segunda-feira, 18 de junho de 2012

Astronautas chineses entram pela primeira vez em módulo espacial

Três astronautas chineses, entre eles a primeira mulher chinesa a viajar ao espaço, conseguiram passar nesta segunda-feira com sucesso de sua nave ao módulo-laboratório espacial "Tiangong I", informou a agência oficial "Xinhua".

Horas depois de a nave "Shenzhou IX" se acoplar ao "Tiangong I", os astronautas conseguiram entrar no centro de operações do módulo, onde realizarão experimentos científicos durante oito dias, na missão espacial mais longa da história da China.

As imagens foram transmitidas ao vivo pela rede pública de televisão chinesa, a "CFTV", e mostravam aos primeiros hóspedes do módulo vestidos com trajes azuis e acenando para a câmera com uma bandeira chinesa ao fundo.

"A tripulação se sente muito bem!", declarou o astronauta Liu Wang nas imagens transmitidas pelo Centro de Controle de Aeroespaço de Pequim.

No "Tiangong I" (também chamado "Palácio do Paraíso"), os astronautas desenvolverão experimentos científicos e provas técnicas a fim de transformá-lo em uma estação espacial para o ano 2020, e também será seu local de descanso.

Um dos testes será desenganchar a nave do módulo e tentar um acoplamento manual, já que a anterior foi realizada por computadores.

Os astronautas ficarão, no total, dez dias no espaço, desde o lançamento, no sábado passado, da nave Shenzhou IX através de um foguete modificado.

Essa é a quarta viagem ao espaço de uma nave chinesa tripulada após as realizadas em 2003 e 2005 e um passeio espacial em 2008.

A principal novidade é a presença de uma mulher na equipe de astronautas, Liu Yang, de 33 anos, que já se transformou na primeira chinesa a ir ao espaço, integrando a lista das mais de 50 mulheres, de um total de sete países, que o fizeram até o momento.

A pioneira foi a soviética Valentina Tereshkova, em 1963, apenas dois anos após a histórica missão de Yuri Gagarin, o primeiro homem a viajar ao espaço, em 12 de abril de 1961.

Liu está acompanhada de Jing Haipeng e Liu Wang, também pilotos das forças armadas chinesas.

Segundo dados oficiais, no final de 2011 a China somava 20 foguetes e 25 satélites enviados ao espaço, ficando em segundo lugar em lançamentos, abaixo da Rússia.

EFE
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Com 1ª astronauta chinesa, nave Shenzhou 9 acopla a módulo espacial

Imagem do monitor do Centro de Controle Espacial de Beijing mostra Liu Wang, Liu Yang e Jing Haipeng na Shenzhou 9. Foto: AP

Imagem do monitor do Centro de Controle Espacial de Beijing mostra Liu Wang, Liu Yang e Jing Haipeng na Shenzhou 9
Foto: AP


A nave espacial chinesa Shenzhou 9 acoplou no módulo especial Tiangong-1, 343 km acima da Terra, na madrugada desta segunda-feira, segundo informações do Controle Espacial Chinês. A tripulação, que inclui Liu Yang, a primeira chinesa a viajar ao espaço, deve entrar no módulo experimental dentro de algumas horas.

Além de Liu, outros dois astronautas fazem parte da missão: Jing Haipeng e Liu Wang. O grupo deve trabalhar e dormir na Tiangong-1, que, de acordo com a mídia chinesa, possui bicicletas ergométricas e uma cabine de teleconferências. A TV estatal local divulgou imagens do acontecimento.

Em análise, a Agência Reuters destacou o feito com um importante passo para os projetos chineses de produzir tecnologia suficiente para manter astronautas no espaço por longos períodos.

A corrida espacial chinesa ainda está bastante atrasada em comparação às duas maiores potências da área: Estados Unidos e Rúsia. A Tiangong 1, por exemplo, é apenas um módulo experimental e não pode ser considerada uma estação espacial.

Enquanto americanos não devem testar novas foguetes antes de 2017 e a Rússia divulgou não considerar novos projetos espaciais como prioritários, a China cresce no segmento.

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Terra

domingo, 17 de junho de 2012

Sem solução à vista: número de detritos espaciais não para de crescer

Acredita-se que existam 16.449 objetos em órbita. Foto: Nasa/Divulgação

Acredita-se que existam 16.449 objetos em órbita
Foto: Nasa/Divulgação


Não é apenas no solo que falta espaço. Desde o Sputnik, primeiro satélite artificial, 38.357 objetos já entraram em órbita. O problema é que, dos 16.449 que ainda estão por lá, pouco mais de 1 mil são satélites operantes. E esse lixo espacial, composto por fragmentos e satélites desativados, tende a se multiplicar, devido às colisões entre os detritos e à falta de uma solução das agências espaciais.

O entulho orbital, drama antigo, foi reforçado a partir de 2007. Naquele ano, a China destruiu um antigo satélite meteorológico com um míssil, em um teste bastante criticado. Dois anos mais tarde, um satélite russo e um satélite norte-americano se chocaram, na maior colisão em órbita terrestre. A agência espacial norte-americana (Nasa) estima que 1/3 dos detritos espaciais atualmente em órbita tenham se originado a partir desses impactos.

Um estudo de 2011, Limitando Futuros Riscos de Colisões a Espaçonaves, elaborado pelo Conselho de Pesquisa Nacional dos Estados Unidos e encomendado pela Nasa, infundiu ao tema um teor ainda mais urgente. O levantamento, com dados da Rede de Vigilância Espacial (SSN), detectou incremento considerável na quantidade de objetos espaciais de dezembro de 2006 a julho de 2011, de 9.949 para 16.094. Os detritos analisados pela SSN são aqueles que medem mais do que 10 cm. A Nasa estima que, de fragmentos entre 1 e 10 cm de diâmetro, existam mais de 500 mil. "O número de detritos orbitais atingiu um ponto extremo, em quantidade suficiente para a colisão contínua e a criação de ainda mais detritos, aumentando o risco de falhas em espaçonaves", publicou o estudo.

Esse aumento do número de detritos espaciais não decorreu apenas das colisões entre os objetos. "Nem todos os objetos lançados ao espaço são recuperados ou destruídos após cumprirem suas missões", lamenta o diretor de satélites, aplicações e desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB), Thyrso Villela Neto. "Alguns satélites, por exemplo, são enviados para 'órbitas cemitério' (longe dos satélites ativos). Outros, mesmo desativados, continuam em órbita e demoram muito tempo para chegarem naturalmente (devido ao atrito com a atmosfera) às camadas mais baixas da atmosfera e serem destruídos". A vida útil de cada satélite varia: um a dois anos para os científicos de pequenas dimensões, cinco anos para os de sensoriamento remoto, e até 15 anos para os geoestacionários de comunicação. Depois disso, viram lixo espacial.

Soluções para o lixo espacial
Apesar de reconhecerem o problema, as agências e os institutos de pesquisas espaciais não encontram meio de promover uma limpeza na órbita terrestre. "O aumento de detritos é preocupante, e ainda não há uma solução que seja técnica e economicamente viável", afirma o chefe do Laboratório de Integração e Testes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Petrônio Noronha de Souza.

"Este é hoje um dos desafios a serem enfrentados para garantir a sustentabilidade a longo prazo das atividades espaciais", escreveu José Montserrat Filho, chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB, em artigo publicado pela Associação Brasileira de Direitos Aeronáutico e Espacial em fevereiro deste ano. "As principais órbitas usadas pelos países estão cada vez mais cheias de detritos espaciais, que põem em risco serviços de primeira necessidade prestados a partir do espaço para todos os países do mundo, como telecomunicações, observação dos recursos naturais da Terra, meteorologia, sistemas de localização e navegação (GPS), verificação do cumprimento dos acordos internacionais, redes de alerta, prevenção e mitigação de desastres naturais".

Várias alternativas foram estudadas. Entre elas, estão um veículo não tripulado que capturaria os detritos e os levaria para a "órbita cemitério" e um laser que visaria à diminuição da velocidade do objeto e a consequente queda para a atmosfera terrestre. Os fatores que impedem soluções como essas são o custo alto, a eficácia duvidosa e o risco inerente às operações.

Enquanto não se consegue uma solução definitiva, a ideia é não piorar o cenário atual. "A única medida possível no momento é reduzir a taxa de aumento do número de objetos em órbita, pela via da remoção dos antigos quando da sua reposição", diz Souza. Alternativas como a movimentação do satélite antigo para órbita cemitério, até sua completa remoção de órbita, e o seu posicionamento em órbita baixa, para a sua queda natural, são algumas das opções.

Riscos de colisões
Os riscos da propagação de detritos espaciais concentram-se, basicamente, em duas esferas: a destruição de satélites ativos e a ameaça a operações humanas no espaço. Os satélites e estações internacionais sofrem seguidamente impacto de partículas e objetos menores do que 10 cm, mas, diante de detritos maiores, teriam que ser desviados para evitar a colisão.

No fim de março, um pedaço de um antigo foguete russo levou pânico à Estação Espacial Internacional (ISS). Como o detrito foi detectado com pouco tempo de antecedência, não foi possível mover a estação e desviá-la. Assim, a tripulação teve de se refugiar em cápsulas de fuga de emergência. Segundo a agência espacial russa informou mais tarde, no entanto, o fragmento passou a uma distância de 23 quilômetros da estação. Em junho de 2011, o medo foi maior: um detrito chegou a 335 metros da plataforma.

Os donos do lixo espacial
Atualmente, existem 12.817 detritos maiores do que 10cm em órbita registrados pela SSN. Desse montante, 4.694 foram lançadas pela Rússia. O segundo lugar fica com os EUA, que acumulam 3.759. Em terceiro, a China, com 3.576. É principalmente para esses países que o estudo encomendado pela Nasa pode servir de alerta: "A mitigação (do problema) sozinha já se provou insuficiente, com o atual ambiente da Baixa Órbita Terrestre representando um perigo crescente para espaçonaves e astronautas".

GHX Comunicação
GHX Comunicação

Avião espacial não tripulado aterrissa nos EUA após 469 dias de voo

Um avião espacial não tripulado da Força Aérea americana, batizado de X-37B, aterrissou no sábado na Califórnia, após um bem sucedido voo de teste de 469 dias, de acordo com um comunicado divulgado neste domingo.

O X-37B, um foguete espacial de cinco toneladas e 8,4 metros de comprimento, com asas de 4,57 metros de envergadura, tocou o solo da base aérea de Vandenberg no sábado, segundo a nota. O avião espacial foi lançado em março da base de Cabo Canaveral (Flórida), mas o Exército americano não informou que tipo de equipamento o foguete transportava a bordo nem o objetivo da missão.

"O X-37B oferece uma capacidade única para o desenvolvimento de tecnologias espaciais", explicou no comunicado o tenente-coronel Tom McIntyre, diretor do programa, e para "testar novas tecnologias, sem os mesmos riscos presentes em outros projetos". Em 2010, o X-37B realizou o seu primeiro voo, uma viagem que durou sete meses.

AFP
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sábado, 16 de junho de 2012

China lança com sucesso primeira mulher astronauta ao espaço

O foguete com a nave Shenzhou IX decolou da base de Jiuquan, no deserto de Gobi; no detalhe, Liu Yang. Foto: AP

O foguete com a nave Shenzhou IX decolou da base de Jiuquan, no deserto de Gobi; no detalhe, Liu Yang
Foto: AP


A famosa frase do antigo presidente Mao Tsé-tung ecoa mais uma vez pela China: "As mulheres detêm metade do céu". Hoje, um terço do espaço sideral será de Liu Yang, 33 anos, que divide a Shenzou-9 com outros dois astronautas, Jing Haipeng e Liu Wang. A missão, que partiu neste sábado, às 18h37 (hora local) de Jiuquan, durará uma semana.

A manobra marca a entrada à segunda fase do Projeto 921 - o projeto espacial de Pequim, criado em 1999. Em 2003, o país asiático conseguiu completar a primeira fase do Projeto 921 ao enviar seu primeiro astronauta, Yang Liwei. Em nove anos, o país envia agora uma tripulante feminina, que passou por uma série de testes e teve de cumprir uma lista de exigências (ter um filho de parto normal e bons dentes). Os Estados Unidos demoraram 21 anos para ter a primeira astronauta mulher.

O Projeto 921 chinês quer ir além e tem o aporte financeiro de Pequim até completar sua terceira e última fase, em 2020. O país não só quer se equiparar em conquistas aos americanos e russos, mas quer garantir sua independência com rapidez. O plano envolve a instalação de uma estação espacial independente até 2020 e conquistar a Lua em 2025. A China não faz parte da Estação Espacial Internacional, que integra EUA, Japão, Rússia, Europa e Canadá.

Durante coletiva de imprensa realizada em Jiuquan, noroeste chinês, na sexta-feira, a astronauta, ex-piloto do PLA (People's Liberation Army, o exército do Partido Comunista Chinês), e a oitava mulher a viajar ao espaço, disse ser "grata ao país e às pessoas, e honrada por poder representar milhões de mulheres chinesas no espaço". Liu Yang será responsável por testes médicos em órbita.

O comandante da espaçonave é Jing, o primeiro chinês a caminhar no espaço quando comandou o lançamento da Shenzhou-7, em 2008. A missão fez da China a terceira nação a conquistar, a passos, o espaço, e as ambições espaciais do país seguem como uma importante coluna nos planos de desenvolvimento do país, que busca firmar-se como um polo científico ao contrário da famosa "fábrica mundial".

Os três astronautas fizeram mais de 1,5 mil exercícios para garantir o sucesso na acoplagem ao Tiangong-1, o laboratório em órbita desde o ano passado. Os três são pilotos do PLA e membros do Partido Comunista.

Emergentes lideram exploração espacial para salvar o planeta
Com cortes orçamentários, derivados da crise econômica que amarga desde 2008, os EUA estão ficando para trás na corrida espacial, com países latino americanos, árabes e asiáticos - em especial a China - apostando recursos no desenvolvimento da tecnologia necessária para explorar o universo.

Poucos países aparecem como opções economicamente viáveis para a exploração espacial em troca da salvação do planeta Terra e as grandes apostas são as nações da Eurásia - Rússia, Índia e China. Esta era a mensagem do 60º Congresso Anual da Federação Astronômica Internacional, realizado em 2010 na Coreia do Sul. De volta à Ásia, este ano será a vez de Pequim receber a Assembleia Geral da Federação.

A reunião deverá ser marcada pelas histórias de sucesso da China na causa da exploração espacial, cujos investimentos subiram dez vezes em uma década. Pequim não só está apostando em suas viagens siderais próprias, como está desenvolvendo acordos internacionais para levar outras nações ao espaço em troca dos resultados de pesquisa obtidos. É o caso na Nigéria que, em 2005 assinou um acordo com o país asiático para o lançamento de um satélite de comunicação em 2007.

A ideia é que as economias emergentes, com mais gás financeiro, liderem a corrida espacial e possam instalar mais satélites que auxiliem nas pesquisas climáticas.

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Especial para Terra

China lança nave espacial Shenzhou IX com 1ª astronauta chinesa

O foguete com a nave Shenzhou IX decolou da base de Jiuquan, no deserto de Gobi. Foto: AP

O foguete com a nave Shenzhou IX decolou da base de Jiuquan, no deserto de Gobi
Foto: AP


A China lançou neste sábado a nave tripulada Shenzhou IX, a quarta do programa espacial chinês, com a primeira mulher chinesa astronauta, informou a rede de televisão "CFTV".

A nave decolou às 18h30 locais (7h30 de Brasília) do Centro de Satélites de Jiuquan, no Deserto de Gobi, com condições climáticas consideradas excelentes pelos especialistas. Os técnicos passaram o dia esperando que o vento fosse reduzido dos 10 metros por segundo.

O chefe militar do programa espacial tripulado chinês, Chang Wanquan, anunciou neste sábado que o lançamento da nave Shenzhou IX mediante um foguete modificado foi um sucesso, assim como sua entrada em órbita.

Trata-se da quarta viagem espacial de uma nave tripulada chinesa. As outras três foram em 2003, 2005 e 2008.

Segundo a agência de notícias oficial "Xinhua", a nave espacial chinesa completará dentro de dois dias sua missão de acoplamento com o primeiro módulo-laboratório espacial chinês Tiangong 1, lançado em setembro passado.

Após o acoplamento, os astronautas entrarão no laboratório espacial para desenvolver experimentos científicos e testes técnicos.

O Tiangong-1 foi criado para sustentar o trabalho e vida dos astronautas durante os dez dias que durará sua permanência no espaço, a mais longa de tripulantes chineses.

Liu Yang foi selecionada entre um grupo de mulheres casadas e sem filhos e, junto aos outros dois tripulantes homens, teve de superar diversos testes físicos.

O projeto espacial chinês inclui a substituição do Tiangong-1 por uma estação espacial em 2020, onde uma tripulação possa viver de forma independente durante vários meses.

De acordo com dados oficiais, no final de 2011, a China tinha lançado ao espaço 20 foguetes e 25 satélites, o que a situa no segundo posto em número de lançamentos, atrás somente da Rússia.

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AFP
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sexta-feira, 15 de junho de 2012

'Disco voador' é visto nas ruas dos Estados Unidos

O 'disco voador' era, na verdade, um veículo militar não tripulado. Foto: Reprodução

O 'disco voador' era, na verdade, um veículo militar não tripulado
Foto: Reprodução


Centenas de pessoas em Washington, nos Estados Unidos, ficaram chocadas ao ver, na noite passada, o que parecia ser um disco voador sendo transportado em uma avenida da cidade. O assunto virou um dos principais nas redes sociais da internet, com postagem de fotos que mostrava o objeto sendo carregado por um caminhão por volta das 23h.

Segundo o jornal britânico Daily Mail, o mistério terminou quando a Polícia Estadual de Maryland revelou que a "nave espacial" era, na verdade, um veículo militar não tripulado sendo transportado para a Estação Aeronaval de Patuxent River, no sul de Maryland. O veículo será o primeiro feito especialmente para decolar e aterrissar em um porta-aviões, revelou a estação.

Terra

China confirma que enviará sua primeira mulher ao espaço

A China enviará no sábado ao espaço sua primeira astronauta do sexo feminino, anunciou nesta sexta-feira a agência de notícias Nova China (Xinhua). "Três astronautas, dois homens e uma mulher", Liu Yang, "estarão a bordo da nave Shenzhou IX", anunciou a agência oficial de notícias.

Liu Yang, uma piloto de caça de 33 anos com nervos de aço e experiência em missões especiais. Liu e os dois astronautas homens ocuparão seus postos no foguete que irá decolar da base de Jiuquan, no deserto de Gobi, para uma viagem que tem como objetivo acoplar a nave ao módulo espacial chinês Tiangong-1, atualmente em órbita ao redor da Terra.

Os astronautas escolhidos fazem parte de uma seleta lista divulgada pelas autoridades chinesas. Sobre Liu, a imprensa chinesa apenas mencionou como chamou atenção pelo sangue frio que demonstrou no dia em que seu avião se chocou contra uma nuvem de pombos. Apesar dos pequenos danos sofridos pela nave, a jovem conseguiu contornar a situação e aterrissar sem inconvenientes.

Segundo a imprensa chinesa, Liu nasceu em Zhengzhou, na província de Henan, e entrou para a escola de aviação militar em 1997. Considerada uma aluna exemplar, se destacou também em equipes de voleibol nas escolas por onde passou.

"No caso das astronautas chinesas, é um clássico que comecem como pilotos na força aérea. Todos os astronautas chineses têm essa experiência em comum", explicou à AFP Morris Jones, um especialista australiano em questões espaciais.

A missão Shenzhou ("Nave divina") IX consistirá no acoplamento manual ao módulo Tiangong-1 ("Palácio celeste"). Ela integra o programa com o qual a China pretende passar a ter um módulo espacial permanente de hoje até 2020.

A China será o terceiro país, depois da União Soviética e dos Estados Unidos, a enviar uma mulher ao espaço com tecnologia própria. Pequim efetuou seu primeiro voo espacial tripulado em outubro de 2003, com Yang Liwei.

AFP
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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Nasa treina em base subaquática para viagem a asteroide

Uma equipe da Nasa permanece submersa em uma base subaquática localizada no arquipélago de Florida Keys que recria as condições espaciais, com o objetivo de treinar uma viagem tripulada a um asteroide em 2025.

Segundo um comunicado desta quarta-feira pela Nasa, os integrantes desta equipe já estão há dois dias sob a água e continuarão assim por um total de doze dias. Suas atividades podem ser acompanhadas através do site da Nasa em tempo real, assim como por meio do Twitter.

A Missão de Operações em Ambientes Extremos (Neemo, na sigla em inglês), composta por cientistas, astronautas e engenheiros, ocorre no laboratório submarino Aquarius, o único no mundo com essas características, segundo a Nasa.

O submarino está situado a 18 metros sob o nível do mar em Key Largo, no extremo sul da Flórida, cerca de seis quilômetros do litoral, e por ele já passaram, com esta, 16 equipes de astronautas para treinar em condições similares às espaciais.

"A operação proporciona uma convincente analogia com as explorações espaciais e os membros da tripulação de Neemo experimentam alguns dos mesmos trabalhos e desafios sob a água que teriam no espaço", explica a Nasa em seu site.

Este ano, a expedição simula uma missão a um asteroide, algo previsto para ser feito em 2025, e se concentra em três áreas de estudo: as demoras na comunicação, as técnicas de limitação e translação, e a dimensão ótima da tripulação.

A tripulação tem membros dos Estados Unidos e das agências espaciais da Europa e Japão. A Nasa treinou desde 2001 astronautas nesta base subaquática na Flórida, que oferece condições de isolamento e gravidade excepcionais. Os resultados destas pesquisas no laboratório subaquático têm o objetivo de ajudar a Nasa a preparar a futura missão tripulada a um asteroide.

EFE
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Nasa lança hoje telescópio que permite ver detalhes do universo

O NuSTAR será colocado em órbita por um foguete Pegasus, lançado em pleno voo por um avião Lockeed L-1011. Foto: AFP

O NuSTAR será colocado em órbita por um foguete Pegasus, lançado em pleno voo por um avião Lockeed L-1011
Foto: AFP


A Nasa vai lançar na tarde desta quarta-feira o telescópio NuSTAR (Nuclear Spectorscopic Telescope Array - ou Matriz de Telescópios Eletroscópicos Nucleares) de raios-X, capaz de examinar o universo e os buracos negros com uma resolução nunca antes vista, o que permitirá conhecer melhor a evolução do cosmo.

Raio-X? Radiotelescópio? Entenda os comprimentos de onda e mais

O NuSTAR será colocado em órbita por um foguete Pegasus, lançado em pleno voo por um avião Lockeed L-1011, uma grande aeronave com três turbinas batizado de Stargazer, da Base de Testes Reagan, no atol Kwajalein, nas Ilhas Marshall, Pacífico.

Depois do lançamento, o Stargazer lançará o foguete às 15H30 GMT (12h30 de Brasília). O Pegasus levará o NuStar à órbita terrestre baixa, informou a Nasa.

O NuSTAR será o primeiro telescópio espacial capaz de criar imagens cósmicas a partir de raios-X de alta energia, do mesmo tipo que os utilizados para gerar imagens do esqueleto humano ou para escanear bagagens nos aeroportos, afirmaram os astrofísicos.

O telescópio vai gerar imagens com uma resolução dez vezes maior do que a obtida com os telescópios atuais e será mais de cem vezes mais sensível do que seus antecessores que funcionam na mesma parte do espectro eletromagnético. Ele poderá, assim, captar a alta energia dos raios-X através da poeira e do gás que obstruem a observação das galáxias, os buracos negros e as estrelas de nêutrons situadas no coração da Via Láctea.

O objetivo da missão é trabalhar em concordância com outros telescópios no espaço, como o observatório de raios-X da Nasa Chandra, que estuda os raios-X de baixa energia, ou o XMM-Newton, da Agência Espacial Europeia, informou a Nasa.

Em sua primeira fase de dois anos, a missão NuSTAR mapeará certas regiões do céu para recensear as estrelas mais profundas e distantes, bem como buracos negros de diferentes tamanhos. Para isso, examinará as regiões que rodeiam o centro da Via Láctea.

O novo telescópio também fará observações do universo profundo, além da Via Láctea, permitindo compreender melhor as emissões de partículas das galáxias mais extremas, como a Centaurus A, onde ficam os buracos negros supermaciços.

Com informações da AFP

Terra

Avião solar decola para seu voo mais difícil no Marrocos

Solar Impulse aterrissa em Rabat, em 5 de junho, preparando-se para o voo sobre o deserto. Foto: AFP

Solar Impulse aterrissa em Rabat, em 5 de junho, preparando-se para o voo sobre o deserto
Foto: AFP


O avião suíço Solar Impulse decolou nesta quarta-feira de Rabat às 8h09 locais (4h09 de Brasília) para seu destino final em Ouarzazate (sul), perto de onde o Marrocos pretende construir a maior central solar do mundo. O voo deve ser o mais difícil realizado pelo avião pela natureza árida e quente do clima, assim como pela proximidade com as montanhas de Atlas, de mais de 3 mil m de altura.

Pilotado pelo suíço André Borschberg, cofundador do projeto, o protótipo decolou com nove minutos de atraso para cumprir a parte mais complicada do trajeto. O avião deve chegar pouco depois da meia-noite a Ouarzazate, no sul do Marrocos e perto do deserto.

O Solar Impulse tem a envergadura de um Airbus A340 (63,4 m) e o peso de um carro de passeio (1,6 mil kg). Setenta pessoas e 80 empresas trabalharam durante sete anos para construir o avião de fibra de carbono.

As asas do Solar Impulse estão cobertas por 12 mil células fotovoltaicas, que alimentam quatro motores elétricos de uma potência de 10 cavalos cada. O Solar Impulse é o primeiro avião concebido para voar dia e noite sem combustível ou emissões de poluentes, graças à energia solar.

AFP
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terça-feira, 12 de junho de 2012

Cientistas descobrem que menor lua de Júpiter tem 2 km de diâmetro

Com a descoberta de duas novas luas, o planeta passou a ter 67 satélites orbitando a seu redor. Foto: Nasa/JPL/University of Arizona/Divulgação

Com a descoberta de duas novas luas, o planeta passou a ter 67 satélites orbitando a seu redor
Foto: Nasa/JPL/University of Arizona/Divulgação


Cientistas confirmaram que uma das duas novas luas recentemente descobertas orbitando Júpiter é a menor já encontrada. A pequena lua, chamada de S/2010 J2, tem somente 2 km de diâmetro. Para se ter uma ideia, a lua terrestre tem mais de 3,4 mil km. As informações são do site doHuffington Post.

A S/2010 J2 foi vista pela primeira vez em 2010 junto à outra lua, a S/2010 J1, que tem menos de 3 km de diâmetro. Anunciados recentemente, os satélites elevaram o número de luas orbitando Júpiter para 67.

A maior lua de Júpiter é Ganymede, com diâmetro de 5.262 km. Muitos satélites do planeta têm sua própria órbita, incluindo o Europa, que possui núcleo de ferro, superfície de gelo e atmosfera feita principalmente de oxigênio.

Desde a descoberta, os cientistas da Universidade da Columbia Britânica passaram meses rastreando e mapeando o caminho das luas, para confirmar se elas eram, realmente, o que aparentavam.

Estimar o tamanho de objetos tão pequenos a uma distância tão grande é complicado, então os pesquisadores tiveram que basear-se no brilho dos satélites. Os astrônomos por trás da descoberta afirmam que podem existir dezenas de pequenas luas similares orbitando Júpiter, o maior planeta do nosso sistema solar.

"Na verdade, nós havíamos relatado medições da primeira lua em fevereiro de 2003 para o Centro de Planetas Menores. Mas são necessários muitos meses de observações para provar que o objeto está em órbita de júpiter, e a lua estava muito fraca para dar uma pista concreta em 2003", afirmou Brett Gladman, pesquisador da Universidade da Columbia britânica.

Terra

Físicos: partícula do Big Bang está próxima de ser descoberta

Físicos que investigam a composição do universo anunciaram nesta terça-feira que estão se aproximando do bóson de Higgs, misteriosa partícula que supostamente foi decisiva para transformar os detritos do Big Bang em estrelas, planetas e, finalmente, vida.

Os pesquisadores da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em inglês) estão usando o Grande Colisor de Hádrons, maior acelerador de partículas do mundo, para tentar provar que o misterioso bóson de fato existe.

Vasculhando enormes volumes de dados, os físicos do Cern estão confiantes de estarem chegando mais perto do seu objetivo, segundo cientistas de fora do centro, mas com vínculos a duas equipes que trabalham na instalação suíça. "Eles estão bem animados", disse um desses cientistas à Reuters, pedindo anonimato.

Fortes sinais do bóson estão sendo vistos no mesmo intervalo energético onde se achou no ano passado que a partícula tivesse sido detectada, acrescentaram os cientistas. A partícula é tão efêmera que só pode ser detectada pelos traços que deixa.

O Grande Colisor de Hádrons, estrutura subterrânea sob a fronteira franco-suíça, replica as condições do Big Bang, explosão primordial que teria dado origem ao universo.

O bóson deve seu nome ao britânico Peter Higgs, que fez em 1964 a primeira descrição detalhada dessa que seria a última peça faltante no chamado Modelo Padrão do funcionamento do universo.

Sua descoberta formal, quando referendada pela comunidade científica, quase certamente garantiria o Nobel a Higgs, que tem 83 anos e está aposentado. Pelo menos um físico europeu e um norte-americano também devem ser reconhecidos pelo Nobel. Há expectativa de que um anúncio sobre a descoberta possa ser feito numa importante conferência em meados de julho na Austrália.

Isso depende, no entanto, de uma análise minuciosa de mais de 300 trilhões de colisões de prótons no LHC desde o começo do ano, e o Cern não confirmou se está mesmo perto de encerrar sua busca pelo bóson.

Pelo modelo teórico, o bóson de Higgs e o campo energético a ele associado foram responsáveis por conferir massa à matéria depois do Big Bang, 13,7 bilhões de anos atrás.

Reuters
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