terça-feira, 28 de agosto de 2012

Descoberto 1º sistema multiplanetário ao estilo 'Star Wars'

Representação artística mostra como seria o sistema descoberto. Foto: Nasa/JPL-Caltech/T. Pyle/Divulgação

Representação artística mostra como seria o sistema descoberto
Foto: Nasa/JPL-Caltech/T. Pyle/Divulgação


Pesquisadores de diversas instituições apresentam nesta terça-feira na União Astronômica Internacional a descoberta do primeiro sistema multiplanetário conhecido ao redor de uma estrela binária. Anteriormente, os astrônomos já haviam descoberto quatro sistemas parecidos, mas com apenas um exoplaneta em cada. Além disso, um desses corpos está na "zona habitável", o que anima os cientistas. O artigo que descreve o estudo será publicado naScience.

Saiba o que é exoplaneta, estrela binária e mais

O sistema, que lembra o do planeta Tatooine, da saga Star Wars, foi chamado de Kepler-47 - já que foi descoberto pelo telescópio Kepler. Lá, as duas estrelas giram ao redor uma da outra (em um centro gravitacional comum) a cada 7,5 dias terrestres. Uma delas é similar ao Sol, enquanto a outra é menor, com apenas um terço do tamanho e 175 vezes mais fraca.

O planeta mais próximo delas tem três vezes o diâmetro da Terra e orbita o par a cada 49 dias terrestres. O corpo mais longínquo é um pouco maior que Urano e seu ano dura 303 dias. Este é o que chamou mais a atenção dos cientistas. Essa distância para suas estrelas significa que ele está na chamada "zona habitável", ou seja, que pode ter as condições para sustentar a vida como a conhecemos.

Apesar de certamente ser um gigante gasoso sem vida, esse planeta anima os pesquisadores, já que agora sabemos que corpos com condições para o aparecimento de seres vivos podem existir ao redor de estrelas binárias.

O novo sistema planetário está a "apenas" 5 mil anos-luz da Terra. Apesar disso, a distância é muito grande para que seja visto diretamente - os planetas foram detectados devido à queda no brilho do par de estrelas quando eles transitam em frente a elas. Após o registro do Kepler, o Observatório McDonald, no Texas, mediu o tamanho e massa relativos dos objetos - eles têm massa provável entre oito e 20 vezes maior que a da Terra.

"O que eu achei mais excitante é o potencial para habitabilidade em um sistema circumbinário. Kepler-47c não deve ser capaz de sustentar vida, mas se ele tiver grandes luas, estas podem ser mundos interessantes", diz William Welsh, da Universidade Estadual de San Diego (EUA), um dos autores do estudo, deixando fãs de Star Wars animados com a possibilidade de existir uma Endor por aí.

Terra

Veja em resolução máxima imagem da melhor câmera da Curiosity

Imagem feita com a câmera de 100 mm da Curiosity foi divulgada nesta segunda-feira. O equipamento tem resolução três vezes melhor que a câmera de 34 .... Foto: Nasa/Divulgação

Imagem feita com a câmera de 100 mm da Curiosity foi divulgada nesta segunda-feira. O equipamento tem resolução três vezes melhor que a câmera de 34 mm, mas tem um campo de visão menor
Foto: Nasa/Divulgação


Os críticos da qualidade das fotos da sonda Curiosity em Marte devem estar satisfeitos. A Nasa divulgou na segunda-feira uma imagem em alta resolução da câmera de 100 mm da Mastcam - que tem, segundo a Nasa, uma resolução três vezes melhor que a outra lente (de 34 mm) da Mastcam. A fotografia tem 1463 por 1928 pixels.

Em primeiro plano, a imagem mostra o local de pouso da sonda. Mais distante, na base do Monte Sharp (destino da sonda) é possível ver dunas escuras. O ponto mais alto registrado está a 16,2 km de distância.

As cores foram realçadas para facilitar a análise da cena (a original também foi mostrada ). A agência divulgou também uma fotografia com marcações de distância cara área registrada . As distâncias são calculadas com ajuda da câmera HiRISE, que está em órbita no satélite Mars Reconnaissance Orbiter.

Terra

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Curiosity reproduz pela primeira vez a voz humana em Marte

Imagem feita com a câmera de 100 mm da Curiosity foi divulgada nesta segunda-feira. O equipamento tem resolução três vezes melhor que a câmera de 34 .... Foto: Nasa/Divulgação

Imagem feita com a câmera de 100 mm da Curiosity foi divulgada nesta segunda-feira. O equipamento tem resolução três vezes melhor que a câmera de 34 mm, mas tem um campo de visão menor
Foto: Nasa/Divulgação


A voz de um ser humano soou nesta segunda-feira pela primeira vez em Marte e, embora não fosse uma "presença humana física", representou um marco na missão da sonda Curiosity, que já está há 20 dias no Planeta Vermelho.

"Olá. Sou Charlie Bolden, administrador da Nasa, falando com você através da capacidade de difusão da Curiosity Rover, que agora está na superfície de Marte", foram as palavras escutadas nas instalações da agência espacial americana.

"Desde o início dos tempos, a curiosidade da humanidade nos levou a buscar constantemente algo novo (...) Novas opções de vida além do horizonte. Quero felicitar os homens e mulheres de nossa família da Nasa, assim como nossos parceiros comerciais e governamentais de todo o mundo por ter dado mais um passo em Marte", continuou a gravação.

Segundo explicou o diretor da Nasa na mensagem, a agência espera obter informações importantes através da análise da cratera Gale, que será fundamental para saber se Marte foi ou será apto para abrigar vida.

"A Curiosity trará benefícios à Terra e inspirará uma nova geração de cientistas e exploradores, enquanto se prepara o caminho para uma missão humana em um futuro não muito distante ", disse Bolden na mensagem gravada.

A reprodução da voz de Bolden, que foi enviada da Terra ao Curiosity, soou no Planeta Vermelho e depois foi mandada outra vez à Terra. "Com a presença desta voz, se dá outro pequeno passo à presença humana além da Terra, e a experiência de explorar mundos remotos se põe um pouco mais próxima de todos nós", disse Dave Lavery, diretor do programa Curiosity.

As mais recentes imagens obtidas com as teleobjetivas do robô mostram cenas de encostas erosionadas, com camadas geológicas claramente expostas, com uma resolução e nitidez muito mais elevadas que as anteriores. O Curiosity, que aterrissou na superfície de Marte na madrugada do dia 6 de agosto, enviou centenas de fotografias em preto e branco e em cores que proporcionaram a visão mais nítida de Marte conhecida até agora.

EFE
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Obama determina bandeiras a meio mastro no enterro de Armstrong

O americano Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na lua, será enterrado na cidade de Cincinatti na próxima sexta-feira, dia no qual todas as bandeiras americanas de prédios públicos serão hasteadas a meio mastro, segundo determinação do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Leia a biografia, curiosidades e frases sobre Armstrong

Armstrong faleceu no sábado, aos 82 anos, por complicações após passar por uma cirurgia no coração no início de agosto. O funeral do astronauta será uma cerimônia "privada e fechada para a família, na sexta-feira, em Cincinatti", disse o porta-voz da Nasa, Bob Jacobs.

Obama fez uma declaração presidencial nesta segunda-feira na qual ordena, "como sinal de respeito pela memória de Neil Armstrong", que no dia de seu enterro "a bandeira dos Estados Unidos fique hasteada a meio mastro na Casa Branca e em todos os edifícios públicos, além de todos os postos militares e estações navais do país".

Além disso, as bandeiras das embarcações da Marinha deverão ser arriadas, assim como as das instalações militares e das embaixadas e consulados americanos no exterior, de acordo com a ordem presidencial. Armstrong fez história na missão do Apolo 11 junto com os astronautas Buzz Aldrin e Michael Collins ao chegar à lua em julho de 1969.

Neil Armstrong foi o 1º a pisar na Lua, na missão Apollo 11. Foto: Nasa/Getty Images

Neil Armstrong foi o 1º a pisar na Lua, na missão Apollo 11

EFE
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Família de Neil Armstrong fará cerimônia religiosa na sexta

Armstrong fala durante um jantar em homenagem ao também astronauta John Glenn em Columbus, Ohio, em fevereiro deste ano. Foto: Bill Ingalls/AP

Armstrong fala durante um jantar em homenagem ao também astronauta John Glenn em Columbus, Ohio, em fevereiro deste ano
Foto: Bill Ingalls/AP


A família de Neil Armstrong pretende fazer um ato religioso na sexta-feira em Cincinnati. O primeiro homem a pisar na Lua morreu no sábado na cidade, aos 82 anos, devido a complicações cardíacas. No início do mês, ele passou por uma cirurgia para desobstruir artérias. As informações são da agência AP.

Leia a biografia, curiosidades e frases sobre Armstrong

Segundo a família, o ato não será aberto ao público - Armstrong era conhecido por prezar pela privacidade e raramente concedia entrevistas ou sequer dava autógrafos aos fãs. A agência afirma que chegou a ser discutida uma possível homenagem pública ao astronauta, mas um porta-voz dos familiares disse não haver detalhes ainda.

Coração
Armstrong descobriu durante exames em um hospital que quatro artérias coronárias estavam entupidas e teve que passar por uma cirurgia de emergência no início de agosto. O ex-astronauta vivia em Cincinnati, onde fica o hospital no qual fez os exames e foi operado.

À TV NBC, Gene Cerman (que esteve na Lua na Apollo 17) relatava uma conversa que teve à época com Carol Armstrong (mulher de Neil) e ela afirmou que ele se recupera bem após o procedimento.

O astronauta tinha uma vida recatada. Sua última aparição pública foi no Congresso, em novembro do ano passado, quando defendeu a Nasa - a agência espacial americana - dos cortes no orçamento e recebeu uma medalha dos parlamentares.

Terra

China seria a maior esperança de retorno do homem à Lua, diz jornal

Mais de 40 anos depois da chegada do homem à Lua, episódio protagonizado pelo comandante da Apollo 11 Neil Armstrong, que morreu no último sábado aos 82 anos, as perspectivas de um retorno da Nasa nos próximos anos são baixas, diferente do que se imaginava há três anos. Atualmente, a China é a única nação que fala sério a respeito de missões tripuladas à Lua. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Enquanto os Estados Unidos, após terem cancelado planos de retomar explorações lunares, pretendem acelerar o desenvolvimento de um substituto dos ônibus espaciais e baratear o custo de manutenção dos atuais programas, a agência estatal de notícias chinesa afirmou que o País tem planos de pousar sua primeira sonda na Lua em 2013. Planejado longe dos olhos da mídia, o programa espacial chinês pretende construir um superfoguete com capacidade para impulsionar uma espaçonave tripulada na direção da Lua. A futura visita, porém, não deve acontecer em menos de uma década.

Terra

domingo, 26 de agosto de 2012

Kuipers: Armstrong foi o 1º passo para nos espalharmos no universo

Neil Armstrong foi o primeiro homem a pisar na Lua, na missão Apollo 11. Foto: AFP

Neil Armstrong foi o primeiro homem a pisar na Lua, na missão Apollo 11
Foto: AFP


O astronauta holandês André Kuipers publicou neste domingo em sua conta do twitter uma mensagem sobre a morte de Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua, que morreu neste sábado. Segundo ele, Armstrong é a "personificação mais importante da história", que foi responsável pelo "primeiro passo em nosso caminho para nos espalharmos pelo universo".

Leia a biografia, curiosidades e frases sobre Armstrong

Após seis meses em missão no espaço, Kuipers retornou em julho da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Com ele estavam o astronauta russo Oleg Kononenko e o americano Donald Pettit.

O ex-astronauta americano Neil Armstrong morreu aos 82 anos, após ter sido submetido a uma cirurgia no coração no começo deste mês para desobstruir artérias. Como comandante da missão Apollo 11, Armstrong se tornou o primeiro ser humano a pisar na Lua em 20 de julho de 1969. Em nota, a família afirmou que Armstrong morreu devido a complicações cardiovasculares, mas não revelou o local onde ele estava. Os familiares o descrevem como um carinhoso marido, pai, avô, irmão e amigo, além de "um relutante herói americano que sempre acreditou que estava fazendo o seu trabalho".

O homem reservado
Armstrong nasceu em Wapakoneta, no Estado americano de Ohio, em 1930. Ele foi um apaixonado pela aviação e deixou a universidade em 1950 para lutar na Guerra da Coreia. Na luta, participou de 78 combates aéreos.

Após o conflito, começou a trabalhar como piloto de teste, levando a aeronave X-15 - um misto de avião e foguete - ao limite com o espaço. Foi um dos primeiros astronautas civis e participou do programa Gemini, da Nasa.

Em uma missão, uma falha no equipamento quase fez com que a nave se perdesse no espaço. Armstrong, conhecido por sua calma e frieza em momentos de crise, usou um sistema reserva para parar a nave (que girava sem controle) e fazer um pouso de emergência no Pacífico.

Mas foi o programa Apollo que eternizou o nome deste americano. Atrás dos soviéticos na corrida espacial (que já tinham mandado o primeiro satélite artificial e o primeiro homem ao espaço), o então presidente americano John F. Kennedy prometeu, em 1962, que até o fim da década iria mandar alguém para a Lua.

A preparação incluiu o treinamento para aprender a controlar o módulo lunar. Foi outro momento em que ele esteve próximo da morte. O astronauta teve que ejetar durante um voo para não morrer na queda do equipamento.

Em 16 de julho de 1969, Armstrong deixava a Terra a bordo de um gigantesco foguete Saturn V (o maior já construído pelo ser humano) ao lado dos também americanos Buzz Aldrin e Mike Collins. No dia 20 do mesmo mês, Armstrong anuciava: "A águia pousou". Pouco depois, pisava no nosso satélite natural ao lado de Aldrin. Collins ficou em um módulo em órbita.

Após a Apollo 11 e todas as honrarias que recebeu pelo feito, Armstrong dificilmente apareceu em público. Ele deixou a Nasa e foi para a Universidade de Cincinnati e depois trabalhou em empresas particulares. O homem reservado decepcionava muitos fãs ao frequentemente negar autógrafos e também aos jornalistas que pediam entrevistas. "Não quero ser um monumento vivo".

"No meu ponto de vista, uma grande conquista da Apollo foi a demonstração de que a humanidade não está presa para sempre no seu planeta", disse Armstrong em uma rara aparição.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6104225-EI301,00-Kuipers+Armstrong+foi+o+passo+para+nos+espalharmos+no+universo.html#tphotos

Com informações da BBC e da CBS

Terra

Companheiro de Neil Armstrong na Apolo 11 elogia liderança do astronauta

O astronauta americano Buzz Aldrin homenageou seu colega Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua e que morreu ontem aos 82 anos, ao qualificá-lo como "um piloto excepcional" e um "grande líder".

Leia a biografia, curiosidades e frases sobre Armstrong

Em entrevista ao canal BBC, Aldrin, que viajou junto com Armstrong na primeira expedição à Lua, disse que tem certeza que "todo o espaço está muito triste por saber da notícia de sua morte".

"Vamos sentir saudades de um grande porta-voz e líder do programa espacial", comentou.

Aldrin, tripulante da Apollo 11 e segundo homem a pisar na Lua, se mostrou "muito triste" por não poder estar junto do astronauta falecido no 50º aniversário da expedição que será celebrado em julho de 2019.

EFE
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Nova biografia mostra lado 'escuro' de Einstein

Albert Einstein já teve seu nome como título de obras biográficas, porém poucas focaram em sua personalidade paradoxal e polêmica. Desprezo pelo sexo feminino, comportamento injusto com seus colegas de trabalho, erros de cálculo, falta de empatia pelos próprios filhos. Estes são alguns dos fatos revelados pelo físico e biológo alemão Jürgen Neffe em Einstein - uma biografia, pela Novo Século. Segredos e paixões antes desconhecidos pelo público aparecem nas 528 páginas da obra lançada em 2005 e traduzida recentemente para o português.

Veja como os jornais noticiaram a morte de Einstein
Batalha dos cientistas: escolha seu gênio preferido

Na biografia inédita no Brasil até este ano, Neffe procura apresentar o Einstein que existiu por trás dos números e das teorias físicas. O pai da Teoria Geral da Relatividade é apresentado como um ser humano em meio a tantos outros e não como um alguém acima de todos. Em entrevista exclusiva para o Terra, o autor fala sobre o processo de produção da biografia e sobre a personalidade fascinante que o levou à máquina de escrever.

Terra - No início do livro, o senhor descreve Einstein como um personagem paradoxal, alguém que personifica muitas contradições. Como essa personalidade aparece em seu relacionamento com as pessoas e nos seus estudos sobre Física?
Jürgen Neffe - Não são todas as pessoas cheias de contradições? Para mim, era uma questão de "relativizar" Einstein, de representá-lo como um homem entre os homens, não como um semideus. No livro, eu mostro também o seu lado escuro: o seu comportamento normalmente pouco correto e justo para com os colegas, os seus pensamentos que tomaram caminhos errados. Mas, principalmente, suas fraquezas pessoais na maneira de lidar com sua mulher e, até mesmo, com seus dois filhos.

Terra - Como o senhor chegou às informações publicadas no livro?
Neffe - Principalmente através de arquivos, como a Coleção de Artigos de Albert Einstein (original de Jerusalém, com cópia completa em Pasadena, Califórnia), mas também por meio de coleção de jornais da época, documentos de universidades e institutos científicos, como a Sociedade Max-Planck e o Instituto de Estudos Avançados em Princeton. Também usei livros sobre Einstein, em particular, obras antigas e biografias esquecidas sobre ele. Foi preciso, é claro, fazer muitas entrevistas e visitas a lugares de sua vida para montar parte da narrativa do livro.

Terra - Qual foi a descoberta que o senhor considerou mais interessante sobre a vida de Einstein?
Neffe - Ver o que sua vida e seu trabalho significam para o nosso tempo. O porquê de ele ter se sobressaído como pesquisador na área das ciências exatas. Enfim, como o mito surgiu e se modificou.

Terra - Alguma informação descoberta pelo senhor mudou sua ideia sobre ele?
Neffe - Eu diria que mudou minha visão em duas direções. O meu conceito sobre ele como cientista melhorou durante o meu trabalho, enquanto o sobre a sua personalidade se tornou pior.

Terra - Como a personalidade de Einstein influenciou na formulação de seus estudos mais importantes, como na Teoria Geral da Relatividade e nos estudos sobre Física Quântica?
Neffe - Sua integridade intelectual, sua capacidade de fazer perguntas, que ninguém havia feito antes, e sua intrepidez contribuíram muito para que ele pudesse superar horizontes do seu tempo e pisar em novos territórios.

Terra - Em 1933, Adolf Hittler tomou o poder, e Einstein teve que se mudar para Princeton, nos Estados Unidos. Como foi a sua adaptação ao país? Ele chegou a se sentir um verdadeiro cidadão americano?
Neffe - Neste momento, Einstein já era um cidadão do mundo - com passaporte suíço. Sua naturalização aos Estados Unidos foi mais uma questão mais prática do que de natureza patriótica. A língua foi um fator decisivo que impediu que Einstein se sentisse realmente em casa nos Estados Unidos. Se ele tinha um lar, esse era na comunidade internacional de cientistas e no seu idioma. Todos os seus assistentes no país deviam falar alemão. Depois da Segunda Guerra Mundial, ele se encontrou na Era McCarthy e foi tido como suspeito de espionagem e - falsamente - acusado de ser o responsável pela bomba atômica. Por causa do que trouxe para o país, os americanos nem sempre facilitaram as coisas para ele.

Terra - Como foi sua aceitação de que não poderia mais voltar à Alemanha por causa do regime nazista?
Neffe - Einstein odiava os nazistas e por motivos compreensíveis. Não só pela perseguição aos judeus, mas também aos intelectuais livres da ciência e da arte. Depois de 1945, ele transmitiu sua aversão à Alemanha e aos que contribuíam para o sistema. Por causa disso, ele não queria ter nada a ver com sua terra natal - mas ficou feliz quando estudantes pediram para nomear uma escola com o nome de Albert Einstein.

Terra - Há uma grande variedade de biografias de Albert Einstein. Algumas extensas e detalhadas, como "Subtle is the Lord", de Abraham Pais. Outras visam explicar de maneira simples as teorias do físico alemão, como "Einstein's Cosmos", de Michio Kaku. Como você descreveria seu texto? Uma obra mais detalhada do Cientista? Para todo o tipo de público ou para aqueles mais apaixonados pela história do físico?
Neffe - No meu livro eu tento combinar muitas coisas: em concentrar em Einstein, o ser humano com todos os seus lados e falhas, crenças religiosas, preferências culturais e culinárias, sua configuração psicológica. Eu criei um novo quadro para mostrar o gênio atrás das teorias. Seu pensamento é definido em relação à história da ciência, da Antiguidade aos tempos modernos, mostrando sua forma de pensar em uma linhagem com estes homens, nos ombros dos quais ele se suporta, até os nossos dias quando suas previsões teóricas estão sendo examinadas e verificadas. Meu texto, como a mídia americana disse, "é lido como um romance". Eu pego meus leitores pela mão e caminho com eles através desse mundo, e também introduzo lugares e pessoas que trabalham e tratam de seu legado hoje. E, como um jornalista científico e autor - assim como outros físicos, como Pais e Kaku -, eu tento fazer o pensamento de Einstein compreensível para pessoas leigas sem usar fórmulas.

Terra - Einstein já foi eleito o maior físico da história e a personalidade mais importante do século XX. Por que um cientista alcançou tamanha notoriedade? O que fez o cientista ser tão popular, inclusive em vida?
Neffe - Não existe outra pessoa como ele; o gênio que descobriu o fim do universo e explicou o funcionamento do menor dos mundos - o que veio a ser a física quântica -; a voz política; o cientista que tomou responsabilidade mais o profeta que nos deu a fórmula para o futuro do mundo nos fundamentos da cosmologia que ele colocou na relatividade geral. Ele era como Muhammed Ali, que foi convidado por reis e presidentes para ficar cada vez mais mítico, como sabemos, na segunda metade de sua vida.

Terra - Existem muitos mitos sobre Albert Einstein. Um deles diz que ele era um mau aluno, que rodava em provas de matemática e brigava com professores. Outro que era muito religioso. Quais dessas afirmações eram verdadeiras e quais são apenas lendas?
Neffe - Existem tantos que eu temo que você precisará ler meu livro. Aqui estão alguns:

Ele era um estudante ruim apenas em esportes. Ele era brilhante em física e muito bom em matemática. Como esperado.

Oh, sim, ele discutiu com seu professor e finalmente se sentiu forçado a deixar a escola em Munique e terminar os estudos na Suíça.

Ele não era religioso no completo sentido de pertencer ao judaísmo. Ele não seguia nenhum rito e ritual e era criticamente engajado no que chamou de tribo judaica - fora da comunidade religiosa.

Ele não usava meias.

Ele não inventou a bomba atômica.

Ele era um ser humano com um cérebro como o de muitos outros.

Sua mulher não inventou a relatividade - mas como física, ela ajudou um pouco.

Ele não era vegetariano, ele amava carne - e morangos.

Ele tinha noção de seu engraçado corte de cabelo, até o preparava antes de ser fotografado e usava a imagem para ajudar seu mito a se propagar.

Terra - Muitos físicos criticam que as últimas décadas de vida do pesquisador foram desperdiçadas em uma busca inútil de uma "teoria do tudo". Qual é sua opinião?
Na verdade, ele começou pensando em combinar o mundo do gigante - universo - e do minúsculo - as partículas elementares -, ou seja, a relatividade geral com a física quântica a partir de aproximadamente 1920, o que significa que ele teria perdido 35 anos. Ele não teve sucesso, mas, levando em conta que essa fórmula não foi descoberta até hoje, ele não perdeu seu tempo e nos deu muitas contribuições úteis - a mais conhecida é o paradoxo Einstein-Podolski (o nome completo é paradoxo Einstein-Podolsky-Rosen, o qual questionava pontos da mecânica quântica). Eu não conheço nenhum físico que o critique por tentar, mas por confiar apenas na matemática para encontrar uma "bela fórmula" ao invés de usar a física e o mundo (real) físico.

Biografia mostra outro lado do mais famoso físico. Foto: Getty Images

Biografia mostra outro lado do mais famoso físico

Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra
Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra

sábado, 25 de agosto de 2012

Nasa lembra Armstrong como herói e pilar da próxima era espacial

Armstrong discursa um jantar em homenagem ao também astronauta John Glenn, Ohio, em fevereiro deste ano. Foto: Bill Ingalls/AP

Armstrong discursa um jantar em homenagem ao também astronauta John Glenn, Ohio, em fevereiro deste ano
Foto: Bill Ingalls/AP


A Agência Espacial Americana (Nasa) lamentou neste sábado a perda de Neil Armstrong, morto aos 82 anos de idade, que considerou um "verdadeiro herói americano", além de um pilar da "próxima era da prospecção espacial" em que a agência entra agora. "Enquanto houver livros de história, Neil Armstrong estará neles, lembrado por dar o primeiro pequeno passo da humanidade em um mundo além do nosso", disse o administrador da Nasa, Charles Bolden, em comunicado.

Leia a biografia, curiosidades e frases sobre Armstrong

O chefe da agência espacial americana manifestou suas "mais profundas condolências" à família do primeiro homem a pisar na Lua, que morreu hoje por complicações de uma cirurgia cardiovascular a que foi submetido neste mês. "À medida que entramos na próxima era de exploração espacial, o fazemos apoiados em Neil Armstrong. Lamentamos a perda de um amigo, um companheiro astronauta e um verdadeiro herói americano", declarou Bolden.

Além de ser um dos "melhores exploradores" dos EUA, Neil "se comportava com uma elegância e uma humildade que foram um exemplo para todos nós", enalteceu. "Quando o presidente (americano, John F.) Kennedy desafiou o país a enviar um humano à Lua, Neil Armstrong aceitou sem pensar duas vezes", lembrou Bolden.

O astronauta Michael Collins, que chegou à Lua junto com Armstrong na missão da Apollo 11 em 20 de julho de 1969, disse simplesmente que seu companheiro "era o melhor" e o que "perdem muito" sem ele.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6103330-EI301,00-Nasa+lembra+Armstrong+como+heroi+e+pilar+da+proxima+era+espacial.html#tphotos

EFE
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Estaremos sempre unidos, diz Aldrin após morte de Armstrong

O astronauta Buzz Aldrin, segundo homem a pisar na Lua após Neil Armstrong, que faleceu neste sábado, afirmou que ambos estarão "sempre unidos" pela missão da Apollo 11.

Leia a biografia, curiosidades e frases sobre Armstrong

"Treinamos juntos e fomos bons amigos, sempre estaremos unidos por nossa participação na missão Apollo 11", escreveu o astronauta em sua conta no Twitter.

"A família Aldrin oferece seus pêsames a Carol e a toda a família Armstrong pela morte de Neil", disse Aldrin. Armstrong, 82 anos, foi vítima de complicações após uma cirurgia cardíaca realizada no início de agosto para desobstruir artérias coronárias.

Aldrin qualificou seu amigo como "um verdadeiro herói americano e o melhor piloto que já conheceu", lamentando que não possa estar junto a Collins e ele no 50º aniversário da aterrissagem na lua, que será comemorado em 2019.

"Virtualmente, o mundo inteiro fez essa memorável viagem conosco. E meu amigo Neil deu o pequeno passo, mas gigante salto, que mudou o mundo e que sempre será lembrado como um momento-chave na história humana", assinalou o astronauta.

O homem reservado
Armstrong nasceu em Wapakoneta, no Estado americano de Ohio, em 1930. Ele foi um apaixonado pela aviação e deixou a universidade em 1950 para lutar na Guerra da Coreia. Na luta, participou de 78 combates aéreos.

Após o conflito, começou a trabalhar como piloto de teste, levando a aeronave X-15 - um misto de avião e foguete - ao limite com o espaço. Foi um dos primeiros astronautas civis e participou do programa Gemini, da Nasa.

Em uma missão, uma falha no equipamento quase fez com que a nave se perdesse no espaço. Armstrong, conhecido por sua calma e frieza em momentos de crise, usou um sistema reserva para parar a nave (que girava sem controle) e fazer um pouso de emergência no Pacífico.

Mas foi o programa Apollo que eternizou o nome deste americano. Atrás dos soviéticos na corrida espacial (que já tinham mandado o primeiro satélite artificial e o primeiro homem ao espaço), o então presidente americano John F. Kennedy prometeu, em 1962, que até o fim da década iria mandar alguém para a Lua.

A preparação incluiu o treinamento para aprender a controlar o módulo lunar. Foi outro momento em que ele esteve próximo da morte. O astronauta teve que ejetar durante um voo para não morrer na queda do equipamento.

Em 16 de julho de 1969, Armstrong deixava a Terra a bordo de um gigantesco foguete Saturn V (o maior já construído pelo ser humano) ao lado dos também americanos Buzz Aldrin e Mike Collins. No dia 20 do mesmo mês, Armstrong anuciava: "A águia pousou". Pouco depois, pisava no nosso satélite natural ao lado de Aldrin. Collins ficou em um módulo em órbita.

Após a Apollo 11 e todas as honrarias que recebeu pelo feito, Armstrong dificilmente apareceu em público. Ele deixou a Nasa e foi para a Universidade de Cincinnati e depois trabalhou em empresas particulares. O homem reservado decepcionava muitos fãs ao frequentemente negar autógrafos e também aos jornalistas que pediam entrevistas. "Não quero ser um monumento vivo."

"No meu ponto de vista, uma grande conquista da Apollo foi a demonstração de que a humanidade não está presa para sempre no seu planeta", disse Armstrong em uma rara aparição.

Neil Armstrong foi o 1º a pisar na Lua, na missão Apollo 11. Foto: Nasa/Getty Images

Neil Armstrong foi o 1º a pisar na Lua, na missão Apollo 11


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Com informações da EFE e da AFP.

Terra

Ainda há quem diga que o homem não foi à Lua 43 anos atrás

Veja momento em que Neil Armstrong pisa na Lua


Quarenta e três anos depois que Neil Armstrong caminhou na Lua, e depois da morte do astronauta neste sábado, aos 82 anos, por complicações car´diavas, ainda há quem insista em dizer que seu "salto gigante para a humanidade" aconteceu em um estúdio de filmagens no Arizona, e não na superfície Lunar. Muita gente considera a chegada do homem à Lua um dos maiores engodos da história.

Leia a biografia, curiosidades e frases sobre Armstrong

As pessoas que acreditam nesta postura de negação ou de conspiração insistem em que a Nasa chegou a limites extraordinários de gastos para montar uma alunissagem em um estúdio porque queria entreter um público cansado do fracasso na guerra do Vietnã, ou porque era necessário vencer a União Soviética na corrida espacial e a Nasa temia não ter a tecnologia necessária. Ou, talvez, porque era mais barato e menos arriscado fazer isso em um estúdio do que realmente voar até a Lua.

E assim alimentam teorias - como a que indica que os astronautas teriam sido "fritados" pela radiação nos cinturões Van Allen a caminho da Lua - para respaldar suas afirmações de que tudo não passa de uma grande mentira.

A maior parte do que rechaçam a ida à Lua se convenceram a partir das fotos de Armstrong e Buzz Aldrin em solo lunar - ou em um estúdio de filmagem, como insistem -, disse o astrônomo Phil Plait em um programa de rádio chamado "Estamos sozinhos?", do instituto Seti. A primeira coisa que notam nas fotografias é o céu sem estrelas, explicou Plait no programa conduzido por Seth Shostak, outro astrônomo do Seti (entidade sem fins lucrativos cujo objetivo é explicar a origem e a natureza da vida no Universo).

"Não há atmosfera na Lua, por isso as pessoas imaginam que as estrelas deveriam ser mais brilhantes", disse Plait. Mas mesmo fotos do céu noturno na Terra não mostrarão estrelas, a menos que sejam expostas por vários segundos - algo que não se pode fazer na Lua porque as imagens de Armstrong e Aldrin foram feitas quando o Sol estava alto", explicou. Com a velocidade de diafragma utilizadas nessas imagens "simplesmente não se veem as estrelas, seha na Terra ou na Lua", concluiu.

Os "negacionistas" também destacam que a bandeira dos Estados Unidos mostrada nas imagens de vídeo da chegada à Lua tremula, quando não há ar - nem vento - na Lua. A ideia de que tudo foi uma farsa ressurgiu em 2001 quando a rede de televisão Fox exibiu o programa "Teoria da Conspiração: chegamos à Lua?".

Shostak estimou que é provável que os "negacionistas" nunca desapareçam totalmente. "Voltaremos à Lua, encontraremos o material abandonado lá e tiraremos fotos", destacou ele. "E aqueles que pensam que o governo dos Estados Unidos não tem nada melhor para fazer do que montar uma falsa alunissagem, dirão: também simularam isso".

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6103229-EI301,00-Ainda+ha+quem+diga+que+o+homem+nao+foi+a+Lua+anos+atras.html

AFP
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