quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Nasa descobre pela 1ª vez moléculas de carbono em estado sólido

O telescópio espacial Spitzer, da Nasa, detectou a forma sólida das buckyballs no espaço pela primeira vez. Foto: Nasa/JPL-Caltech/Divulgação

O telescópio espacial Spitzer, da Nasa, detectou a forma sólida das buckyballs no espaço pela primeira vez
Foto: Nasa/JPL-Caltech/Divulgação


Astrônomos da Nasa, a agência espacial americana, descobriram pela primeira vez esferas microscópicas de carbono em estado sólido, encontradas antes somente em forma de gás no espaço. As moléculas sólidas de carbono são chamadas de buckyballs e foram identificadas por meio de dados de do telescópio espacial Spitzer.

Os cientistas acreditam que estas são as maiores moléculas presentes no espaço. Compostas de 60 átomos de carbono arranjados em uma esfera oca, tal como uma bola de futebol, elas foram obtidas pela primeira vez em laboratório há 25 anos.

No espaço, o primeiro reconhecimento se deu por meio do Spitzer em 2010, mas sob forma de gás. O telescópio identificou as moléculas em uma série de diferentes ambientes cósmicos e foi capaz de encontrar as moléculas em quantidades assombrosas - o equivalente em massa a 15 luas da Terra -, na galáxia Pequena Nuvem de Magalhães.

A recente descoberta das buckyballs significa que grandes quantidades destas moléculas devem estar presentes em alguns ambientes estelares para se ligar e formar partículas sólidas. "Esse resultado sugere que as buckyballs são ainda mais difundidas no espaço do que os resultados anteriores mostraram", disse Mike Werner, cientista do projeto Spitzer, da Nasa. "Elas podem ser uma importante forma de carbono, um elemento essencial para a vida por todo o cosmo", afirmou.

As moléculas receberam este nome pela semelhança da criação do arquiteto Buckminster Fuller, que foi o idealizador do domo geodésico - estrutura que possui círculos interligados na superfície de uma esfera parcial.

Terra

Nasa descobre buraco negro com ventos de 32 mi km/h

A cerca de 28 mil anos-luz da Terra, encontra-se um dos buracos negros mais assustadores que os astrônomos da Nasa, a agência espacial americana, já descobriram. Ele está no sistema binário IGR J17091 e gera ventos com velocidades de até 32 milhões km/h.

A descoberta significa que os ventos deste buraco negro são quase 10 vezes mais rápidos do que os de qualquer outro buraco negro já encontrado, alcançando 3% da velocidade da luz.

Ao contrário do que se acredita sobre buracos negros, este do sistema IGR J17091 expele muito mais matéria do que absorve. Os cientistas acreditam que campos magnéticos nos discos do buraco negro sejam os responsáveis pela produção dos ventos.

TecMundo
TecMundo

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Neutrinos mais rápidos que a luz resultaram de experiência falha

-Os resultados da experiência Ópera - que sacudiu o mundo científico no final de setembro ao revelar neutrinos com velocidade superior a da luz - foram provocados por uma má conexão, afirma nesta quarta-feira o site da revistaScience. "Uma má conexão entre um GPS e um computador é, sem dúvida, a origem do erro", garante a revista americana, que cita "fontes ligadas à experiência".

No final de setembro, os especialistas da equipe Ópera anunciaram que neutrinos percorreram os 730 km entre o Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN), em Genebra, e o laboratório subterrâneo de Gran Sasso, na Itália, em velocidade superior a da luz.

A maioria dos especialistas não acreditou que uma partícula elementar da matéria tivesse superado a velocidade da luz, considerada um "limite insuperável" na relatividade geral de Einstein. Segundo a Science, os 60 nanosegundos de vantagem registrados pelos neutrinos sobre a velocidade da luz foram resultado de uma má conexão entre o GPS utilizado para corrigir o momento da chegada e um computador. Novos estudos serão necessários para confirmar a origem do erro, destaca a Science.

AFP
AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

Japoneses querem "elevador espacial" funcionando até 2050

A empreiteira japonesa Obayashi Corp anunciou planos para construir um "elevador espacial" até o ano de 2050. De acordo com informações publicadas no jornal The Japan Times, a cabine seria presa a cabos 20 vezes mais fortes que o aço, poderia transportar 30 pessoas para uma distância de 96 mil quilômetros no espaço e viajaria a até 200 km/h - o que tornaria longa a viagem até a estação a ser construída a 36 mil quilômetros, pois duraria uma semana.

O custo do projeto, que já é discutido há anos, ainda não foi anunciado.

Com informações da AFP e Tecmundo.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5627214-EI238,00-Japoneses+querem+elevador+espacial+funcionando+ate.html#tinfo

Terra

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Cientistas da Nasa descobrem planeta composto por água

O planeta é considerado uma super-Terra e orbita ao redor de uma estrela vermelha anã . Foto: AFP

O planeta é considerado uma "super-Terra" e orbita ao redor de uma estrela vermelha anã
Foto: AFP


Um grupo de astrônomos descobriu a existência de um novo tipo de planeta, composto em sua maior parte de água e com uma leve atmosfera de vapor, indicaram nesta terça-feira o Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian e a Nasa.

Trata-se de um planeta fora de nosso sistema solar denominado "GJ1214b", cujos registros foram observados em 2009 graças ao telescópio espacial Hubble da Nasa, e que, segundo recentes estudos de um grupo de astrônomos, tem "uma enorme fração de sua massa" composta de água.

Em nosso sistema solar existem três tipos de planetas: rochosos e terrestres (Mercúrio, Vênus, a Terra e Marte), gigantes gasosos (Júpiter e Saturno) e gigantes de gelo (Urano e Netuno). Por outro lado, existem planetas variados que orbitam em torno de estrelas distantes, entre os quais há mundos de lava e "Júpiteres" quentes.

"Observações do telescópio espacial Hubble da Nasa acrescentaram este novo tipo de planeta", ressaltaram o Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian e a Nasa em seu comunicado, onde explicam os estudos realizados pelo astrônomo Zachory Berta e por um grupo de colegas.

O "GJ1214b", situado a 40 anos luz da Terra, é considerado uma "super-Terra", com 2,7 vezes o comprimento de nosso planeta e sete vezes sua massa. Ele orbita a cada 38 horas ao redor de uma estrela vermelha anã e possui temperatura estimada de 450 graus Fahrenheit (232 graus Celsius).

Em 2010, um grupo de cientistas liderado por Jacob Bean havia indicado que a atmosfera de "GJ1214b" deveria ser composta em sua maior parte por água, depois de medir sua temperatura. No entanto, suas observações também podem ter sido feitas em razão da presença de uma nuvem que envolve totalmente o planeta.

As medições e observações efetuadas por Berta e por seus colegas quando o "GJ1214b" passava diante de seu sol permitiram comprovar que a luz da estrela era filtrada através da atmosfera do planeta, exibindo um conjunto de gases.

O equipamento do Hubble permitiu distinguir uma atmosfera de vapor e os astrônomos conseguiram calcular depois a densidade do planeta a partir de sua massa e tamanho, comprovando que tem "muito mais água do que a Terra e muito menos rocha".

mar/dm

AFP
AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

John Glenn celebra 50º aniversário dos voos espaciais nos EUA

O ex-astronauta John Glenn celebrou nesta segunda-feira o 50º aniversário do voo que fez dele o primeiro americano a chegar ao espaço, em uma cerimônia cheia de emoção, em que também lamentou a suspensão dos atuais programas espaciais do país.

No dia 20 de fevereiro de 1962, Glenn partiu de Cabo Cañaveral (Flórida, sudeste) na nave espacial Atlas para orbitar três vezes a Terra em 5 horas, uma viagem que o transformou em um herói nacional e restaurou a confiança na capacidade americana para competir com a União Soviética na corrida espacial.

"Sinto como se tivesse acontecido há uma semana, porque tenho revirado tanto isso nos últimos 50 anos que é como se tivesse de mantido fresco", disse Glenn à rede CNN nesta segunda-feira.

"Foi algo tão impressionante na época que ficou escrito indelevelmente em minha memória e posso lembrar aqueles dias muito intensamente". A celebração é realizada em um momento amargo para o herói nacional, já que a nação que primeiro aterrissou na Lua depende agora da Rússia para transportar seus astronautas.

Glenn, que foi senador democrata de 1974 a 1999, criticou o ex-presidente americano George W. Bush por sacrificar as ambições espaciais americanas e cortar o financiamento da Nasa.

"Acho que é muito ruim", disse. "Espero que algumas das iniciativas planejadas agora para recriar nossa própria forma de transporte (espacial) sejam levadas à frente", afirmou na semana passada, referindo-se às iniciativas particulares de voos espaciais, como a iniciativa da companhia SpaceX.

AFP
AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

Elétrons, prótons e nêutrons; entenda a física das partículas

Einstein e os pais da mecânica quântica impulsionam as pesquisas. Foto: Getty Images

Einstein e os pais da mecânica quântica impulsionam as pesquisas
Foto: Getty Images


Estudar física vai muito além de conhecer aquilo que é abstrato ou inerte. A física de partículas, por exemplo, ramo da ciência que estuda partes elementares da matéria e da radiação, além da interação entre elas e suas aplicações, abre um mundo de possibilidades para quem se aventura a pesquisar sobre o assunto. Tudo, afinal, é feito de partículas.

Você Sabia? Veja a evolução da Física de Partículas

Também chamada de física de altas energias, pois muitas partículas elementares só podem ser detectadas a energias elevadas, essa área tem sido explorada por pesquisadores cujo foco está, principalmente, voltado para as partículas subatômicas (elétrons, prótons, nêutrons, fótons, neutrinos, múons e muitas outras), que têm dimensões menores que as dos átomos.

A seguir, o professor Jun Takanashi, físico da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pesquisador do LHC, o Grande Colisor de Hádrons do CERN, explica de maneira didática e simplificada como se deu a evolução do campo das partículas atômicas.

Especial para Terra

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Após 50 anos do voo de Glenn, EUA pagam por viagem ao espaço

Cinquenta anos após John Glenn se tornar o primeiro americano a orbitar a Terra, a Nasa não tem mais a capacidade de mandar astronautas ao espaço, uma situação pela qual Glenn responsabiliza a administração Bush. O voo pioneiro de Glenn, em 20 de fevereiro de 1962, colocou os Estados Unidos em uma corrida espacial acirrada com a União Soviética, que tinha enviado o cosmonauta Yuri Gagarin para a órbita terrestre 10 meses antes.

O fim do programa de ônibus espaciais no ano passado deixou os Estados Unidos dependente de seu ex-inimigo da Guerra Fria para enviar astronautas à Estação Espacial Internacional, de propriedade conjunta, que fica a 385 km acima do planeta.

"Lamento que essa seja a maneira como as coisas se desenvolveram", disse Glenn a uma multidão de funcionários antigos e atuais da Nasa e convidados no Complexo de Visitantes do Centro Espacial Kennedy, na noite de sábado, parte de uma série de comemorações do 50o aniversário de seu voo.

"Gastamos mais de US$ 100 bilhões colocando a estação espacial lá em cima. É muito ruim que a administração anterior tenha tomado a decisão de acabar com os ônibus espaciais, então agora temos que recorrer a outro lugar até mesmo para chegar até a nossa estação", disse Glenn, que foi senador democrata de Ohio entre 1975 a 1999.

Os Estados Unidos acabaram com o programa de ônibus espaciais no ano passado devido aos elevados custos operacionais e para liberar fundos para uma nova geração de naves espaciais que podem voar mais longe da Terra. Mais dinheiro teria sido necessário anos antes para que as novas naves estivessem prontas no momento em que as antigas fossem aposentadas.

Glenn aproveitou suas conexões políticas em um retorno muito aguardado ao espaço em 1998, quando, aos 77 anos, ele voou a bordo do ônibus espacial Discovery como participante de uma pesquisa sobre envelhecimento patrocinado pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA.

Agora aos 90 anos, Glenn, um piloto aposentado, disse que o maior benefício do programa espacial dos EUA é a pesquisa científica e elogiou a decisão de prolongar a vida útil da Estação Espacial Internacional para pelo menos 2020, além do previsto para 2015.

"As pessoas se perguntam 'para que serve a pesquisa?' Acho que cada parte dos progressos realizados pelos seres humanos foi feita porque alguém estava curioso sobre o desconhecido", disse Glenn. "Se há uma coisa que aprendemos através da história de nosso país é que o dinheiro gasto em pesquisa básica traz retornos no futuro, muito além do que foi previsto inicialmente", disse ele.

Mistérios da Medicina
Embora a pesquisa não tenha sido a razão pela qual Glenn e seus sete colegas do Mercury foram lançados em órbita, os cientistas tinham muitas perguntas sobre o funcionamento do corpo humano no ambiente sem gravidade do espaço. "As coisas que estávamos investigando nesses primeiros voos parecem tão primitivas agora, que são quase risíveis", disse Glenn. "Os médicos estavam literalmente preocupados que nossos olhos pudessem mudar de forma e nossa visão mudasse o suficiente para que você não pudesse nem mesmo ver o painel de instrumentos", disse.

Scott Carpenter, que seguiu Glenn em órbita três meses depois, disse que engoliu alimento radioativo para que os médicos pudessem ver se o seu corpo poderia metabolizar os alimentos na ausência de gravidade. "Não tinha sentido, porque você pode comer de cabeça para baixo e processar os alimentos muito bem. Por que não poderíamos fazê-lo da mesma maneira em gravidade zero? Bem, tivemos que provar. Foi-me dado um alimento radioativo em um tubo de creme dental e me disseram para comer na primeira órbita. Era radioativo para que eles pudessem rastrear o seu movimento através do meu corpo", disse Carpenter.

Após Glenn, houve mais duas missões Mercury e três voos Carpenter, pavimentando o caminho para o programa Gemini e, finalmente, o objetivo real do programa espacial humano nascente: o envio de uma tripulação para a Lua.

"Apesar de estarmos atrás da União Soviética, fomos capazes de alcançá-los e fazer exatamente o que (o presidente John F.) Kennedy nos disse para fazer", disse Glenn. "Ao fazê-lo, venceríamos os russos na viagem à Lua."

Velho inimigo, novo amigo
Agora é a Rússia que leva americanos ao espaço a bordo da sua nave espacial Soyuz, um serviço que custa mais de US$ 300 milhões por ano à Nasa. A agência espacial dos EUA também está gastando cerca de US$ 3 bilhões por ano para desenvolver uma cápsula e foguete que podem transportar astronautas para a Lua, asteróides, Marte e outros destinos além da estação espacial. O primeiro vôo teste tripulado está previsto para 2021.

Enquanto isso, na esperança de quebrar o monopólio da Rússia no transporte de tripulação à estação, a Nasa já investiu US$ 365,5 milhões desde 2010 em seis empresas que trabalham para desenvolver táxis espaciais comerciais. A agência quer US$ 830 milhões para o ano que começa para manter o trabalho desenvolvido em duas ou mais empresas.

"Espero que alguns desses esforços para recriar o nosso próprio sistema de transporte avancem e não tenham um monte de problemas, porque até então somos dependentes dos russos para nos levar para o espaço", disse Glenn à Reuters.

"Se alguma coisa acontecer com a Soyuz, se tiver que ser interrompido por qualquer razão especial, não temos nenhuma maneira de entrar no espaço. Acabaria com o nosso programa tripulado até podermos inventar novas maneiras de chegar até lá", disse Glenn.

p>"Há muitas razões por trás de nossa situação atual", acrescentou Carpenter. "Mas a principal delas é o simples fato de que, quando John e eu trabalhamos para este país, os Estados Unidos eram reconhecidos em todo o mundo como uma nação capaz. Mas agora nos tornamos conhecidos em todo o planeta como uma nação que não é mais capaz, e eu lamento isso."

Reuters
Reuters - Reuters Limited - todos os direitos reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.