terça-feira, 30 de agosto de 2011

Nasa teme perder estação espacial em caso de evacuação

A agência espacial americana (Nasa) teme que o adiamento indefinido do lançamento da nave tripulada russa Soyuz leve a uma evacação sem precedentes da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), com o consequente risco de perdê-la. "Há um risco maior de perdermos a ISS se não ficar um astronauta a bordo e o aumento desse risco não é insignificante", disse Mike Suffredini, diretor do programa da ISS na Nasa.

"Vamos fazer o que for mais seguro para a tripulação e a estação, que representa um enorme investimento para nossos respectivos governos", disse na segunda-feira, durante coletiva por telefone, após o anúncio da agência estatal russa.

A Rússia adiou o lançamento do próximo voo para a estação orbital, previsto para 22 de setembro até, no mínimo, o final de outubro, depois do fracasso do lançamento da nave de carga Progress rumo à ISS. O cargueiro russo Progress M12-M, que levava várias toneladas de equipamentos e alimentos destinados à ISS, caiu na quarta-feira passada, 325 segundos depois de decolar do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão.

O foguete Soyuz-FG, que devia transportar os cosmonautas ao espaço, possui o mesmo motor do foguete Soyuz-U, que não conseguiu por o Progress em órbita.

A Estação Espacial Internacional
Este complexo orbital, cuja construção começou em 1998 e terminou em 2010, representa um investimento de 100 milhões de dólares, grande parte assumida pelos Estados Unidos. Segundo funcionários da Nasa, a estação pode funcionar sem tripulantes.

"Se os sistemas essenciais não falharem, pode-se controlar a ISS da Terra e mantê-la em órbita indefinidamente", disse Suffredini, embora tenha esclarecido que não é desejável "durante um período prolongado".

A evacuação já foi prevista em uma ocasião: após o acidente com o ônibus espacial Columbia, em 1º de fevereiro de 2003, quando se determinava a causa da catástrofe que matou seus sete tripulantes. Contudo, a Nasa, consciente de que isto representaria um risco maior de perdê-la, decidiu manter três astronautas a bordo a todo momento, disse Suffredini.

A tripulação da ISS, chamada "Expedição", é composta normalmente por seis membros e é renovada a cada seis meses. Atualmente, há três russos, dois americanos e um japonês.

Evacuação
Uma evacuação temporária prolongada poderia afetar vários experimentos científicos na estação orbital que exigem a presença dos astronautas, disse Suffredini. No entanto, outros, como o "Espectrômetro Magnético Alfa", um detector de partículas de antimatéria e matéria escura invisível, continuariam funcionando controlados à distância, reconheceu.

Por enquanto, a Nasa mostra-se otimista sobre as possibilidades de que os russos identifiquem as causas da falha e prevejam o novo lançamento de uma nave espacial Soyuz com três tripulantes justo a tempo de evitar a evacuação da ISS. A data limite para o retorno de uma nave Soyuz às estepes do Cazaquistão seria em meados de novembro.

Por outro lado, a Nasa e a agência espacial russa, Roskosmos, não desejam correr o risco de manter os astronautas a bordo da estação além dos seis meses regulamentares, devido aos riscos inerentes da exposição prolongada à radiação espacial. Além disso, as duas Soyuz de três lugares cada não podem permanecer acopladas ao complexo espacial mais de 200 dias, porque depois deste tempo, o peróxido de hidrogênio - o combustível de seus motores orbitais - começa a se deteriorar.

O abastecimento da ISS não é um problema, assegurou Suffredini, uma vez que há provisões e insumos suficientes para durar um ano.

AFP
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Argentina propõe ao Brasil criação de agência espacial sul-americana

ministro da Defesa, Celso Amorim, recebeu de seu colega argentino, Arturo Puricelli, nesta terça-feira, a proposta para a criação de uma agência espacial sul-americana. O argentino pediu às autoridades e empresas dos dois países a criação de uma estratégia que permita à região desenvolver o setor espacial. A proposta foi feita durante participação no seminário "A Indústria de Defesa como indutor da Transformação da Defesa Nacional".

"Nossas comunicações estão dependentes da prestação de serviços que são dados por satélites de países de outras regiões e por isso devemos somar esforços para chegar ao espaço com uma agência espacial sul-americana", justificou o ministro argentino.

Puricelli destacou para tal propósito os "espaços existentes e a capacidade brasileira", além das "potencialidades" da Argentina nesse campo, que, segundo ele, "podem ser muito bem aproveitadas". "O que nos impede de ter um lançador de satélites sul-americano? O desafio dos ministros é criar uma agenda espacial sul-americana e ter satélites próprios em 2025", considerou.

Em 2025, lembrou o ministro, os países que não disponham de radares para seu espaço aéreo civil terão que comprar o serviço de outras nações que desenvolvam esse tipo de tecnologia. No entanto, Puricelli disse àAgência Efe que a proposta ainda é "uma ideia para ser bem trabalhada antes de ser concretizada".

Sobre a proposta de seu colega argentino, Amorim afirmou à Efe que o Brasil considera a iniciativa "positiva e adequada", pois "contribui para a confiança" entre os países sul-americanos e para transformá-los em uma "comunidade de segurança". Em seu discurso, Puricelli argumentou que a América do Sul tem "muitas coisas para defender" e ressaltou a produção alimentícia conjunta entre Argentina e Brasil, "que é a maior do mundo", além de riquezas naturais como os reservatórios de água do Aquífero Guarani, os recursos energéticos e a Amazônia.

Os dois ministros, após participar do seminário que reunirá até amanhã aos altos comandantes militares e representantes da indústria bélica brasileira, tiveram uma reunião de trabalho. O encontro foi o primeiro de caráter internacional desde que Amorim assumiu a pasta da Defesa no dia 8 de agosto.

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Cientistas afirmam que estão mais próximos de encontrar vida em Marte

O homem está mais perto de descobrir se existiu ou se ainda existe vida em Marte graças à uma nova geração de instrumentos de alta tecnologia, informou nesta terça-feira um painel de especialistas na reunião anual da Sociedade de Química dos Estados Unidos, realizado em Denver.

"Se há (ou houve) vida lá fora, as ferramentas de alta tecnologia especializadas em química a encontrarão", afirmou Jeffrey Bada, da Universidade da Califórnia, em San Diego, organizador de um simpósio de dois dias dedicado ao planeta vermelho. "Temos os instrumentos agora ou estão no processo de desenvolvimento e redefinição. O desafio é montá-los nas próximas naves espaciais, sabendo que tipo de elementos estudar e onde olhar exatamente", declarou.

O especialista é um firme defensor de atrasar as missões tripuladas a Marte até que as missões robóticas já enviadas consigam informação suficiente para que os astronautas possam aterrissar na área menos inóspita. Neste sentido, Bada expressou sua preocupação com os cortes de orçamento na Nasa (agência especial americana) nos últimos anos, que podem pôr em perigo as missões não tripuladas e as pesquisas necessárias.

Missões da Nasa
A Nasa definiu 2030 como data preliminar para enviar a primeira missão tripulada a Marte, no entanto é apenas uma declaração de intenções do presidente Barack Obama, uma vez que não há um plano sobre a mesa. A próxima missão não tripulada da Nasa a Marte será a sonda Curiosity, que partirá em agosto de 2012 rumo a Gale, uma cratera de 154 km de diâmetro em cujo interior se eleva uma grande montanha, ao pé da qual o robô pousará na busca de vida.

A Nasa, junto com a Agência Espacial Europeia (ESA), prevê também lançar em 2016 a missão Exomars, que levará cinco instrumentos para estudar os gases da atmosfera marciana, na busca por evidências biológicas ou geológicas de vida. Os instrumentos dessa missão atmosférica têm uma sensibilidade mil vezes maior que qualquer outro instrumento que tenha viajado para Marte ou faça parte de uma missão marciana, considerou o professor Mark Allen, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa.

Segundo Bada, um desses instrumentos pode detectar partículas orgânicas de nitrogênio, um componente essencial para a vida na Terra. Se há mesmo vida em Marte, os cientistas estão convencidos de que um de seus componentes será nitrogênio.

O pesquisador explicou que também buscarão sinais de vida debaixo da superfície marciana, já que os raios cósmicos e os ultravioleta aos quais esteve submetido podem ter destruído a matéria orgânica, motivo pelo qual talvez os possíveis rastros de vida poderiam estar ocultos no interior do planeta.

Por enquanto sobre o planeta vermelho opera o robô explorador Opportunity, que chegou no início do mês à cratera Endeavour após uma viagem de quase três anos e os cientistas esperam que novas informações facilitem outras descobertas.

EFE
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Cientistas registram 1ª imagem de um elétron orbitando uma molécula

Foto revolucionária foi possível graças a microscópio atômico e deve facilitar estudos na área. Foto: TecMundo/Reprodução

Foto revolucionária foi possível graças a microscópio atômico e deve facilitar estudos na área
Foto: TecMundo/Reprodução

A movimentação dos elétrons sempre foi um assunto complicado de ser debatido e, principalmente, registrado em imagem. Dessa vez, entretanto, cientistas da IBM Research Zurich e da University of Liverpool finalmente conseguiram: eles foram os primeiros a capturar a trajetória que um elétron realiza em torno de um núcleo.

A substância que você vê nas fotos a, b e c é o pentaceno, um hidrocarboneto composto por cinco átomos de carbono e rodeado por vários átomos de hidrogênio. As partes escurecidas da imagem, que parecem dividir a molécula em várias partes, consistem no caminho percorrido pelo elétron, no que é chamado de órbita.

A imagem nomeada como HOMO simboliza o caminho mais provável feito pelo elétron, enquanto LUMO mostra a trajetória que ele deve percorrer com menor frequência. Já d, e e f mostram como os cientistas acreditavam que as imagens seriam. Pela semelhança entre as duas, é possível constatar que a descoberta é verdadeira.

Segundo a Science Mag, o registro só foi possível graças a um microscópio de força atômica (AFM, na sigla original), que é capaz de retratar imagens muito menores do que os aparelhos tradicionais - a própria agulha do instrumento necessita de outro microscópio para ser visualizada.

A tarefa é ainda mais difícil quando lembramos que o comportamento de um elétron é diferente de uma partícula comum: determinar sua posição em um orbital exige cálculos baseados apenas em probabilidades.

TecMundo
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Nasa quer enviar cozinheiros e agricultores em missão a Marte

Entre a tripulação a ser enviada a Marte na primeira viagem ao planeta vermelho - missão planejada pela Nasa para depois de 2030 - deverão estar chefs de cozinha e especialistas em horticultura. A alimentação é uma das maiores preocupações dos desafios de enviar homens a Marte, e uma das soluções possíveis é que os tripulantes tenha sua própria horta espacial. As informações são do jornal britânico Daily Mail.

Além de cultivar a própria comida, a agência espacial americana espera que os astronautas possam contar com pratos variados e saborosos que levantem a moral e não deixem a equipe se entediar. De acordo com Maya Cooper, do laboratório de alimentos da Nasa, uma missão de cinco anos a Marte exigiria quase 3 toneladas de comida por pessoa.

De acordo com a especialista, levar esta quantidade de comida ao espaço é impossível. "Precisamos de novas abordagens. Agora mesmo, estamos considerando a possibilidade de implementar um sistema bio-regenerativo que envolveria cultivar vegetais no espaço e talvez enviar cargas de alimento à Marte", disse Maya.

Estas ideias envolveriam muita mais complicações que os atuais sistemas de alimentação utilizados na Estação Espacial Internacional. Sistemas bio-regenerativos são formados por plantas que servem tanto para alimentação como para filtrar o ar da nave. Entre aos vegetais que poderiam enfrentar a viagem estão alface, espinafre, cenoura, tomate e morango.

Os cientistas ainda avaliam a possibilidade de enviar, antes da nave tripulada, uma nave carregada apenas com comida, que fique esperando a chegada dos astronautas.

Terra

Rússia retoma programa de lançamento dos foguetes espaciais

A Roscosmos, a agência espacial russa, anunciou nesta terça-feira a retomada do programa de lançamentos dos foguetes portadores Protón e dos blocos aceleradores Briz-M, que haviam sido suspensos após a fracassada projeção do satélite de telecomunicações Express-AM4, em 18 de agosto.

A comissão de especialistas que averiguou as causas da falha concluiu que os técnicos se equivocaram com os parâmetros de programação do bloco acelerador, "o que levou a uma orientação incorreta do Briz-M e, como consequência, ao lançamento do satélite em uma órbita errônea", explicou a Roscosmos. A comissão certificou que os outros sistemas do Briz-M responderam corretamente.

O bloco acelerador é a última etapa de um foguete portador - no geral, a quarta - e se encarrega de levar satélites desde a chamada órbita de apoio até sua localização prevista ou de impulsionar aparelhos espaciais fora do campo gravitacional da Terra.

Com uma massa de 5.775 kg e dotado de 57 "transponders" (dispositivos de telecomunicações) de diferentes bandas, o Express-AM4 devia assegurar a cobertura de telecomunicações do território russo e da Comunidade dos Estados Independentes, que agrupa 11 antigas repúblicas soviéticas.

EFE
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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

ISS pode ficar sem tripulantes em novembro, diz autoridade russa

A Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) poderia ficar sem tripulação em novembro, após a queda na semana passada de um cargueiro russo não-tripulado causada por uma falha em seu foguete propulsor, informou nesta segunda-feira um porta-voz da Nasa (agência especial americana).

O problema é que as naves tripuladas Soyuz, usadas na substituição dos astronautas, usam foguetes similares, por isso, se o problema não for resolvido antes de novembro, os seis residentes retornarão nas duas Soyuz que estão acopladas como "salva-vidas" na ISS sem que tenham chegado seus substitutos.

"Vamos fazer o que for mais seguro para a tripulação e para a estação espacial", que poderia ser operada temporariamente da terra, afirmou em entrevista coletiva o diretor do programa da ISS da Nasa, Mike Suffredini.

O acidente com o cargueiro causou a reestruturação do calendário espacial russo. A previsão era que, no próximo dia 8 de setembro, voltassem à Terra três dos seis tripulantes atuais da estação espacial e os outros três no dia 16 de novembro. No entanto, a volta foi adiada para 19 de setembro (a única oportunidade de aterrissar com luz do dia nas estepes do Cazaquistão em setembro).

Caso não seja possível, a oportunidade seguinte seria no dia 27 de outubro, dez dias depois dos seis meses estabelecidos de vida orbital da Soyuz. Entre as datas, no dia 22 de setembro, estava previsto o lançamento de outra nave russa com os três tripulantes de substituição do primeiro grupo, mas a operação foi adiada em várias semanas.

Suffredini explicou que as autoridades russas querem garantir que não há um problema similar nos foguetes das Soyuz e ressaltou que, se a falha não for resolvida antes de 16 de novembro, não será possível viajar com segurança à ISS e o complexo espacial ficará temporariamente vazio.

Outro dos problemas destacados por Suffredini é que as Soyuz foram desenvolvidas para permanecer, no máximo, seis meses acopladas à estação, por isso a viagem de retorno não poderia ser adiada por mais tempo.

O acidente
O cargueiro russo Progress M-12M caiu poucos minutos após seu lançamento com cerca de três toneladas de carga (alimentos, água, oxigênio, combustível e equipamentos científicos) para a ISS. Se a agência especial russa resolver o problema do foguete, a Nasa pretende lançar a próxima Progress com nova carga em meados de outubro. Esta missão serviria para garantir que os foguetes estão preparados e poderiam mandar uma Soyuz com nova tripulação de substituição antes do dia 16 de novembro.

O acidente trouxe à tona o debate sobre a conveniência do fim do programa de naves especiais americanas, uma vez que a Nasa não tinha um ônibus espacial preparado para sua substituição e depende dos russos para chegar à ISS. A Estação Espacial Internacional é um projeto de US$ 100 bilhões do qual participam 16 países e esta seria a primeira vez que ficaria sem tripulantes desde que chegou a primeira tripulação em novembro de 2000.

EFE
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