quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Agência Espacial Brasileira assina acordo de cooperação com Nasa

A Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) assinaram nesta quinta-feira uma série de acordos de cooperação científica para estudos sobre o clima e a camada de ozônio.

A parceria é decorrente da visita do diretor da Nasa, o astronauta Charles Bolden, ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), sediado em São José dos Campos (SP).

Com os acordos, o Brasil terá acesso aos dados do programa entre Japão e Estados Unidos sobre chuvas, denominado Medidas Globais de Precipitação, que pretende lançar em 2012 um grupo de satélites para o monitoramento das chuvas no planeta.

O Brasil, em contrapartida, fornecerá os dados sobre chuvas obtidos na Amazônia e participará da manutenção dos satélites.

Um dos acordos assinados nesta quinta-feira busca a cooperação conjunta para o desenvolvimento de um satélite de alta resolução para medir o impacto da ação humana nos ecossistemas, com uma contribuição de US$ 100 milhões do Brasil e outros US$ 150 milhões da Nasa.

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Estudo: asteroide é "testemunha" da formação dos planetas

O asteróide Lutetia, que a sonda europeia Rosetta sobrevoou no dia 10 de julho de 2010, é um denso resíduo dos planetesimais, grandes blocos rochosos que vieram a formar os planetas do Sistema Solar, segundo estudos publicados nesta quinta-feira.

"Temos claramente, quase que pela primeira vez, uma testemunha da fase de formação dos planetas e este é o primeiro objeto desse tipo que vemos", explicou Stéphane Erard, astrônomo do Observatório de Paris, integrante de uma equipe internacional que analisou as observações efetuadas graças à Rosetta.

A sonda conseguiu captar mais de 400 imagens, mostrando várias crateras na superfície do asteróide descoberto em 1852 e batizado segundo o nome latino de Paris. Situado a 450 milhões de km da Terra, o Lutetia é um objeto antigo, "vestígio dos planetesimais primordiais" que formaram, alguns há mais de 4 bilhões de anos, todos os planetas do Sistema Solar, segundo conclusões publicadas na revista científica americana Science.

As imagens revelam um objeto de cerca de 120 km de comprimento por 100 Km de largura, de geologia complexa e de uma densidade muito elevada para um asteróide.

"A partir deste tamanho são realmente objetos originais que permaneceram mais ou menos no estado em que estavam no momento em que se formaram os planetas", ressalta Stéphane Erard. "Acreditamos que este não seja um fragmento de colisões mais ou menos antigas, como a grande parte dos pequenos objetos do cinturão principal de asteróides. É, pelo contrário, provavelmente um dos restos da população primitiva do que chamamos de planetesimais", acrescenta.

Durante as colisões, esses planetesimais se combinam uns com os outros e acabam gerando objetos maiores, embriões dos planetas. O Lutetia tem uma densidade de 3,4 g/cm³, uma das mais elevadas para asteróides, e uma temperatura máxima de -28°C em sua superfície.

"Este é um objeto completamente seco. Não há traço de hidratação na superfície, o que quer dizer que, provavelmente, ele foi aquecido em algum momento", aponta Erard, responsável francês pelo espectrômetro da sonda Rosetta.

O Lutetia mantém as marcas de uma longa história de colisões: o bombardeio por asteróides menores criou diversas crateras de várias dezenas de quilômetros. Em algumas regiões jovens e lisas, como no pólo norte, cobertas de uma espessa camada de rególito, camada de poeira produzida pelo impacto dos meteoritos, grandes deslizamentos de terra deixaram traços visíveis.

A sonda Rosetta passou no ano passado a 3.142 km da superfície de Lutetia, que está posicionada no cinturão principal de asteróides entre as órbitas de Marte e de Júpiter. Lançada em 2004, a Rosetta tem um encontro em 2014 com o cometa 67/P Churyumov-Gerasimenk.

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Cientistas dizem ter provado que ETs são produto da imaginação

Pesquisadores americanos conduziram os primeiros experimentos que, segundo eles, conseguiram provar que os chamados encontros imediatos com óvnis e extraterrestres são produtos da mente humana. O estudo, não refuta a existência de vida em outros planetas, apenas levanta uma dúvida convincente sobre as abduções relatadas pelas pessoas.

Através de uma pesquisa do Out-Of-Body Experience Research Center, localizado em Los Angeles, Estados Unidos, 20 voluntários foram instruídos a realizar uma série de processos mentais antes de dormir, entre esses processos, os cientistas os orientaram a usar a técnica do sonho lúcido (técnica que permite que o sonhador controle e interaja livremente com seus conteúdos oníricos). A partir daí, os estimularam a entrar em contato com "alienígenas" - tudo isso para que eles acreditassem que poderiam de fato ter experiências diretas com seres originados de um planeta além do nosso.

De acordo com o pesquisador Michael Raduga, o resultado foi esclarecedor: mais da metade dos voluntários se disseram capazes de fazer contato com óvnis ou extraterrestres durante seus sonhos. O problema é que muitos acreditam na factualidade de sonhos desse tipo e passam a afirmar que viram ou foram abduzidos por organismo extraterreno.

Raduga projetou o experimento para testar sua teoria de que muitos relatos de encontros alienígenas são realmente produtos mentais de pessoas que vivem em um estado próximo da alienação, estado de distanciamento da realidade.

Para ele e para seu grupo de trabalho, as experiências compravam que os comuns relatos de encontros entre humanos e seres de outros planetas são apenas um produto da nossa imaginação - como muitos já supunham previamente. "Quando as pessoas experimentam abduções alienígenas durante a noite, eles normalmente não sabem que estão no sono REM, e confundem produtos da imaginação com a realidade", disse Raduga.

Segundo o site Life's Little Mysteries, é estimado que 1 milhão de americanos têm experiências como essas a cada ano. Não se sabe ao certo quantos relatos semelhantes são registrados ao redor do mundo durante o mesmo período.

Raduga diz: "Acontecimentos dessa natureza podem parecer realistas e muitas pessoas não conseguem entender como isso acontece. Nosso estudo mostra que tais ocorrências nada tem a ver com alienígenas, mas sim com as impressionantes habilidades mentais humanas."

Um dos voluntários da pesquisa de Radunga, o qual, assim como os outros, foi estimulado a sonhar que era possível contatar alienígenas, identificado como Alexander N., disse que durante os experimentos encontrou três aliens que se materializaram diante de seus olhos. "Eles pareciam mais como criaturas do filme The Thing, de John Carpenter (em português, O Enigma de Outro Mundo, filme de 1982). "Eles não queriam fazer contato comigo coisa nenhum, queriam me assustar. Acabei ficando assustado e acordei", disse.

Raduga planeja publicar os resultados de suas recentes experiências e realizar mais estudos sobre a capacidade dos humanos em fabricar e acreditar que encontros com alienígenas são reais.

Geek

Diretor da Nasa visita Brasil e assina acordo de pesquisa climática

O diretor da Nasa, o astronauta Charles Bolden, visita nesta quinta-feira o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP). O diretor da agência espacial americana veio assinar um acordo de cooperação sobre o programa GPM (Medidas Globais de Precipitação), uma iniciativa para o estudo em escala global das chuvas a partir de dados obtidos por satélites.

O acordo abrirá várias possibilidades para a participação brasileira no programa GPM, que deverá produzir dados relevantes para a previsão e o monitoramento de mudanças climatológicas e meteorológicas. Entre elas, atividades que vão desde a realização conjunta de pesquisas e estudos, validação e calibração de dados do programa, até a realização de missão de satélite para compor a constelação GPM.

Além do acordo sobre o GPM, será assinado outro termo de cooperação, sobre Ozônio, visando o estudo da concentração de vários componentes da atmosfera e compreensão da camada de ozônio da Terra. Ambos os acordos serão ratificados pela Nasa e Agência Espacial Brasileira (AEB).

Também será abordada a proposta do Inpe para o desenvolvimento em cooperação com o JPL (Jet Propulsion Lab), da NASA, de um satélite inovador de alta resolução espectral para estudo das propriedades biogeoquímicas da cobertura do solo, algo essencial na avaliação do impacto nos ecossistemas da ação do homem, das queimadas e dos desmatamentos. A pauta da reunião inclui, ainda, possíveis parcerias nas áreas de clima espacial, rastreio de satélites e testes ambientais de equipamentos espaciais.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Estudo diz que planeta-anão é 'gêmeo' de Plutão

ientistas anunciaram nesta quarta-feira que um planeta-anão, localizado nas profundezas do espaço, e que provocou uma das maiores controvérsias da astronomia moderna, parece ser um "gêmeo" mais frio de Plutão. O grupo internacional de astrônomos descobriu ainda que o tamanho do planeta-anão Eris é menor do que se pensava, com dimensões inferiores a de Plutão, na pesquisa publicada pela revista Nature.

Astronomia de A a Z: saiba a diferença entre planeta-anão e planeta

Atmosfera
A superfície de Eris é anormalmente brilhante, o que sugere que tem uma cobertura gelada, que de alguma forma é refrigerada. Se fosse permanentemente assim, a superfície seria escurecida por raios cósmicos e impactos de micrometeoritos ao longo do tempo.

A teoria é a de que Eris tem uma atmosfera rica em metano que, nas profundezas do espaço, congela até a superfície, mas de tempos em tempos revive e depois volta a se congelar.

Quando o planeta-anão alcança a parte mais próxima de sua órbita elíptica em torno do sol - "meras" 30 unidades astronômicas (UAs) ou 30 vezes a distância entre a Terra e o Sol - sua superfície congelada se aquece o suficiente para ficar gasosa e criar uma atmosfera tênue, porém temporária.

Segundo este cenário, quando volta a se afastar do Sol, a atmosfera novamente congela, "aderindo" à superfície. "Neste caso, Eris seria um gêmeo adormecido de Plutão, com uma superfície gelada e brilhante, criada por uma atmosfera em colapso", sugeriu o estudo, chefiado por Bruno Sicardy, da Universidade Pierre e Marie Curie e do Observatório de Paris.

Eris tem um satélite, Disnomia, nome da filha da deusa, que em grego significa desordem. Mãe e filha levam meio milênio - precisamente 557 anos - para dar a volta ao Sol. Plutão e suas luas completam a jornada em 248 anos.

Tamanho
José Luis Ortiz, do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC, na sigla em espanhol), um dos centros espanhóis que participaram da pesquisa, detalhou nesta quarta-feira que os novos dados surpreendem ao reduzir o raio estimado de Eris em cerca de 1,163 mil km.

Este número está muito abaixo dos cálculos anteriores que o situavam entre 1,2 mil e 1,4 mil quilômetros e que o transformaram no maior objeto do Cinturão de Kuiper, uma região transnetuniana povoada por corpos rochosos e gelados.

Agora parece que Plutão, com um raio de entre 1,15 mil e 1,2 mil quilômetros, poderia recuperar o posto como o maior objeto desta região, segundo o CSIC. "No entanto, isto é difícil de precisar, já que Plutão tem uma atmosfera que interfere nas medidas do diâmetro", especificou Ortiz.

Eris X Plutão
Eris foi descoberto em 2005 e os primeiros cálculos diziam que seu tamanho superava o de Plutão, o que contribuiu para que a União Astronômica Internacional deixasse de considerar este último como planeta.

Embora de início tenha se falado de um décimo planeta, finalmente se redefiniu o conceito que não incluía nem Eris nem Plutão, já que a União Astronômica decidiu que ambos passariam a integrar uma nova categoria de objetos, os planetas anões, reduzindo o número de planetas do sistema solar para oito.

O estudo também determina que o albedo de Eris (a fração de luz refletida em relação da que incide) é pelo menos de 90%, o que o transforma em um dos objetos mais brilhantes do Sistema Solar, já que apenas algumas luas de Saturno refletem uma porcentagem maior.

Sua massa e densidade, maiores que as de Plutão, sugerem que se trata de um corpo pouco rochoso e coberto por uma camada de gelo. Os resultados essenciais do trabalho foram obtidos a partir de dois telescópios no observatório de San Pedro de Atacama e La Silla, ambos no Chile.

Atualmente existem poucos planetas-anões aceitos como tais - Ceres, Eris, Plutão, Makemake e Haumea -, mas vários deles ainda estão sendo classificados. Além disso, a previsão é que, no futuro, sejam descobertos outros, chegando talvez a centenas, segundo Ortiz.

Com informações da EFE e da AFP.

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Nasa: cometa 'apocalíptico' se fragmentou e está insignificante

As últimas observações do cometa Elenin feitas pena Nasa - a agência espacial americana - indicam que a pedra de gelo se fragmentou em pedaços menores que são ainda menos significantes, anunciou a agência na terça-feira. A nuvem formada pelos restos do Elenin continuará o caminho original previsto através do Sistema Solar. Após isso, levará 12 mil anos para que vejamos novamente o cometa - ou o que sobrou dele.

Saiba a diferença entre cometa e asteroide

O cometa foi descoberto em dezembro pelo astrônomo russo Leonid Elenin, da cidade de Lyubertsy. Desde então, Elenin (também conhecido pelo nome astronômico C/2010 X1) ficou conhecido na internet devido a especulações que diziam que a pedra de gelo seria responsável por desastres no nosso planeta - até terremotos - por causa do efeito gravitacional que ele exerceria. Os principais boatos foram refutados pela Nasa (leia maisaqui).

O cometa passou "próximo" à Terra em 16 de outubro e não fez nenhum estrago. "Elenin fez o que os novos cometas que passam próximos ao Sol fazem em 2% das vezes: ele quebrou", diz Don Yeomans, do Programa de Objetos Próximos à Terra, da Nasa. Antes de se fragmentar, o cometa tinha cerca de 2 km de poeira e gelo.

Terra

Nasa retira astronautas de estação submersa por medo a furacão

A Nasa evacuou sua tripulação de uma estação submersa no mar na costa da Flórida (EUA), onde treinavam para uma viagem a um asteroide, devido à aproximação do furacão Rina. "A tripulação submetida à descompressão durante a noite retornará em breve à superfície. O furacão Rina está preocupantemente perto", assinalou a agência em um de seus Twitter.

A equipe da Missão de Operações em Condições Extremas da Nasa (NEEMO) espera a bordo de botes de apoio na superfície. Os astronautas se encontravam na metade de uma missão de 13 dias no Aquarius Underwater Laboratory, o único laboratório submarino de seu tipo no mundo, localizado a 4,5 km do litoral de Largo Key, Flórida.

O treinamento servia para ajudar os astronautas a saber como se sentirão num asteroide de livre gravidade, uma missão que o presidente Barack Obama disse que poderá ser realizada em 2025. O furacão Rina, com ventos de 175 km/h, subirá para a categoria 3 antes de tocar em terra na quinta-feira, perto do balneário de Cancún, México.

AFP
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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Agência espacial alemã confirma local de queda do satélite Rosat

A agência espacial alemã (DLR) divulgou nesta terça-feira, após dois dias da queda do satélite Rosat, que ele entrou na atmosfera terrestre na região do Golfo de Bengala, localizado no nordeste do Oceano índico. Ainda não há conhecimento se todas as partes do satélite chegaram à superfície da Terra.

"Com a reentrada de Rosat, uma das mais bem sucedidas missões espaciais científicas alemãs foi concluída", disse Johann-Dietrich Wörner, Presidente do Conselho Executivo DLR.

Sobre o satélite
A missão Rosat, liderada pelo Instituto Max Planck de Física Extraterrestre, em cooperação com a Nasa, a agência espacial americana, e o DLR, permitiu que ocorresse um avanço no mapeamento extensivo do universo e do estudo de fontes de raios-X no espaço. O satélite alemão, que completa uma volta no planeta a cada 90 minutos, foi lançado em 1990, no Cabo Canaveral, na Flórida, para procurar buracos negros e estrelas de nêutrons.

Depois de oito anos, o equipamento ficou inutilizado. Cientistas não têm certeza do motivo, contudo, acreditam que o objeto pode ter sido infectado com um vírus de informática ou teria tido queimaduras provocadas pela exposição direta ao Sol. Assim, a estrutura ficou em órbita, sem utilidade, por 13 anos.

Terra