacionais o Atacama Large Millimeter Array (ALMA), um telescópio de vanguarda para estudar a luz de alguns dos objetos mais frios no Universo.

Carmen Gloria Jiménez, acadêmica da Universidade de Antofagasta e uma das coordenadoras chilenas do projeto, explicou que já há experiências prévias em Utah (Estados Unidos) e na ilha Devon, no Ártico canadense.

Ela assinalou que, no ano que vem, serão construídos os primeiros laboratórios, usando como materiais as fuselagens de aviões Hércules. Lá, serão estudados microorganismos denominados extremófilos, entre outros, que sobreviveram por pelo menos 26 mil anos em vulcões e lagos próximos.

Entre os promotores do projeto estão a Nasa (agência espacial americana), Mars Society, Instituto SETI, agência espacial da China e mais de 40 empresas que já investem no setor.

EFE
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sábado, 25 de dezembro de 2010

Irã planeja lançar dois novos satélites ao espaço em março de 2011

O Irã planeja pôr em órbita dois novos satélites de telecomunicações no final do presente ano persa, que termina no dia 21 de março, revelou neste sábado o ministro de Defesa iraniano, Ahmad Vahidi.

Em declarações divulgadas pela agência de notícias local "Fars", o militar explicou que ambos os satélites, batizados de "Fajr" e "Rasai", foram fabricados no Irã e são uma versão aprimorada do enviado ao espaço em 2009. "Diferentes tipos de satélites estão sendo fabricados no país. Pelo menos dois deles serão lançados antes que o presente ano termine", afirmou.

"Estes satélites são bastante diferentes dos enviados previamente. Podem ficar no espaço por mais tempo, já que o sistema de energia foi aperfeiçoado", acrescentou o ministro, sem fornecer mais detalhes.

O regime iraniano apresentou em 2008 seu primeiro centro aeroespacial e no mesmo ano lançou o primeiro foguete à atmosfera, o Explorer-1. Em 2009, foi a vez do primeiro satélite de fabricação própria, o Omid, um pequeno aparelho de telecomunicações que ficou em órbita durante dois meses, e no mesmo ano o Irã anunciou o início de um ambicioso projeto para enviar um astronauta ao espaço em 2020.

No entanto, o desenvolvimento espacial iraniano é observado com suspeita pelo Ocidente, já que há temores de que o programa para lançar satélites tenha também objetivos bélicos, como a propulsão de mísseis balísticos.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

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Um foguete indiano que carregava um satélite de comunicações explodiu no ar pouco após o lançamento, neste sábado, no sul da Índia, segundo imagens da televisão local.

O foguete explodiu em uma bola de fumaça e fogo depois de decolar do centro espacial de Sriharikota, a 80 km da cidade de Chennai.

O jornal indiano Times of India informou que é a segunda vez que uma explosão de foguete ocorre no país. O primeiro foi também neste ano, em abril, quando uma falha no motor criogênico, que utiliza nitrogênio como sistema de combustão, ocorreu.

O foguete tinha previsão de lançamente para a última segunda-feira, mas foi adiado depois de engenheiros encontrarem uma falha no mesmo motor criogênico.

AFP
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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Astronautas na ISS divulgam mensagem de Natal

Os astronautas Scott Kelly, Cady Coleman e Paolo Nespoli desejaram feliz Natal à Terra direto da ISS. Foto: BBC Brasil

Os astronautas Scott Kelly, Cady Coleman e Paolo Nespoli desejaram feliz Natal à Terra direto da ISS

A tripulação da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) divulgou uma mensagem desejando feliz Natal e boas festas a todos no Planeta Terra.

Na mensagem de fim de ano, os três astronautas alertaram para a importância de valorizar o nosso planeta. O comandante Scott Kelly começou a saudação e foi seguido pela engenheira de voo, Cady Coleman.

O astronauta Paolo Nespoli ajudou os outros dois membros da tripulação a desejar feliz Natal na sua língua materna, o italiano. Os astronautas têm com eles uma pequena árvore de Natal e um boneco de Papai Noel.

BBC Brasil
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Cubo de gelo gigante ajudará na busca por matéria negra

Um extraordinário observatório subterrâneo de partículas subatômicas foi concluído dentro de um enorme cubo de gelo com 1 km de extensão em cada face, no subterrâneo no Polo Sul, informaram cientistas.

A construção do IceCube, o maior observatório de neutrino do mundo, levou uma década de trabalho na tundra antártica e ajudará os cientistas a estudar as partículas espaciais na busca da matéria negra, material invisível que integra a maior parte da massa do universo.

Segundo a Fundação Nacional de Ciências (NSF), dos Estados Unidos, o observatório, situado 1,4 mil m sob a superfície, próximo à estação americana Amundsen-Scott, no Polo Sul, custou mais de US$ 270 milhões. O cubo consiste de uma rede de 5.160 sensores ópticos, cada um do tamanho de uma bola de basquete, suspensos por cabos em 86 buracos no gelo, feitos com uma perfuratriz de água quente especialmente projetada.

A NSF informou que o último sensor foi instalado no cubo, que tem 1 km de cumprimento em cada direção, em 18 de dezembro. Quando estiver posicionado, ficará para sempre enterrado no permafrost, enquanto os buracos perfurados se encherão de gelo.

O interesse é estudar os neutrinos, partículas subatômicas que viajam a uma velocidade próxima à da luz, mas são tão pequenas que podem atravessar matéria sólida sem colidir com suas moléculas. Os cientistas acreditam que os neutrinos tenham sido criados primeiro durante o Big Bang e ainda são gerados por reações nucleares em sóis e quando uma estrela morre, gerando uma supernova.

Trilhões deles passam por todo o planeta o tempo o todo, sem deixar vestígios, mas o IceCube busca detectar a luz azul emitida quando um neutrino ocasional colide com um átomo no gelo. "O gelo polar antártico se revelou um meio ideal para detectar neutrinos", destacou a NSF em um comunicado no qual anunciou a conclusão do projeto. "É excepcionalmente puro, transparente e livre de radioatividade", disse.

Os cientistas afirmam que o IceCube é uma pedra fundamental para a pesquisa internacional e dizem que o estudo dos neutrinos os ajudará a entender as origens do Universo. "Deste ponto privilegiado nos confins do mundo, o IceCube fornece um meio inovador de se investigar as propriedades de partículas fundamentais que estão na origem de alguns dos fenômenos mais espetaculares do Universo", acrescentou a NSF.

A maior parte do financiamento do IceCube veio da NSF, com contribuições de Alemanha, Bélgica e Suécia. Cientistas de Canadá, Japão, Nova Zelândia, Suíça e Barbados também trabalharam no projeto, que é operado pela Universidade do Wisconsin em Madison.

AFP
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Google manda Nexus S para o espaço para testar o aparelho

Google enviou aparelhos Nexus S para fotografar, coletar dados e marcar a presença do Android na estratosfera. Foto: Google/Divulgação

Google enviou aparelhos Nexus S para fotografar, coletar dados e marcar a presença do Android na estratosfera

Para testar os diversos sensores - o GPS, o giroscópio, o acelerômetro e o magnetômetro - do Nexus S, o Google montou um balão meteorológico para enviar o sistema Android para o espaço. Além de coletar dados diversos sobre o sistema e o aparelho, a experiência serviu para capturar imagens fora do comum.

O balão do Google alcançou mais de 100 mil pés de altura, o que equivale a mais de 30 km. Durante as 2 horas e 40 minutos de viagem, a temperatura no balão chegou a -50ºC. Para comandar a "nave" a equipe colocou os bonecos do Android a bordo, pena que acidentes de percurso acontecem, e o boneco caiu durante o retorno ao solo.

A plataforma Android fornece um ambiente de desenvolvimento robusto e o Nexus S possui muitos sensores embutidos. Graças à esses fatores, o Google pôde desenvolver aplicativos voltados às atividades que foram realizadas na estratosfera.

Os smartphones enviados para o espaço executavam uma diversidade de aplicativos, dentre eles o Google Maps for Mobile 5.0 (com mapas armazenados no aparelho), o Google Sky Map, o Latitude - que identificaria a posição do balão quando houvesse sinal de dados - e o aplicativo desenvolvido pela equipe da Google, que ficou responsável por reunir dados dos sensores.

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