sábado, 14 de maio de 2011

Argentina lançará cápsula espacial não-tripulada

Uma cápsula espacial não tripulada será lançada na próxima quinta-feira da província argentina de San Luis até uma altura de 35 km para testar o funcionamento de um computador comandado a distância, confirmaram neste sábado os responsáveis pelo projeto.

A cápsula estratosférica, denominada "Clementina" em homenagem ao primeiro computador de uso científico que chegou à Argentina há 50 anos, será lançada pela Associação Argentina de Tecnologia Espacial (AATE) do Parque Astronômico La Punta, de San Luis.

O lançamento coincidirá com a realização em San Luis do 6º Congresso de Tecnologia Espacial, organizado pela AATE. A Universidade La Punta, responsável pelo Parque Astronômico, informou que o projeto tem como finalidade incentivar o interesse de jovens pela ciência, embora de modo concreto permitirá provar como comandar de forma remota o computador que leva a sonda para registrar imagens e executar outras ordens.

Para o lançamento serão usados globos especiais de hélio, que serão liberados pela sonda em forma remota quando deixar a atmosfera terrestre. Durante a viagem de 35 km até a estratosfera, três câmeras de alta definição capturarão diferentes ângulos do voo. A travessia, que poderá ser acompanhada pela internet, permitirá observar imagens do território argentino do espaço, da curvatura da Terra e da escuridão do espaço.

Após as duas horas programadas de voo, a cápsula cairá na Terra em uma área que abrange quatro províncias argentinas, mas a sonda leva três sistemas de posicionamento que permitirão rastreá-la. Como curiosidade, "Clementina" levará em seu interior vários objetos, que serão leiloados em Buenos Aires, entre eles, uma obra da artista plástica Marta Minujin, um boneco do personagem de caricaturas "Gaturro", um robô e um mapa da Argentina feito com tijolos plásticos de brinquedo.

EFE
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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Cientistas americanos procuram sinais de vida em 86 planetas

Um radiotelescópio localizado na zona rural da Virgínia Ocidental começou a pesquisar sinais de vida alienígena em 86 planetas com condições atmosféricas semelhantes às da Terra, disseram astrônomos americanos nesta sexta-feira.

O telescópio gigante começou a apontar para cada um dos 86 planetas, a partir de uma lista de 1.235 possíveis planetas previamente identificados pelo telescópio Kepler, da Nasa, e irá coletar informações de cada um deles 24 horas por dia.

"Ainda não estamos certos de que todas esses planetas são habitáveis, mas eles, com certeza, são lugares muito bons para se procurar por extraterrestres", disse o estudante da Universidade de Berkeley (Califórnia), Andrew Siemion.

A missão é parte do projeto Pesquisa por Vida Inteligente Extraterrestre (SETI, na sigla em inglês), que foi lançado em meados dos anos 80. No mês passado, no entanto, o SETI anunciou que iria interromper projetos estimados em 50 milhões de dólares devido à déficits orçamentários.

Astrônomos esperam agora pelo Telescópio Green Bank, uma nova versão de um telescópio anterior que foi derrubado por uma tempestade em 1988, que quando pronto ajudará a fornecer informações sobre planetas capazes de sustentar vida, ainda que em pequena escala.

"Nós temos escolhido planetas com temperaturas agradáveis - entre zero e 100 graus celsius - porque eles possuem um potencial maior de conter vida", disse o físico Dan Werthimer, cientista da SETI. O projeto deve levar até um ano para ser concluído e contará com a ajuda de uma equipe de um milhão de astrônomos que trabalham de casa, conhecidos com SETI@home.

AFP
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quinta-feira, 12 de maio de 2011

Astronautas chegam ao centro espacial para missão do Endeavour

Os seis astronautas da última missão do ônibus espacial Endeavour chegaram na manhã desta sexta-feira ao Centro Espacial Kennedy. Foto: Nasa/Divulgação

Os seis astronautas da última missão do ônibus espacial Endeavour chegaram na manhã desta sexta-feira ao Centro Espacial Kennedy

Os seis astronautas da missão STS-134 do Endeavour chegaram ao Centro Espacial Kennedy, na Flórida, na manhã desta quinta-feira para se preparar para o lançamento do ônibus espacial, adiado por problemas técnicos. "Nós admiramos o trabalho duro da equipe que se dedicou nas últimas duas semanas para deixar o Endeavour pronto", disse o comandante Mark Kelly à imprensa.

O lançamento para a missão de 16 dias na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) está programado para as 9h56 (horário de Brasília) de segunda-feira, depois de ser cancelado em 29 de abril após um curto-circuito no sistema de aquecimento.

Os técnicos da agência espacial americana (Nasa) realizaram a substituição do equipamento defeituoso, uma caixa que controla o fornecimento de energia chamada de LCA-2. Após diversos testes e atrasos na previsão de lançamento, a nova data foi finalmente definida.

Além de Kelly, os astronautas americanos Mike Fincke, Andrew Feustel, Greg Chamitoff, Greg H. Johnson e o italiano Roberto Vittori, deixaram o Centro Espacial Johnson, em Houston, para começar a contagem regressiva para a partida do Endeavour.

Última missão
Ônibus espacial mais jovem da frota original de seis aparelhos da Nasa, o Endeavour deverá transportar à Estação Espacial Internacional (ISS) o espectômetro magnético Alpha 2 (AMS), um módulo experimental em física fundamental que será utilizado para investigar mistérios como a existência da antimatéria ou a natureza da matéria escura, invisível.

O último voo do Endeavour, para uma missão de 14 dias, será o número 25 de sua carreira. Quando regressar à Terra, se tornará o segundo ônibus espacial da frota a se aposentar. O protótipo Enterprise nunca voou ao espaço e o Columbia explodiu em 2004 quando voltava à Terra. O Discovery fez seu último lançamento em fevereiro e voltou em março, enquanto o Atlantis partirá para sua última missão em junho.

Erupção inédita de luminosidade no espaço intriga astrônomos

A Nebulosa do Caranguejo é composta principalmente de detritos de uma supernova destruída no ano 1054. Foto: AP

A Nebulosa do Caranguejo é composta principalmente de detritos de uma supernova destruída no ano 1054

A estrutura espacial chamada Nebulosa do Caranguejo impressionou os astrônomos ao emitir uma quantidade inédita de raios gama, uma forma de energia extremamente luminosa.

A Nebulosa do Caranguejo consiste em detritos de uma estrela supernova que foi destruída em uma explosão. O que motivou a erupção sem precedentes de raios gama, ocorrida em meados de abril, é um grande mistério para os cientistas.

Aparentemente, ela vem de uma pequena área da nebulosa, há tempos considerada uma fonte constante de luz. A novidade é que o telescópio Fermi, que observa a nebulosa, detectou uma atividade luminosa ainda mais intensa na estrutura.

A emissão de raios gama durou cerca de seis dias, alcançando níveis 30 vezes maiores que o normal e, em alguns momentos, com variações a cada hora.

Telescópio
O fenômeno foi descrito em um simpósio de especialistas que acontece até esta quinta-feira em Roma. Há fontes de luz em abundância no céu, mas o telescópio Fermi é programado para medir apenas a mais energética delas: os raios gama.

Eles emanam dos ambientes mais extremos do Universo e são decorrentes dos processos mais violentos, como a explosão de uma supernova. A Nebulosa do Caranguejo é composta principalmente de detritos de uma supernova destruída no ano 1054.

No coração da nuvem colorida e brilhante de gás é possível observar um pulsar - uma estrela que emite ondas de rádio em impulsos repetidos regularmente. Mas, até o momento, nenhum dos componentes já conhecidos da nebulosa é capaz de explicar a luminosidade observada pelo Fermi, diz Roger Blandford, diretor de um instituto de astrofísica e cosmologia nos EUA.

"Tem de haver outra fonte para esses raios gama altamente energéticos", ele disse à BBC News. "São necessários cerca de seis anos para a luz cruzar a nebulosa, então essas erupções, (ocorridas) em horas, têm de ser produzidas em uma região bem compacta em comparação com o tamanho da nebulosa."

Desde seu lançamento, há quase três anos, o Fermi já identificou três dessas erupções. As duas primeiras foram relatadas no início deste ano na reunião da Sociedade Astronômica Americana.

Essas erupções liberam raios gama com energia de mais de 100 milhões de elétron-volts - ou seja, cada pacote de luz, ou fóton, carrega dezenas de milhões de vezes mais de energia do que a luz que vemos.

Mas a erupção mais recente da Nebulosa do Caranguejo é mais de cinco vezes mais intensa do que qualquer outra emanação de luz já observada.

Quebra-cabeças
O entendimento do fenômeno deve levar algum tempo, opina o pesquisador Rolf Buehler. "É incomum que algo coloque toda a sua energia em raios gama", disse. "Estamos diante de um grande quebra-cabeças e provavelmente precisaremos de alguns anos para entendê-lo."

A principal suspeita até agora é de que, em uma região próxima ao pulsar, intensos campos magnéticos vão em direções opostas, reorganizando-se repentinamente e acelerando partículas a uma velocidade próxima à da luz.

À medida que eles se movem em caminhos curvados, as partículas emitiriam os raios gama observados no Fermi. A cientista Julie McEnery, participante do projeto do Fermi, diz que a descoberta é uma demonstração do poder do telescópio para elucidar a física do cosmos.

"Com o Fermi, temos a oportunidade de captar (o fenômeno) nesse estado extraordinário de luminosidade. É a vantagem de ter um instrumento que olha todo o céu todo o tempo - você capta o inesperado."

O telescópio, parceria da Nasa (agência espacial americana) com alguns países europeus e asiáticos, foi lançado em 2008. Seu nome é uma homenagem a Enrico Fermi, físico ítalo-americano que trabalhou no desenvolvimento do primeiro reator nuclear e que recebeu o Nobel de Física em 1938 por sua pesquisa sobre a radiatividade.

BBC Brasil
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quarta-feira, 11 de maio de 2011

EUA querem estabelecer regras espaciais com China

Os Estados Unidos querem estabelecer regras sobre o uso do espaço, informou nesta quarta-feira o chefe de Defesa Aeroespacial dos Estados Unidos, Gregory Schutle, preocupado com a possível concorrência no setor entre as duas potências.

Em 2007, a China foi uma surpresa para os americanos ao se tornar o terceiro país do mundo a derrubar um de seus próprios satélites, durante um teste inédito desde a Guerra Fria entre Washington e Moscou, 20 anos antes.

Gregory Schutle descreveu os investimentos realizados pela China no setor como "impressionantes" e disse que, durante uma série de conversações com parceiros chineses, apresentou "normas de conduta" no assunto.

"Dissemos a eles que estávamos preocupados, especialmente em época de crise, com a possibilidade de que haja um mal-entendido entre os países que provoque uma situação imprevista, o que não seria interessante para nenhum dos países", afirmou durante uma comissão do Congresso dedicada aos relatórios da China e Estados Unidos nos assuntos de economia e segurança.

O teste chinês com o míssil anti-satélite realizado em 2007 espalhou fragmentos no espaço. O exército americano publicou, só em 2010, pelo menos 700 notificações para prevenir as colisões entre restos espaciais e satélites, incluindo o chinês

AFP
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Campo eletromagnético afeta velocidade da luz, diz pesquisa

O Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS) da França afirmou nesta quarta-feira que uma equipe da entidade comprovou, pela primeira vez em laboratório, que a luz não se propaga à mesma velocidade em todas as direções sob o efeito de um campo eletromagnético.

O CNRS indica que, no vazio absoluto, a luz viaja a uma velocidade constante de 299.792.458 m/s, mas que há casos, principalmente quando um campo elétrico e um magnético entram em ação, em que essa propriedade não tinha sido demonstrada.

Até o momento, as possíveis variações da velocidade da luz nessas condições eram muito difíceis de verificar, mas os avanços tecnológicos, segundo o CNRS, permitiram detectar esses efeitos em um gás (neste caso, o nitrogênio). Os pesquisadores conceberam uma cavidade óptica na qual feixes luminosos atravessavam um dispositivo com ímãs e eletrodos que geraram campos eletromagnéticos intensos, 20 mil vezes superiores ao da Terra, e demonstraram que a luz não se propagava à mesma velocidade em um determinado sentido e no sentido inverso.

A diferença registrada é de aproximadamente 1 bilionésimo de m/s, uma quantidade ínfima que já tinha sido prevista teoricamente, mas que até o momento não tinha sido comprovada de forma empírica, em laboratório.

Esses resultados poderiam permitir, segundo os casos citados, refinar a detecção de anisotropia da propagação luminosa, que poderia ter "aplicações inéditas" em óptica, como, por exemplo, no que diz respeito a componentes cujo comportamento poderia diferir segundo a direção da luz.

EFE
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Pesquisa aponta que alguns planetas giram em sentido contrário

Um estudo publicado nesta quarta-feira na revista científica britânica Nature aponta que alguns planetas fora do Sistema Solar giram no sentido contrário das suas estrelas, o que invalida teorias em vigor até então sobre o assunto.

No Sistema Solar, no qual o Sol faz uma rotação completa em 26 dias a partir do seu equador, os planetas orbitam no mesmo sentido que o astro central. Há um ano atrás, uma equipe de astrônomos do Observatório de Genebra já tinha lançado "uma bomba no campo dos exoplanetas", ao apresentar numa palestra em Glasgow (Grã-Bretanha) seis planetas que orbitam em sentido contrário em relação à rotação de sua estrela.

"Pensávamos que o nosso sistema solar fosse parecido com os demais do universo, mas desde o início observamos coisas estranhas nos sistemas extra-solares", explica o astrofísico Frederic Rasio, da Universidade americana de Northwestern, coautor do estudo publicado nesta quarta-feira na revista britânica Nature.

Os astrônomos chegaram a essas conclusões ao observar grandes planetas gasosos, que podem ser comparados a Júpiter no nosso sistema solar, que se encontravam muito perto do seu astro, o que levou eles a batizá-los de "Júpiteres quentes".

Segundo eles, cerca de um quarto destes planetas girariam no sentido contrário. "Achamos isso mais estranho ainda por este planeta estar tão perto da estrela. Por que uma giraria num sentido e a outra orbitaria exatamente no sentido contrário?", se pergunta o professor Rasio.

Com sua equipe, ele simulou no computador as órbitas de dois grandes planetas, um sendo localizado muito mais perto do que a outra de uma estrela parecida com o sol. Suas perturbações gravitacionais recíprocas os levam a mudar de órbita, o planeta que se encontra mais perto se aproxima progressivamente do astro central, como acontece com os "Júpiteres quentes" observados.

Sofrendo o efeito das marés devido à proximidade da sua estrela, o planeta perde energia, fica mais lento e acaba se aproximando ainda mais. Sua órbita, que continua perturbada pelo outro planeta, pode mudar de direção, ser contorcida ou até dar uma reviravolta completa: neste último caso, ela acaba girando no sentido contrário.

Astrofísicos já tinham imaginado tal cenário num sistema com duas estrelas, no qual uma delas teria deformado a órbita de um planeta que giraria em torno de outro, segundo Didier Queloz, do Observatório de Genebra, ao lembrar uma das explicações apresentadas pela sua equipe na palestra de Glasgow, no ano passado.

O estudo publicado no artigo da revista Nature mostra que "a reviravolta também acontece com um outro planeta interagindo com o primeiro", o que seria "fundamental", já que existem sistemas que não possuem mais de uma estrela.

referindo-se ao atual debate com outros astrônomos, que continuam procurando "a segunda estrela" para explicar estes casos, Didier Queloz se disse "muito contente" de ter descoberto este "novo cenário possível".

Ele ainda acredita que "a noção de que todos os outros sistemas seriam parecidos com o nosso cai totalmente por terra. Somos apenas parte de um tipo de sistema solar, no meio de uma enorme diversidade de órbitas e de possibilidades", diz o cientista suíço, que, em 1995, junto com o compatriota Michel Mayor, foi o primeiro a descobrir um exoplaneta girando em torno de um planeta parecido com o sol.

AFP
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Nasa divulga 1ª imagem de asteroide gigante feita por sonda

Imagem feita por sonda espacial mostra o asteroide brillhante ao centro, cercado por estrelas. Foto: Nasa/Divulgação

Imagem feita por sonda espacial mostra o asteroide brillhante ao centro, cercado por estrelas

A agência especial americana divulgou nesta quarta-feira a primeira imagem feita pela sonda especial Dawn do asteroide gigante Vesta. A expectativa é que a nave comece a orbitar o asteroide em 16 de julho, quando estará a 188 milhões de km da Terra.

Dawn foi lançada há quase quatro anos, em setembro de 2007, e possui a longa e lenta missão de revelar segredos do Sistema Solar por meio do estudo do asteroide Vesta e do planeta-anão Ceres, devendo percorrer 5 bilhões de km ao final da missão.

A imagem registrada pelas câmeras da sonda foi feita no dia 3 de maio e o asteroide aparece como uma luz brilhante, cercado de estrelas ao fundo. Vesta passui cerca de 520 km de diâmetro, sendo o terceiro maior asteroide do Sistema Solar. Telescópios espaciais já obtiveram imagens do objeto brilhante, mas com pouca riqueza de detalhes.

A sonda espacial leva instrumentos fotográficos e científicos para estudar a superfície do asteroide e analisar sua força gravitacional. A objetivo da missão da Dawn é ajudar a compreender os primeiros momentos da aparição do Sistema Solar, há 4,6 bilhões de anos.

terça-feira, 10 de maio de 2011

vc repórter: astronauta Marcos Pontes dará palestra em SP

O Serviço Social do Comércio (SESC), em parceria com o Instituto de Astronomia e Pesquisas Espaciais (INAPE), vai realizar a 10ª edição do evento Cosmos - Realidade e Mistérios, na cidade de Araçatuba, no interior de São Paulo. O evento contará com a presença do astronauta brasileiro Marcos Pontes.

O Cosmos é um ciclo de palestras sobre astronomia que visa oferecer um convite ao conhecimento e a reflexão sob a condição do ser humano na Terra e no Universo. O evento acontece há nove anos, sempre na última semana de julho.

Não é a primeira vez que Marcos Pontes estará no Cosmos. Ele já participou em 2005, presencialmente, e em 2006, por vídeo conferência.

O evento é aberto ao público e acontece do dia 25 a 29 de julho, no auditório do Senac, na avenida João Arruda Brasil, 500, com início às 19h30. A entrada é gratuita.

O internauta Gustavo José Moretti, de Araçatuba (SP), participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.

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Nasa prepara lançamento da Endeavour para a próxima 2ª feira

Os técnicos no Centro Espacial Kennedy, da Flórida, deram continuidade nesta terça-feira à preparação da nave Endeavour, que será lançada na próxima segunda-feira, 16 de maio, em sua última missão.

A agência espacial americana (Nasa) afirmou nesta terça-feira que os técnicos continuarão fechando durante o dia o compartimento de popa da nave, e mais tarde retrairão o braço de acesso ao tanque exterior de combustível.

O lançamento para esta missão de 16 dias na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) está programado para as 9h56 (horário de Brasília) da próxima segunda-feira, depois que teve que ser cancelado em 29 de abril após um curto-circuito no sistema de aquecimento vinculado ao equipamento hidráulico.

No Centro Espacial Johnson, de Houston, no Texas, a tripulação se prepara para retornar ao Centro Kennedy e na sexta-feira começará a contagem regressiva para a partida do Endeavour. A equipe é comandada pelo astronauta Mark Kelly e dela também fazem parte o piloto Gregory Johnson e os especialistas de missão Michael Fincke, Greg Chamitoff, Greg Chamitoff e Roberto Vittori, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês).

EFE
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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Telescópio Herschel registra tempestade de gás varrendo galáxia

Galáxia é coberta por ventos cósmicos capazes de varrer o gás molecular responsável pela criação de novas estrelas. Foto: ESA/Divulgação

Galáxia é coberta por ventos cósmicos capazes de varrer o gás molecular, responsável pela criação de novas estrelas

O telescópio espacial Herschel, da agência espacial europeia (ESA, na sigla em inglês), observou tempestades de gás molecular varrendo o centro de galáxias. Os ventos sopram a uma velocidade de 1 mil km/s, sendo milhares de vezes mais rápidos que os furacões.

Segundo a agência espacial, essa é a primeira vez que as tempestades de gás molecular foram observadas em profundidade nas galáxias. "Com o Herschel, nós agora temos a chance de estudar o que essas tempestades significam para a evolução das galáxias", disse Eckhard Sturm, um dos autores do estudo.

A observação mostra que as galáxias mais ativas contém ventos descomunais, que podem impedir a formação de novas estrelas porque "roubam" a matéria-prima necessária, o reservatório de gás molecular da galáxia.

Segundo os pesquisadores, os ventos podem ser gerados pela intensa emissão de luz e partículas de estrelas jovens, por ondas de choque da explosão de estrelas velhas e ainda pela radiação emitida com os redemoinhos de matéria ao redor do buraco negro.

domingo, 8 de maio de 2011

Japoneses: choques de planetas criaram atmosfera densa de Titã

Imagem registrada pela sonda Cassini em 2009 mostra a diferença de iluminação nos hemisférios de Titã - o sul mais claro que o norte -, o que indica a .... Foto: Nasa/JPL/Divulgação

Titã é a maior lua de Saturno

A atmosfera de nitrogênio existente no entorno da maior lua de Saturno, Titã, poderia ter surgido há 4 bilhões de anos a partir dos choques planetários ocorridos no chamado período do intenso bombardeio tardio - quando o Sistema Solar, inclusive a Terra, outros planetas e suas luas, foram atingidos por diversos meteoros - , detalha um estudo publicado neste domingo no site Nature Geoscience.

A descoberta explicaria a peculiaridade da atmosfera da lua Titã, mais espessa que um corpo planetário de temperatura média. Pesquisadores da Universidade de Tóquio dirigidos pelo cientista Yasuhito Sekine investigavam esta formação de nitrogênio na atmosfera de Titã por meio de experiências com uma pistola de raios laser.

Os impactos dos raios laser transformavam amoníaco congelado - formado por três átomos de hidrogênio e um de nitrogênio - em nitrogênio e isso permitiu aos pesquisadores deduzir que Titã poderia ter adquirido sua atmosfera de nitrogênio em processo similar.

Para os estudiosos, se este foi o mecanismo responsável pela formação da atmosfera de Titã, a fonte do nitrogênio dessa lua é diferente da que formou a atmosfera da Terra, que é composta em sua maioria por este mesmo gás. Em artigo que acompanha o estudo, a professora Catherine Neish da Universidade Johns Hopkins (nos Estados Unidos), afirma que a pesquisa da instituição de Tóquio propicia com estas hipóteses um marco para futuras pesquisas.

EFE
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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Nasa adia mais uma vez voo do Endeavour; previsão é 16 de maio

A agência especial americana (Nasa) informou na tarde desta sexta-feira que o lançamento do ônibus espacial Endeavour não vai acontecer antes do dia 16 de maio. A previsão é que o último voo da nave aconteça às 8h56 (horário local) do dia 16, do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. O lançamento, previsto inicialmente para o dia 29 de abril, foi adiado por problemas no sistema de aquecimento da nave.

Em reunião nesta tarde, os técnicos responsáveis pela substituição do equipamento defeituoso, uma caixa que controla o fornecimento de energia chamada de LCA-2, informaram que precisam realizar novos testes para garantir o sucesso da missão. Até a manhã desta sexta-feira, a Nasa mantinha a previsão de que o lançamento pudesse ser realizado no dia 10 de maio.

A agência espacial informou que os técnicos devem continuar os reparos no circuito elétrico da nave e uma nova reunião foi agendada para avaliar os resultados na próxima segunda-feira. Até esta tarde, não havia confirmação se o atraso no lançamento do Endeavour poderia afetar a última missão do Atlantis, prevista para o final de junho.

Última missão
Ônibus espacial mais jovem da frota original de seis aparelhos da Nasa, o Endeavour deverá transportar à Estação Espacial Internacional (ISS) o espectômetro magnético Alpha 2 (AMS), um módulo experimental em física fundamental que será utilizado para investigar mistérios como a existência da antimatéria ou a natureza da matéria escura, invisível.

Os membros da tripulação da missão STS-134 são o comandante Mark Kelly, o piloto Gregory H. Johnson, os especialistas Michael Fincke, Greg Chamitoff, Andrew Feustel e o astronauta da Agência Espacial Europeia Roberto Vittori.

O último voo do Endeavour, para uma missão de 14 dias, será o número 25 de sua carreira. Quando regressar à Terra, se tornará o segundo ônibus espacial da frota a se aposentar. O protótipo Enterprise nunca voou ao espaço e o Columbia explodiu em 2004 quando voltava à Terra. O Discovery fez seu último lançamento em fevereiro e voltou em março, enquanto o Atlantis partirá para sua última missão em junho.

Cientistas descobrem que o "céu está caindo" em lua de Saturno

Imagem registrada pela sonda Cassini em 2009 mostra a diferença de iluminação nos hemisférios de Titã - o sul mais claro que o norte -, o que indica a .... Foto: Nasa/JPL/Divulgação

Imagem registrada pela sonda Cassini em 2009 mostra a diferença de iluminação nos hemisférios de Titã

Observações feitas pela sonda Cassini-Huygens, das agências espaciais americana (Nasa) e europeia (ESA), indicam que "o céu está caindo" em uma lua de Saturno. Uma camada de neblina que cobre a maior parte da superfície de Titã caiu de uma altitude de 500 km para 380 km entre os anos de 2007 e 2010. Segundo os cientistas, a queda indica uma mudança de estação em Titã e mostra que a lua é um mundo dinâmico. Os pesquisadores acreditam que o estudo desse fenômeno pode ajudar a entender melhor a meteorologia na Terra, Marte e outros locais do Sistema Solar.

Os cientistas da Nasa afirmam que a neblina é um fenômeno comum em todo o Sistema Solar, seja na Terra ou nos polos de Marte, certas regiões de Saturno ou em Titã, onde nos impede de observar diretamente a superfície. Contudo, de acordo com Bob West, pesquisador que participa da missão Cassini-Huygens, a neblina dessa lua está se comportando de maneira incomum, nunca observada antes no Sistema Solar. Com a mudança de estação, ela simplesmente caiu para menores altitudes.

As atmosferas da Terra e dessa lua têm muitas semelhanças - como tempestades sazonais e nuvens cirros -, mas Titã tem vários aspectos incomuns ao nosso planeta: a atmosfera é muito mais massiva e densa e as camadas superiores rodam mais rapidamente que a própria rotação da lua. Além disso, ela é rica em moléculas orgânicas, mas com um ambiente muito mais frio que o nosso. A lua ainda não tem um campo magnético próprio para se proteger, mas está dentro do campo de Saturno (na maior parte do tempo). Todas essas diferenças, afirmam os pesquisadores, transformam esse satélite natural em um laboratório para entender as propriedades meteorológicas da Terra e de outros planetas.

Sete anos de primavera
As mudanças de estação em Titã estão ligadas à órbita de Saturno - um ano no planeta é equivalente a 29 anos e meio na Terra. A primavera (ou outono, dependendo do hemisfério) nessa lua começou em 11 de agosto de 2009. Voos das sondas Voyager mostram que os hemisférios do satélite natural ficam mais escuros ou iluminados - e os cientistas acreditam que isso seja causado pela quantidade da neblina no norte e no sul.

A "queda do céu" em Titã ocorreu em poucos meses e se acelerou próximo ao equinócio. A mudança na iluminação dos hemisférios dura mais de sete anos (da Terra), o equivalente a uma estação em Saturno, e se completa com o solstício em Titã. Nesse momento, o hemisfério que está no inverno fica mais escuro, devido ao aumento da densidade da neblina na região.

vc repórter: internautas registram chuva de meteoros no RS

Meteoros soltos pelo cometa Halley puderam ser observados na última madrugada. Foto: Rita Rostirolla/vc repórter

Meteoros soltos pelo cometa Halley puderam ser observados na última madrugada

A chuva de meteoros formada por detritos do cometa Halley, que começou a ser vista na madrugada desta sexta-feira, foi observada por moradores do Rio Grande do Sul que tiveram a curiosidade de apreciar o momento.

Na cidade de Guaporé, a cerca de 200 km de Porto Alegre, a internauta Rita Rostirolla e outras sete pessoas foram a um viaduto ferroviário chamado Mula Preta, um dos maiores da América Latina, com 98 m de altura, para observar o fenômeno. "Nos surpreendemos com o tamanho do meteoro que apareceu", diz Rostirolla.

Já na cidade Lajeado, a cerca de 110 km da capital gaúcha, o internauta Paulo Roberto Nicolay conta que, junto a um grupo de cerca de 10 pessoas, observou "uma bola de fogo no céu". Essa "bola de fogo", na verdade, é o rastro deixado pelos meteoros soltos pelo Halley.

O fenômeno poderá ser observado ainda na madrugada deste sábado, 7. Segundo Luís Guilherme Haun, astrônomo da Fundação Planetário do Rio de Janeiro, o melhor horário para observação é por volta das 2h. Deve-se olhar na direção do nascer do Sol, na Constelação de Aquário.

Apenas os moradores do Hemisfério Sul podem visualizar o fenômeno. Os melhores lugares são longe das cidades, em locais com baixa luminosidade. Em locais assim, segundo a agência espacial americana (Nasa, na sigla em inglês), é possível ver até 60 meteoros por hora.

O fenômeno, segundo Haun, ocorre todos os anos, de abril até meados de maio, quando a Terra atravessa essa nuvem de partículas deixada pelo cometa. O Halley passa pela Terra a cada 76 anos, portanto é uma boa oportunidade de, pelo menos, apreciar rastros do cometa.

Os internautas Rita Rostirolla, de Guaporé (RS), Paulo Roberto Nicolay, de Lajeado (RS), e Seiji Matsuda, de Porto Alegre (RS), participaram do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.

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Nasa: reunião nesta sexta vai definir lançamento do Endeavour

Se a última missão do Endeavour não acontecer até 10 de maio, poderá comprometer o lançamento do Atlantis, previsto para junho. Foto: Reuters

Se a última missão do Endeavour não acontecer até 10 de maio, poderá comprometer o lançamento do Atlantis, previsto para junho

Técnicos da agência espacial americana (Nasa) vão se reunir nesta sexta-feira para avaliar a operação de reparos no Endeavour e definir uma nova data de lançamento, que não deve ocorrer antes de 10 de maio. A última missão do ônibus espacial foi adiada poucas horas antes do lançamento, no dia 29 de maio, por problemas no sistema de aquecimento da nave.

Segundo a Nasa, nesta sexta-feira os engenheiros do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, continuam com os testes no sistema de aquecimento, após a substituição do equipamento defeituoso, uma caixa que controla o fornecimento de energia chamada de LCA-2.

Última missão
Ônibus espacial mais jovem da frota original de seis aparelhos da Nasa, o Endeavour deverá transportar à Estação Espacial Internacional (ISS) o espectômetro magnético Alpha 2 (AMS), um módulo experimental em física fundamental que será utilizado para investigar mistérios como a existência da antimatéria ou a natureza da matéria escura, invisível.

Os membros da tripulação da missão STS-134 são o comandante Mark Kelly, o piloto Gregory H. Johnson e os especialistas Michael Fincke, Greg Chamitoff, Andrew Feustel e astronauta da Agência Espacial Europeia, Roberto Vittori.

O último voo do Endeavour, para uma missão de 14 dias, será o número 25 de sua carreira. Quando regressar à Terra, se tornará o segundo ônibus espacial da frota a se aposentar. O protótipo Enterprise nunca voou ao espaço e o Columbia explodiu em 2004 quando voltava à Terra. O Discovery fez seu último lançamento em fevereiro e voltou em março, enquanto o Atlantis partirá para sua última missão em junho.

Nasa divulga imagem de pôr do sol na América do Sul

A imagem foi tirada por tripulantes a bordo da Estação Espacial Internacional. Foto: Nasa/Divulgação

A imagem foi tirada por tripulantes a bordo da Estação Espacial Internacional

A agência espacial americana (Nasa, na sigla em inglês) divulgou nesta sexta-feira uma foto do pôr do sol na costa oeste da América do Sul. A imagem foi tirada por tripulantes a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Na ISS, os astronautas observam, em média, 16 pores do sol durante um período orbital de 24 h.

Cada transição entre dia e noite é marcada no chão por uma linha que separa o lado escuro da Terra do ensolarado. Segundo a Nasa, o limite entre a luz e a escuridão é difuso devido ao espalhamento da luz pela atmosfera da Terra.

A linha em questão pode ser observada nesta imagem, tirada às 19h37 do horário local. As camadas da atmosfera da Terra, representadas pelas cores branca e azul, são visíveis no horizonte. O ponto mais alto das nuvens é iluminado por um brilho avermelhado, advindo da luz solar.

Nasa pode examinar interior de Marte em 2016

A Nasa selecionou três projetos dos quais escolherá um para levar a cabo em 2016, que vão desde uma missão para investigar o interior de Marte pela primeira vez, estudar um mar extraterrestre de uma das luas de Saturno ou analisar detalhes da superfície do núcleo de um cometa.

Cada equipe de investigação receberá US$ 3 milhões para desenvolver o conceito da missão e o desenvolvimento dos estudos preliminares e análise do projeto. A Nasa fará outra revisão dos trabalhos conceituais em 2012 e selecionará um para concentrar os esforços dos pesquisadores em seu desenvolvimento para realizar a missão.

A missão tem de ter custo máximo de US$ 425 milhões, sem incluir o veículo com o qual será feito o lançamento dos instrumentos desenvolvidos para ela. A Nasa recebeu as propostas em junho de 2010 e um painel de cientistas e engenheiros revisaram os 28 projetos recebidos dentro de seu programa Discovery.

As pesquisas selecionadas "podem revelar muito sobre a formação do nosso sistema solar e seu processo dinâmico", indicou a Nasa em comunicado, no qual destacou que quaisquer dos projetos contribuirão para aprimorar a tecnologia para futuras missões planetárias.

Missões como esta "são uma grande promessa para aumentar infinitamente nosso conhecimento, estender nosso alcance no sistema solar e inspirar futuras gerações de explorações", assinalou o diretor da agência espacial americana, Charles Bolden.

A missão Geophysical Monitoring Station (GEMS) propõe estudar a estrutura e a composição de Marte e avançar no entendimento da evolução e da formação dos planetas.

Já o Titan Mare Explorer (Time) proporcionaria a primeira prospecção direta de um mar e seu entorno ambiental fora da Terra, aterrissando e flutuando no mar composto de etano e metano de Titã, uma das luas de Saturno.

O último projeto, intitulado Comet Hopper, teria o objetivo de estudar a evolução de um cometa aterrissando várias vezes e observando as mudanças sofridas pela interação com o sol.

Criado em 1992, o programa Discovery patrocina missões de custo limitado ao sistema solar centradas em alcançar objetivos científicos específicos. O programa já deu como frutos 11 missões, entre elas Messenger, Dawn, Stardust, Impacto Profundo e Genesis.

EFE
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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Nasa celebra 50º aniversário da missão do 1º americano no espaço

A Nasa, agência espacial americana, celebra nesta quinta-feira os 50 anos da façanha do astronauta Alan Shepard, que se transformou no primeiro americano a viajar ao espaço e o segundo ser humano, após o cosmonauta soviético Yuri Gagarin, que se antecipou em 23 dias.

"Há 50 anos, Alan Shepard partiu rumo ao espaço na primeira missão espacial tripulada dos Estados Unidos", lembrou o diretor da Nasa, Charles Bolden. Segundo ele, aquele voo "abriu o caminho de nosso país à prospecção e às descobertas que continuam até nossos dias".

O dia 5 de maio de 1961 foi uma boa data, destacou Bolden, que lembrou que ainda era um adolescente decidindo o que estudar e nem se quer sonhava com a carreira de piloto e astronauta, antes de ocupar seu atual cargo.

Shepard não conseguiu orbitar a Terra, como fez o cosmonauta soviético, mas "o voo foi um grande sucesso", afirmou Bolden, e serviu para impulsionar "a liderança da Nasa nos voos espaciais tripulados que mantivemos desde então".

O astronauta americano realizou há 50 anos um voo suborbital a bordo da cápsula da nave Mercury 3, que alcançou 187 quilômetros de altitude e durou 15 minutos, ao contrário do que fez Gagarin, que ficou mais de uma hora no espaço, o que levou os soviéticos a menosprezarem a façanha americana.

No entanto, a corrida espacial voltava a pôr o relógio em andamento, depois que os soviéticos também anteciparam ao lançar o primeiro satélite, o Sputnik, em 1957. Quatro anos depois, em 25 de maio de 1961, o então presidente americano, John F. Kennedy, anunciava sua intenção de levar o homem à Lua antes do fim da década.

Bolden assinalou que os esforços pioneiros de Shepard promoveram "gerações de líderes que trabalharam para ampliar a compreensão de nosso universo e se esforçaram para explorar o potencial humano que possibilitou as primeiras conquistas de nosso programa espacial".

O próprio Bolden afirma que se sentiu orgulhoso de seguir os passos de Shepard vários anos depois e se transformar em piloto de testes. Além de lembrar a efeméride, ele pediu que se continue com "o mesmo espírito de inovação que nos primeiros dias dos voos espaciais".

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Chuva de meteoros do cometa Halley poderá ser vista nesta noite

A chuva de meteoros é provocada pelos detritos do cometa Halley. Foto: Nasa/Divulgação

A chuva de meteoros é provocada pelos detritos do cometa Halley

O cometa Halley, que passou pela Terra em 1986, só poderá ser visto em sua totalidade daqui há 51 anos, mas a partir da noite desta quinta-feira os moradores do Hemisfério Sul terão uma visão privilegiada de detritos do cometa. Segundo a agência espacial americana (Nasa), poderão ser visualizados até 60 meteoros por hora.

De acordo com o astrônomo Luís Guilherme Haun, da Fundação Planetário do Rio de Janeiro, a previsão da Nasa é para condições ideais, ou seja, longe das cidades, em locais com pouca luminosidade. "Nas cidades, as pessoas poderão ver até 20 detritos por hora", afirma o especialista.

Haun aponta que o fenômeno poderá ser visto a olho nu em todo o Brasil e que o melhor horário é em torno das 2h da madrugada de sexta-feira. "Para observar, a pessoa deve olhar na direção do nascer do Sol, na Constelação de Aquário, mas nada impede que ele se veja os meteoros mais alto no céu".

O especialista explica que as chuvas de meteoros têm um período para ocorrer, se repetindo todos os anos. "A Terra atravessa esta nuvem de partículas de abril até meados de maio, mas o máximo de objetos poderá ser observado nesta madrugada e na próxima", afirma.

A visão privilegiada no Hemisfério Sul se deve ao ângulo de inclinação da Terra. "Muitas pessoas nunca viram este cometa famoso (Halley). Essa é uma oportunidade para observar partes deles deixando um rastro ardente no céu", disse o astrônomo da Nasa, Bill Cooke.